A aliança de Deus com os homens

 

Vamos fazer uma viagem no tempo para entender melhor o desenvolvimento do plano de Deus para a salvação da humanidade:
Nos dias de Noé, toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então arrependeu-se o Senhor-Deus de ter criado o homem, e revelou-se em sonho a Noé, anunciando o dilúvio que irá se abater sobre a terra. Através de Noé que achou graça aos Seus olhos, o Senhor-Deus ordenou a construção da arca, em que um pequeno número de pessoas; isto é, oito almas se salvaram através da água; poupando assim a raça humana da aniquilação total (1Pe.3: 20). Noé tornou-se, assim, o herdeiro da justiça de Deus que é segundo a fé (Hebreus 11: 7).
Portanto, prestai bem atenção a esta coisa que sublinhamos aqui, porque, contra as inovações introduzidas por esses obreiros fraudulentos e mentirosos na doutrina da salvação, nos defendemos, o desenrolar de tudo o que foi predeterminado no Propósito de Deus; até à sua conclusão. Pois, é sobre esta Palavra que Deus vela para realizar. Ele não pode ser tido como responsável pelas tradições religiosas ditadas pelos mandamentos de homens. Tudo aquilo que é acrescentado ou subtraído na doutrina de Deus dá origem à uma falsa doutrina; produz uma falsa fé e gera uma falsa piedade.
Noé tinha três filhos: Sem, Cão e Jafé, quando saiu da arca após o dilúvio. Na nova terra que ele tinha herdado de Deus, o pecado se manifestou de novo por Cão, o pai de Canaã (Gen.9: 21,22; Lev.18: 6-8). Noé tomou conhecimento, e amaldiçoou a descendência do seu filho Cão (Canaã) e fez de Sem, o principal herdeiro de sua bênção, chamando o Senhor: "Deus de Sem".
“E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos. Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.(Gen.9.25 -27)
Então aqui está o destino dos três filhos de Noé: o legado dos descendentes de Cão foi para Sem que viveria nas terras de Canaã; Jafé iria prosperar, mas viveria "em tendas" de Sem; entendemos: na sua sombra. Razão pela qual dizemos que Sem tornou-se no principal herdeiro das promessas de Deus feitas a Noé. Por conseguinte, o herdeiro do próprio Deus.
        O tempo passa, e as gerações sucedem-se à outras; mas Deus é imutável. O que foi determinado no Conselho de Deus permanece. E os propósitos de Deus são executados como tal. Por isso, teria de se esperar quase dez gerações para que a plenitude do tempo marcado na profecia de Noé manifestasse entre os descendentes de Sem; aquele que era o verdadeiro herdeiro da promessa contida na bênção de Noé. Melhor: aquele em quem a promessa se cumpria: ABRAM (o décimo) que se tornou Abraão (Gen.11: 10-27). Aquele mesmo que é conhecido como o pai da fé. Segundo o que está também escrito:
“…a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo, mas pela justiça da fé.” (Rom.4.13)
Então, Abraão e seus descendentes herdaram de Noé; de acordo com a promessa da bênção feita à SEM. E quando se cumpriram os tempos, o Senhor-Deus imputou ao Abraão A JUSTIÇA QUE SE OBTÉM PELA FÉ.
E quando se aproximava o tempo em que devia se cumprir a promessa, Terá, seu pai, tomou a Abrão e a outros membros de sua família e saiu com eles de Ur dos caldeus, a fim de ir para terra de Canaã. Eles viveram em Harã, onde morreu Tera (Gen.11: 31,32). Mais tarde, Deus apareceu a Abraão na Mesopotâmia e o levou para a terra de Canaã; dando-lhe o país para sempre; a ele e à sua descendência que iria multiplicar-se grandemente (Gen13: 15-17). Assim se cumpre a profecia de Noé.
        Com Abraão, Deus fez uma aliança dupla: “Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra(Gen.18.18)
        A primeira parte desta promessa se cumpriu à partir do Egito, onde Israel se tornou uma grande nação. E Deus socorreu a descendência de Abraão e a livrou da mão do opressor por Moisés. De acordo com a promessa divina; Israel tornou-se uma nação poderosa, no deserto; e Deus os trouxe de volta para Canaã. Ele os resguardou pela Lei que foi então dada como pedagogo até que a promessa viesse revelar a .
        A segunda parte dessa promessa teve o seu cumprimento em Jesus Cristo. Como está escrito: “para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito.”(Gálatas 3: 14). Pois que? Os pagãos que compõem as outras nações da terra também receberam a herança da promessa pela fé revelada em Jesus Cristo; a posteridade de Abraão. E, todas as famílias da terra abençoadas pela , tornam-se um só povo adquirido para Deus; uma raça eleita, um sacerdócio-real, uma nação santa; em Jesus Cristo, pela Igreja (1Pe.2: 9).
        Sobre a aliança divina, nós dizemos isto: depois do dilúvio o Senhor-Deus fez uma aliança com todos os seres humanos e viventes em Noé (Gênesis 6: 18; 9: 9-17). Esta aliança divina foi confirmada a Abraão (Gen.17: 2, 4, 7, 9,10); selada pela circuncisão (Gen.10-14) e atestada em Isaac (Gen.17: 21).
        Quando os tempos marcados antecipadamente no sonho de Abraão se cumpriram, na altura Israel encontrava-se em cativeiro, e Deus se lembrou da Sua aliança com Abraão, Isaac e Jacó (Ex.2: 23,24). Ele enviou Moisés, o libertador esperado (Ex.6: 2-5). É este Moisés que era o garante dessa aliança como mediador. Foi ele quem selou esta aliança (Ex.24: 6-8):
“E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar. Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos. Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas coisas.”
        Note-se que está dito: que ele tomou o livro da aliança, e o leu..., a isso o povo respondeu: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos”. É então e só então que a aliança foi selada: no tocante todas estas palavras. Daí a importância do livro da Lei que Deus deu a Israel, por Moisés. (considerar também a recomendação de Jos.1: 8). Pois que? A Palavra de Deus garantia a aliança feita com Noé, depois com Abraão; que andaram pela . São essas mesmas palavras que foram dadas na forma da LEI para servir de pedagogo à Israel e permitir com que este povo permanecesse na aliança de Deus.
É pois por intermédio desta Lei que todos os profetas profetizavam, a fim de preservar Israel na aliança de Deus. Esse é o propósito da profecia! Eis a razão pela qual Deus lhes enviara profetas! Como é revelado em 2R.17: 13:
 “Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, CONFORME TODA A LEI que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.”
Se atentarem bem nessas últimas palavras, ireis compreender que Deus certifica que a Lei foi, por Ele, ordenado aos pais, por Moisés; e a mesma Lei foi, por Ele, enviada nas gerações sucessivas dos filhos de Israel, pelos profetas: “conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei…”. Não se trata, porém, de “leis” (como se cada profeta trouxesse uma nova); mas sim de UMA só. Pelo que, a pregação dos profetas de Deus via confirmar o que foi ordenado ou prescrito.
Acautelai-vos das interpretações particulares que alguns tolos dão ao "profeta" e sua missão. Ele não vem fazer nada de si mesmo. Ele não vem para iniciar algo novo: igreja, denominação, etc. Ele vem para vos trazer de volta na aliança que Deus fez com os seres humanos para não os destruir. E a aliança de Deus com os homens não podem ser objeto de interpretações particulares nestes dias do fim; porque, como vimos aqui, a coisa não começou hoje. Tivemos que voltar aos dias de Noé para ver como isso começou. E sobre essa aliança, vou recapitular o que foi dito aqui:

        Sim, as palavras de Deus são escritas desta vez num livro. O mediador faz a leitura do mesmo, e o povo confirma ter ouvido e compromete-se em obedecer em todas estas coisas. Todos os estatutos e ordenanças foram escritos no Livro da Lei. E, Moisés o selou todo com o sangue. É pois este Livro da Lei que é doravante considerado como o Livro da aliança de Deus com Israel; a descendência natural ou carnal de Abraão (Jos.1: 7,8; Mal.4: 4).
E, repito mais uma vez: todos os profetas que se levantaram em Israel profetizaram por ou de acordo com o Livro da aliança; o Livro da Lei. A lei de Deus, ainda chamada de “Lei de Moisés” para a identificar ao mediador desta aliança. Exactamente como no Novo Testamento, o Evangelho de Deus é identificado à Jesus Cristo que é o mediador aqui.

“… para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito.”
        Assim, quando O Cristo veio, deu aos homens a Palavra de Deus. Aqueles que creram entraram na aliança divina, e tornaram-se discípulos do Altíssimo. Jesus Cristo selou a aliança com o Seu próprio sangue e deixou o testemunho aos discípulos, para que todos aqueles que crerem no Senhor pela palavra ou testemunho deles, possam também entrar na aliança de Deus (ler e compreender João, capítulo 17). A ordem recebida por estas testemunhas é clara:
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, … ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado…”(Mat.28: 19,20)
      Pois quê? O que foi revelado na aliança de Deus com Abraão é confirmado aqui: em Jesus Cristo, homens de todas as nações são feitos discípulos do Senhor-Deus; a condição de cumprir ou observar a Palavra de Deus enviada por Jesus Cristo, que é o Mediador de uma nova aliança na qual tudo selou com Seu próprio sangue. Aleluia! Que o Senhor ajude todos os santos a entender isso!
Pelo que, é em virtude desta aliança que os seres humanos são salvos. Agora, quando quereis ensinar nas pessoas que eles devem acreditar no profeta ou líder da vossa igreja para alcançar a salvação; isto faz de vós mentirosos; da pior espécie.
Vamos tentar entender mais profundamente a escritura de Heb.1: 2, que atesta: “Nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu HERDEIRO DE TODAS AS COISAS, e por quem fez também o mundo”.
Eis o que entendo: Deus firmou sua aliança SOMENTE com os HERDEIROS da justiça divina que é segundo a FÉ: Noé primeiro que fez de Sem o seu herdeiro; Abraão, filho de Sem, à seguir, nesta aliança pela qual Israel é salvo; e finalmente, Jesus de Nazaré, O Cristo, nesta aliança pela qual nós, pagãos, somos salvos. E se, na verdade, tem olhos para ver e inteligência para entender essas coisas, ireis certamente compreender que todos esses herdeiros com que Deus firmou Sua aliança são oriundos da mesma família.
Como assim? Jesus Cristo segundo a carne, é: filho de Abraão (Lc.3: 34), filho de Sem, filho de Noé (Lc.3: 36). Não poderia ser de outra forma. Não! Na qualidade de "Herdeiro de todas as coisas", Jesus de Nazaré não podia ser de uma outra ascendência, senão daquela que tinha herdado a justiça divina pela fé, e à quem Deus prometeu o mundo.
Comparem Gen.1: 26-30 com Gen.9: 1-3,7 e entendereis, que Noé foi o segundo herdeiro de toda terra depois de Adão; sendo também filho ou descendente deste. Mesma linhagem, entendem? Pois, em Deus não há incoerência. Depois, esse mesmo legado passou par o seu descendente Abraão, como está escrito:
“ Porque não foi pela lei que veio a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo, mas pela justiça da fé.” (Rom.4: 13)
        Ora sabemos que é em Cristo que Deus criou o mundo. É pois Ele, Cristo, o Herdeiro de todas estas coisas. Pelo que, introduzindo no mundo o Primogênito de toda a criação, Deus O fez: a posteridade (descendente) ou Filho de Abraão, Filho de Noé e Filho de Adão.
        Sendo assim, é por meio d’Ele, e somente Ele, que Deus reconciliou a humanidade consigo mesmo, justificando os pecadores (2Cor.5:19). Garantindo, assim, a aliança firmada desde o primórdio.
        Acautelai-vos pois dos falsos cristos e dos falsos profetas; assim como das suas interpretações da aliança de Deus com os homens. Nós, os pregadores do Evangelho de Cristo, à ninguém salvamos. Deus pôs em nós, Seus servos (sem exceção), a palavra da reconciliação; como embaixadores de Cristo. De modo que em Seu Nome (O de Cristo) vos reconcilieis com Deus. Não há pois salvação em nenhum outro nome (Act.4: 12). As nações da terra não podem participar na aliança e na promessa de salvação, senão por Jesus Cristo. Portanto, repito: Acautelai-vos dos falsos cristos e dos falsos profetas!
Considerai agora, as duas alianças: cada uma dela tem um mediador. E é através deste medianeiro que Deus fala aos homens. Sim, é por Moisés, (em primeiro lugar) e pelos profetas que se levantaram em Israel (depois), e profetizaram pela Lei de Moisés que Deus falou ao Seu povo. Nestes últimos dias... que tempos são esses? Os tempos dos gentios, claro! Deus nos fala através do Filho.
        Se lerdes atentamente em Act.15: 21, ireis compreender que em todas as gerações dos filhos de Israel foi pregado Moisés e cada sábado era lido nas sinagogas deles. No entanto, lendo Act.10: 42,43, compreendereis também que hoje (no Novo Testamento), todas as gerações dos filhos de Deus pregam Jesus Cristo para a salvação pela remissão dos pecados em Seu Nome. Outrossim, em Apoc.15: 3, está escrito acerca daqueles que venceram a besta, isso:
E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos.”
        Aqui estão os dois principais profetas ou profetas maiores do Conselho de Deus. A interpretação segundo à qual Isaías e Jeremias são grandes profetas, enquanto Miqueias e Joel, entre outros, seriam profetas menores é teológica, e não se enquadra com o que é projectado na aliança de Deus com os homens. E, é essa falsa interpretação que seduziu alguns círculos das igrejas que assim passaram à comparar os servos de Deus. Aos eleitos, digo isto: entendeis o que dizem as escrituras de 1Cor.3: 1-9 e 4: 6,7 a afastai-vos dessa concepção errada sobre os profetas de Deus.
Que diremos em relação a estas coisas? Qual é a diferença entre estes dois principais profetas: Moisés e Jesus Cristo?
“Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus...” (Heb.3: 5,6)
Então, se bem perceberam o que dissemos aqui a respeito da aliança de Deus com os homens, entendereis que Moisés, como servo não podia salvar ninguém. Sua fidelidade evidenciou-se no testemunho das coisas que, por ele, deviam ser anunciadas nesta aliança; mas Jesus, sendo Filho sobre Sua próprio casa, pode sim salvar. Que casa? Toda a criação; sendo Ele Herdeiro de tudo. Moisés não era o herdeiro de Deus; mas sim Sua testemunha; Seu servo. Jesus, Filho de Abraão, Filho de Noé, Filho de Sem é sim O Herdeiro de tudo. É por isso que Ele pode operar a salvação.
        Dir-me-ão agora, Moisés não é também, filho de Abraão, filho de Sem e filho de Noé? Claro que sim! Mas lembrai-vos do que eu disse sobre Noé: ele teve três filhos e, foi ele quem decidiu quem herdaria sua bênção. Ele fez a sua escolha e abençoou Sem. Abraão abençoou Isaque; este abençoou Jacó; todos os herdeiros da mesma promessa. Jacó tornou-se Israel, e por sua vez abençoou os seus doze filhos (Gen.49:1-28). Mas convém não perder isto, nos versículos 8, 9 e 10:
“Judá, a ti te louvarão teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos: diante de ti se prostrarão os filhos de teu pai. Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha AQUELE A QUEM PERTENCE; e a ele obedecerão os povos.”
        Sim, eu sublinhei isso aqui, para vós, os eleitos: Jacob designou o herdeiro da promessa: Judá. Judá iria receber a homenagem de seus irmãos; os filhos de Israel se prostraram diante dele. Ele era o leão. É ele que iria guardar o cetro, assim como o bastão de autoridade, até a vinda do Siló (Aquele à quem pertence essa autoridade). Está claro agora! Levi era servo de Judá. Moisés é o filho de Levi, de Abraão, de Sem e de Noé. Pese embora, ele (Moisés) ter sido manifestado antes, contudo ele não podia operar a salvação; porque ele não era o herdeiro da promessa. Ele era filho de Levi; enquanto a realeza pertencia à Judá. E quando os tempos se cumpriram plenamente, Deus revelou: Aquele a quem todos os povos deviam obedecer: Jesus Cristo, o Leão da tribo de Judá, O Siló; O Lesgilador; Aquele que tem a realeza: Este é o Salvador da humanidade. Amém, Amém e Amém!
        Não erreis! Deus conhece a aliança que Ele firmou com os homens. Ele não vai fazer nada fora do que é estabelecido no Seu Propósito. Ele sabe quem por Ele foi estabelecido sobre todas as coisas: Jesus, Filho de Judá, Filho de Abraão, Filho de Sem e Filho de Noé: O CRISTO. Este é o único profeta semelhante Moisés; mas muito maior em glória do que este último. Porque Jacob (Israel) deu a realeza à tribo de Judá; não à Levi. Isto é que explica o facto de que na nova aliança, nós temos um sumo-sacerdote de uma tribo que, no primeiro tabernáculo, não foi nomeado para o altar. Porque na nova aliança, temos o sacerdócio-real. O Sumo-sacerdote é o próprio Rei. Um sacerdote-rei como Davi cujo Ele (Jesus) é o Filho pelo Espírito da promessa; e Herdeiro do trono para sempre.
        Ora, esse David também foi de Belém de Judá à quem pertencia de direito a realeza em Israel. Deus prometeu firmar o trono do seu reino, perante o Senhor; e que sua semente que reinará depois dele iria edificar uma casa para Deus (1Cr.17: 11-14). Sabemos que Salomão sucedeu à David e edificou uma casa para Deus; enquanto a escritura diz claramente que Deus não habita em casa feita por mãos de homens (Is.66: 1; Act.7: 47-49). E, nós não vemos como reinou Salomão para sempre, porque ele dormiu com seus pais (1R.11: 43). Isto significa dizer que, a promessa de um trono que permaneceria para sempre pertencia à um outro filho de David. Não à um filho de Salomão; pois, por causa do seu pecado, Deus prometeu rasgar o seu reino após ele e o entregar ao seu servo. Assim foi dito; assim foi feito. Roboão herdou uma tribo e meio e as restantes foram para Jeroboão (1R.11: 9-13, 30-36).
Mas, quem é pois este "filho" ou "semente" de David cujo trono seria firmado para sempre? Senão Jesus, chamado O Cristo, oriundo também de Belém de Judá; como David (Mi.5: 1; Mat.2: 5,6; Lc.2: 4-7,11). E, pese embora algumas pessoas mal instruídas nas coisas de Deus acreditam que a Bíblia é um livro "arranjado"; nós, pelo contrário, vemos nela a perfeição de Deus no cumprimento da Sua vontade ou propósitos.
        Por isso, é Jesus Cristo, que pelas ordenanças celestiais edificou uma casa espiritual para Deus. E esta casa somos nós; sendo edificados como pedras vivas no edifício de Deus (1Pe.2: 5; Heb.3: 6). Por Ele (Cristo), também nós (os eleitos de entre todas as nações ou famílias da terra) nos tornamos um santo sacerdócio; um sacerdócio-real composto por reis-sacerdotes. Isso é o que somos em Cristo Jesus. E todas essas coisas se cumpriram quando entrando no Seu reino, nós também reinaremos com Ele... Como reis-sacerdotes. Amém, Amém e amém!
        Aquela realeza, é esta glória que nos foi prometida; a nós também! Por isso que ninguém vos engane: a fé em nenhum outro profeta pode vos conceder tal glória! No Conselho de Deus, somos chamados à partilhar a glória do Cristo; não a dos profetas. Salvai-vos desta geração perversa!

 

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