O ARREBATAMENTO DA ESPOSA

       “E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as        nações   com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para      Deus e para o   seu trono”.
       Quem será pois este famoso filhoda mulher de Apocalipse 12? Ele representa os escolhidos que formam a assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no céu” (Heb.12:23). Estes que, durante tudo tempo que perdurou a sua peregrinação sobre esta terra, teriam obedecido à uma celeste (e não terrena) vocação; demonstrando pela sua fé firme com a qual resistiram contra Satanás e a sedução ao ponto de enfrentar a morte; que eles reconheceram ser estrangeiros e viajantes sobre esta terra; em busca duma melhor pátria: uma cidade cujo Deus é o arquitecto (Heb.11:13-16). Sabendo que as coisas desta terra não são permanentes, eles buscaram as celestes que são eternas. Eis a razão pela qual, eles não aceitaram uma libertação nos dias de angústia. Eles nem sequer temeram o diabo e seus maus tratos, tendo eles em vista uma melhor ressurreição.
         O Senhor não teria dito à Israel quando esse rejeitou o Messias, essas palavras? “O Reino vos será tirado e entregue à uma outra nação que dará os frutos”? Esta nação santa; este povo adquirido da nova aliança, é a Igreja como já lo sublinhamos, representada aqui pela mulher. O fruto das suas entranhas, é o que está aqui tipificado pelo filho macho, ou varão.
         Porque  esta figura? A escritura diz :
         “Então dirás a Farão: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu          primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me       sirva...” (Ex.4:22,23)
         Aleluia! Mais uma vez, a profecia explica-se por si: pela Palavra de Deus! O povo de Israel que Deus adquiriu-se é visto aqui no seu tudo, e Deus o chama SEU FILHO, SEU PRIMOGÉNITO. Ele o resgatou no Egipto imolando para eles a páscoa; com fins de poupar os primogénitos (primícias) da casa de Israel. O que era uma prefiguração do sacrifício do Cristo para redenção nossa.
         Contudo, vejamos ainda uma coisa: todos estiveram debaixo da nuvem, atravessaram o mar e foram baptizados em Moisés, comeram do mesmo alimento e beberam  da mesma bebida espiritual.

Todavia, está escrito que: A MAIORIA DELES DESAGRADARAM À DEUS, por isso, pereceram no deserto (1Cor.10:1-5). Está expressamente especificado nesta escritura que: “todas essas coisas lhes sobrevirão para nos servir de exemplo, e foram escritas para instrução nossa, à quem já chegamos no fim dos séculos”. Esta profecia (Ex.4:22,23) refere-se, porém, tanto para Israel, o povo eleito do Deus vivo da antiga aliança, como para Sua Igreja; Seu povo adquirido da nova aliança.
         Deus diz a Faraó: “Deixa ir Israel meu filho, meu primogénito para que me serve”. Aonde? No deserto? Pois não! Este foi simplesmente um lugar de peregrinação. O fim da viagem (destino) estava na terra prometida: a cidade de Deus. Todos saíram do Egipto, como nós do mundo; todavia, apenas os que venceram a provação e suportaram a tentação no deserto; apenas estes aqui chegaram na terra prometida. De mesmo modo, só a “tropa dos vencedores” poderá chegar na glória. São estes “vencedores” que são aqui representados na visão pelo “filho” gerado pela mulher  com dores de parto (ou a Igreja em trabalho nestes tempos difíceis à manejar que caracterizam os sofrimentos dos últimos dias).
         Está dito: UM FILHO, porque todos esses vencedores tendo pela RESTAURAÇÃO dos seus corações na Palavra do princípio ou doutrina primitiva do Evangelho de Cristo que caracteriza o fundamento original, foram aperfeiçoados e edificados pelo ministério do Espírito, e chegaram na UNIDADE DA FE; na ESTATURA DE HOMEM FEITO, na medida da estatura perfeita de Cristo (Ef.4:12,13). Segundo o que está escrito :
         “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem        comformes à imagem de seu Filho, afim de que ele seja o primogênito       entre muitos irmãos”. (Rom.8:29)
         É esta imagem do Filho, primogénito, que serve de representação na tropa dos vencedores de Apocalipse 12: Um filho nascido duma mulher. Foi por esta razão que muitos se enganaram na interpretação desta profecia pensando logo na Maria e Jesus.
         Nós dizemos “unidade da fé”?
         “Para que todos (os escolhidos)sejam UM... E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam(pois, trata-se de muitos irmãos          ou membros) UM(um só corpo, uma só imagem), como nós(Deus, o         Pai invisível e Jesus Cristo, Sua IMAGEM, Filho primogênito -          Col.1:15) somos UM”. (Jn.17:21,22)   
         Não se trata de  ecumenismo aqui, vedes? Como alguns mentirosos interpretaram particularemenmte esta escritura para levar presos os fieís num jugo desigual e alheio: o do falso-profeta que domina sobre o movimento ecuménico e os conduz, todo direito, na adoração do anti-cristo; o inimigo do Senhor, vestido em pele de ovelha. O ecumenismo é uma REUNIÃO ou UNIÃO de igrejas. Cristo nunca orou neste sentido, mas sim para a UNIDADE  da Igreja (como duma só: a dos escolhidos) NA FÉ. E de onde vem a fé? De credos? NÃO! De ritos, dogmas ou liturgias? NÃO! DA MENSAGEM DA PALAVRA DE DEUS. Assim, antes de se referir à esta UNIDADE nos versículos 21 e 22 de João cap.17, O Senhor faz primeiramente referência no versículo 20 para ser mais preciso, à todos quantos hão-de crer Nele pela doutrina dos apóstolos. A mesma que nos pregamos neste dia de “restauração de toda coisa” qui antecede o ARREBATAMENTO desta Igreja que chega na unidade da fé, pela comunhão dos santos realizada  pelo Espírito Santo na Palavra da verdade: o testemunho do que era desde o princípio, como o apóstolo João nos ensina (1Jo.1:1-4). Longe de todos ritos, dogmas e tradições das nossa religiões contemporâneas. Pois do eucumenismo, a escritura diz :
         Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz          com as trevas? E que concordia há entre Cristo e Belial? Ou que   parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus          com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus      disse...Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não      toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e Eu serei para vós      Pai e     vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.          (2Cor.6:14-18)
         O eucumenismo é uma sujidade : a impureza do espírito para os santos. Afastai-vos disso!
         O varão ou a tropa dos “vencedores”? Eis o que a revelação nos explica aqui em seguida :

 

- “Ela deu luz a um filho que há-de reger todas as nações”.

 

         No Sl.2:8,9, a profecia  refere-se à Jesus Cristo, o Filho primogénito de toda a criação; que dominará em Rei dos reis e Senhor dos senhores, e julgará com justiça todas as nações da terra - pois a vara tipifica a autoridade, enquanto o ferro simboliza o exercício do julgamento de Deus - ; mas no Apoc.2:24-27, a profecia revela-nos a mesma promessa feita desta vez na Igreja, à todos que não receberam e creram na doutrina estranha; isto quer dizer, os que não se prostituíram espiritualmente (indo após outros “Jesus”; abraçando um outro “evangelho” ou recebendo um outro “espírito”); que resistiram contra as tentações ou astucias da sedução. Aqueles que não se deixaram “levar” nas profundezas de Satanás, mas que guardaram até ao fim as obras do Senhor. Pois que? Tendo sido predestinados à ser semelhantes à IMAGEM de Jesus Cristo, o Varão perfeito, primogénito entre muitos irmãos, eles - Seus irmãos pois - recebem com Ele, autoridade sobre as nações. Segundo o que está escrito :
         “Se sofrermos, também com Ele reinaremos...” (2Tim.2:12)
         “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de         Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos,          para que também com ele sejamos glorificados” (Rom.8:17).      
         É desta glória eterna e imortal, pela salvação que está em Cristo Jesus só, e cuja salvacão os escolhidos são herdeiros, que se refere a profecia assim exprimida:

- “E seu filho foi arrebatado para Deus e para Seu trono”.

         Mais uma vez, a versão que pretende afirmar que este filho nascido da mulher relaciona-se com Jesus e Maria (ou à qualquer outra coisa) não se justifica. Pois Jesus Cristo não foi “arrebatado” para Deus após o Seu nascimento, mas sim “recebidona glória - a nuvem que O ocultou aos olhos dos Seus (At.1:9) - depois de ter cumprindo a redenção. A diferença entre essas duas expressões ou conceitos é a seguinte: a “elevação” tem a ver com o Esposo que foi feito Senhor, enquanto o “arrebatamento” relaciona-se à Esposa que vai unir-se com o Esposo na ceia das bodas do Cordeiro que terão lugar no céu. No caso de elevação ou ascensão, Jesus foi visto pelos Seus discípulos enquanto subia, mas no caso de arrebatamento que se refere aos escolhidos chegados na perfeição, estes irão-de partir num piscar de olho, sem que ninguém possa dar-se conta de nada. Trata-se pois, duma transmutação. “...Arrebatado para Deus e para Seu trono”. Apoc.3:21, nos revela à propósito, uma outra gloriosa promessa reservada à todos quantos triunfarão da apostasia do último tempo:
         “Lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como Eu       vencí, e me assentei com meu Pai no Seu trono”. Amem!
Considerai como isto é maravilhoso... bonito... perfeito!
         A honra é para aqueles que tem ouvidos para ouvir essas palavras e crer nelas!

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