A DESCRIÇÃO PROFÉTICA DAS DUAS MULHERES DO LIVRO DE APOCALIPSE

A esposa (Apoc.12) e a prostituta (Apoc.17)


 
Para aqueles que conhecem a linguagem divina das escrituras, Deus tem evidenciado certas características que permitem aos santos a fácil identificação, e ao mesmo tempo, compreender a natureza destas duas mulheres que são uma metáfora ou alegoria: uma representando a esposa de Cristo que carrega a semente do Noivo, em que opera a salvação (Apoc.12) e a outro, a grande prostituta, ou a grande religião que influência e contamina a terra e seus habitantes com a profanação de sua prostituição (Apoc.17).
E, é no adorno destas duas mulheres que vamos procurar a diferença entre as suas duas naturezas.
"A batina não faz o padre", diriam alguns, mas é evidente que é pela bata que se reconhece o frade. É óbvio! Pois, à partir do enfeite de alguém, pode-se fazer um estudo de sua personalidade e determinar o seu perfil.
No que toca o adorno das mulheres, de acordo com a doutrina de Deus, os dois principais apóstolos do Senhor (Pedro e Paulo) são unânimes em uma coisa: as santas mulheres que professam adorar à Deus, sendo submissas aos seus maridos, devem ser adornadas com boas obras, e ataviar-se de trajes decentes, com modéstia e humildade.
"Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus. " (1Tim. 2:9-11)
"O vosso adorno não seja o enfeito exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do intimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, que é preciso diante de Deus. Porque assim se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam submissas a seus maridos." (1Pe.3:3-5)
Compare agora as duas mulheres que aqui estudamos à luz da doutrina de Deus, e quaisquer dúvidas que ainda persistem até hoje desaparecerão por si:
Primo: a mulher do Apocalipse 12 é revestida (com modéstia, decência e humildade) do sol que representa o Seu Esposo (dessas coisas, já falei em pormenor na minha pregação "A Mulher e o Dragão"), enquanto a do capítulo 17 (em real contradição com toda a doutrina de Deus) se adornou de ouro, pérolas e vestidos luxuosos. Tudo em seu traje demonstra a riqueza e opulência; isto é: Mamon.
No entanto, segundo a doutrina de Cristo, ninguém pode servir à Deus e à Mamon (Mat.6: 24). Isso significa claramente que a grande religião tipificado no livro de Apocalipse 17 não serve ao Senhor. Ora, se meditarmos cuidadosa e comparativamente, com a ajuda do Espírito Santo, as escrituras de Gén.3: 7,21; Ef.6: 13,14 e Apoc.19: 8, então podemos entender que o traje ilustra a justiça de Deus revelada nas obras dos santos. Esta verdade retira categoricamente à mulher de Apocalipse 17, a qualidade de uma mulher santa que professa servir a Deus, ao mesmo tempo que confirma a sua verdadeira natureza: a de uma prostituta.
Segundo: a esposa de Apocalypse12 usa na cabeça uma coroa de doze estrelas. No entanto, segundo as escrituras, a mulher é a glória do homem, e por esta razão, deve usar um véu na cabeça para não desonrar o homem (a cabeça do corpo) à quem está submissa. E para, aclarar ainda mais sobre a vocação da esposa do Apocalipse 12, a profecia chama a atenção para a marca da autoridade da qual depende, representada pela coroa, que cobre sua cabeça e faz ofício de véu em conformidade com a doutrina de Cristo (Gen.24: 65; 1Cor.11: 10).
Trata-se aqui da coroa da justiça que Deus tem reservado para aqueles que amam a vinda de Cristo. Em outras palavras, todos aqueles que permanecem ligados ao Esposo; tendo combatido o bom combate e perseverado na fé até o fim de sua peregrinação na terra (2Tim.4: 7,8). E, eu sempre ensinei que esta coroa de doze estrelas representava: a glória do Noivo que herda também a esposa fiel e comprometido com a sã doutrina de Cristo (o Esposo), de acordo com o Santo mandamento dado aos Seus Apóstolos. Porque, é nesta doutrina que reside a verdadeira piedade de uma “Igreja – Esposa”, caracterizada pela lealdade e submissão em tudo, a vontade do Noivo. É pois aquela esposa que vai herdar o trono de glória com Cristo e receber autoridade sobre as nações, quando tudo será consumado (Apoc. 2: 10c, 2: 26,27, 3: 21).
E quando uma igreja que se diz “de Cristo” não se submete, no entanto, à Sua doutrina, então já não é considerada como uma esposa, mas como uma meretriz. Entendem isso?
Podemos então perceber facilmente que a esposa do Apoc.17 não tem qualquer marca de autoridade, por não depender de ninguém. Essa é a natureza da mulher prostituta: ela não pertence à ninguém; não depende de ninguém. Pior, ele exibe na sua testa a sua própria marca: o seu nome, velado em mistério: A GRANDE BABILÓNIA.
            Em terceiro lugar: a mulher do Apocalipse 12, tem a lua debaixo dos seus pés, o que significa que está erigida (ou em pé) sobre o fundamento, não só dos apóstolos, como também sobre os ensinamentos dos profetas contidos na lei. Jesus Cristo (o Noivo) sendo o fundamento da fé que caracteriza a vocação da esposa (Ef.2: 20). Enquanto o suporte ou assento da autoridade, a influência ou poder da prostituta do capítulo 17 está na besta montada por ela, e que representa Satanás, o diabo, a antiga serpente, o enganador de todo o mundo (Apoc.12: 9). Compreendemos pois que é do diabo que esta mulher tira a sua influência, com o grande poder sedutor que ela detém sobre os habitantes da terra. Ao contrário da esposa da Apocalipse12, que tira sua fidelidade dos ensinamentos do Noivo ou Esposo. Portanto, se a grande prostituta influencia e seduz pelo seu charme satânico; a esposa, por seu lado, permanece na fé e na santificação sob a influência do seu Chefe, e é claramente preservada na sua missão de mãe, através do poder de Deus, contra o Dragão (como visto aqui na profecia de Apocalipse 12).

 

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