A DOUTRINA DA INFALIBILIDADE DOS PROFETAS
        
            O Senhor Jesus manifestado depois de João Baptista, testemunhou que este último era grande (Mat.11:7-11). Contudo, Ele afirma:
“ Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz. Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João”. (Jo.5:35,36)
Sim, infelizmente, nas “igrejas dos profetas” neste último tempo, temos pessoas que permaneceram ligadas às lâmpadas que alumiavam pelos ministérios dos servos de Deus que já terminaram a obra que lhes foi dada de realizar; e querem se alegrar ainda mais com a luz deles (não me refiro aqui as supostos “profetas” que à si mesmos se recomendam na Igreja e querem dominar sobre a fé dos fracos). O que eles ignoram é que, hoje, temos um testemunho maior; que nada tem à ver com os interesses das igrejas, mas com a iminência da vinda do Senhor.
Não foi Paulo, nos seus dias, acusado de contradizer Moisés pelos fanáticos judeus? Não era este também israelita como todos eles? Não sabia Paulo que em Israel não se levantou um profeta semelhante a Moisés, como o afirma as escrituras? Claro que sim! Todavia, ele explica em 2Cor.3 :7-13, que o ministério apostólico era muito mais glorioso que o de Moisés e dos profetas do antigo testamento. Isso podia irritar, indignar (e de que maneira!) os fanáticos judeus. No entanto, ele falava a verdade.
Ainda mais verdadeiro este outro testemunho do apóstolo, quando afirma: “em parte conhecemos, e em parte profetizamos”. A plenitude estando em Cristo… somente nele. Sendo assim, só Ele detém o poder de infalibilidade em todas as gerações. Contudo, Ele só revela essas coisas pelo Espírito Santo ao Seu povo, quando os acontecimentos, os tempos e as circunstâncias previamente marcados na profecia se cumpram.
Pelo que, no que me diz respeito, quando O Senhor me manda falar de uma coisa que foi dita de outra maneira; ou que minha pregação traz uma correcção sobre o que foi dito antes de mim. Falo disso sem olhar pela aparência das pessoas. Não posso combater as glórias. Nunca insultei as autoridades estabelecidas na obra do Senhor. Ainda que alguns fanáticos ligados à este servo ou àquele (e não a Cristo) pensa diferente, e olham o nosso ministério com preconceito.
Considerai que na profecia de Daniel onde os oráculos selados para os tempos do fim foram dados ao profeta, Só o “Homem vestido de linho” tinha as respostas às perguntas sobre os mistérios que foram confiados à Daniel. Foi Ele quem ordenou ao anjo de explicar a visão a Daniel. Foi Ele que revelou a Daniel (em parte) os tempos marcados na profecia para o cumprimento dessas coisas. Foi ainda Ele quem revelou ao profeta os limites do seu ministério, seu fim; e deu-lhe a promessa da herança. No livro de Apocalipse quando o mistério das sete estrelas (os sete anjos ou mensageiros) é revelado a João, o apóstolo, foi Ele quem ordenou ao apóstolo de escrever o que vi e ouvi dele a cada um desses sete mensageiros (Apoc.1:11-20 e os capítulos 2 e 3). Se isso tudo não for suficiente para vos levar a entender quem é Aquele em que habita a plenitude e que detém o poder de infalibilidade… Aquele que é superior aos profetas e que recebeu um nome muito mais excelente do que o dos anjos; então não receberam o amor da Verdade para se salvarem.
Só Jesus poderá decretar o fim da obra do ministério, quando O Espírito Santo conduzir a Esposa na sala das bodas; pelo arrebatamento. Enquanto o arrebatamento não decorrer, haverá sempre e ainda alguém na terra para falar e agir da parte de Deus. Nas “igrejas dos profetas” o entendimento é diferente. Aqui a obra de Deus foi consumado com “a vinda do profeta”.
Hoje, os adeptos das “igrejas dos profetas” me perguntam: “Só existem sete mensageiros. E tu quem és”? “Não és profeta. Ora, a Palavra só vem ao profeta. Com que autoridade falas ?” Cabe à vós me explicarem isso… à vos me responderem à essas perguntas que sugerem os vossos próprios dogmas. Porque, enquanto acrediteis que só vosso profeta é quem tem o monopólio da Verdade absoluta, e que teria posto um termo a obra do ministério para a edificação da Igreja; ficaram agora boquiabertos de nos ver surgir com um verdadeiro testemunho da Palavra. Estão convencidos de que pregamos a Verdade. Mas, o que não conseguem explicar a vós mesmos é, como que isso seria possível se não “passamos” pelo “profeta”? Na verdade, não fizemos parte duma “igreja de profeta”; somos pregadores da “Igreja de Jesus Cristo”. Aqui onde O Espírito Santo reparte os dons segundo a Sua vontade; à quem é do Seu agrado. Porque, ninguém pode receber algo, se isso não lhe for dado do céu (essas palavras não são minhas).
Sim, nós somos a Igreja do Cristo. Pregamos o Evangelho do Reino, antes que venha o fim (Mat.24:14). Alguma vez leram e entenderam o que foi dito na parábola dos trabalhadores alugados a diversas horas? (Mat.20:6-16). Pois, é aqui onde surgimos na seara. Sendo eu mesmo um desses.
            E, Aquele que me mandou testemunhar dessas coisas disse-me: Denunciar a acção dos espíritos enganadores e restaurar a Verdade: eis a obra para a qual te chamei”.
E a minha pregação se resume nisso: não adorem aquele ou aqueles que receberam os dons; antes adorem SOMENTE Aquele que fez dons. E sabeis a quem Ele fez os dons? Aos homens! Pelo que persisto em dizer: Deus não enviou espíritos divinos ou criaturas celestiais para anunciar o Evangelho na Igreja; não! O Seu LOGOS encarnou-Se uma vez por todas para reconciliar o mundo consigo mesmo. E, por Ele (O LOGOS), Deus fez dons AOS HOMENS e os estabeleceu no ministério para a edificação da Igreja na fé e o aperfeiçoamento dos santos. E, isto passa pelo conhecimento perfeito do Filho de Deus. Tudo o resto é quimera… Utópico. Alheio ao fundamento da Igreja do Cristo. Interpretações bizarras das escrituras por homens sem entendimento do Conselho de Deus.
Só Deus é infalível. Só Ele detém o poder da infalibilidade ; pela Sua Palavra.
“Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim;que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” (Is.46:9,10)
Essa infalibilidade da Palavra encontra-se na revelação que Deus dá ao homem; e não na “pessoa”; nem no ministério de um pregador. Quando, O LOGOS (A Palavra produzida pelo Espírito ou a Unção) se revela na sua boca (não no seu pensamento próprio); sendo que ele fala por revelação, por doutrina, por conhecimento ou por profecia (1Cor.14:6).
Quando O Espírito Santo traz uma revelação ao homem, estamos diante da Palavra infalível de Deus. Contudo, não nos esqueçamos de que, se O Espírito Santo (Espírito da revelação) não é sujeito ao homem; os espíritos dos profetas são eles sujeitos aos profetas. Sendo assim, a insuficiência do homem em compreender a mente de Deus para a interpretar, justifica o porque, a Palavra de Deus nos recomenda à não desprezar as profecias; antes, devemos “pôr tudo à prova” e reter o que é bom (1Tes.5:20,21). Ora, ninguém pode “pôr à prova” a Palavra de Deus; porque Ela é provada e enfática em si mesma (2Sam.22:31; Sal.18:30; 119:140; Prov.30:5). Mas as profecias que saem da boca do homem devem ser examinadas e discernidas, para separar delas o que a interferência do espírito do homem (espírito do profeta) pode produzir na pregação.
Aqui está a prova irrecusável de que as profecias e predições de um homem não são infalíveis; enquanto a Palavra de Deus o é. E, quando Paulo disse: “Em parte conhecemos e em parte profetizamos”, é por causa de Espírito que é dado com medida à todos os que receberam os dons do Cristo; de acordo com o dom e a missão. Contrariamente a Jesus de Nazaré (O Cristo); porque a Este: “Deus não dá o Espírito por medida.” (Jo.3:34)
Podemos assim ter dois doutores ou evangelistas, três pastores, quatros profetas ou doze apóstolos; tendo cada um a sua própria medida. Acontecendo que, apesar de ter o mesmo dom, a diferença de medidas é determinada pela missão repartida a cada um deles.
Reparem no profeta Daniel… Ele recebeu visitas de anjos, viu O Filho do homem, O Ancião de dias, etc. As visões que lhe foram dadas contêm a revelação das coisas vindouras. Um anjo lhe explicou a visão. Mas, o que foi que ele disse no fim de tudo isto : “Eu, pois, ouvi, mas não entendi…” (Dan.12:8). Isto prova que Daniel, apesar da excelência dessas coisas que viu e ouviu, não tinha o poder da infalibilidade. Todavia, as revelações que recebeu eram INFALÍVEIS, sim.
O apóstolo Pedro, na sua pregação, confirma essa limitação do homem-profeta no 1Pe.1:10-12; afirmando que os profetas do Antigo Testamento, depois de ter profetizado: “ inquiririam e indagaram diligentemente…, indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava”. Até que lhes foi revelado que essas coisas não pertenciam ao tempo deles. Perceberam isso? O LOGOS estava sobre eles e na boca deles. Contudo, isto não lhes deu O PRIVILÉGIO DE TUDO SABER. Não erreis, vós que acrediteis e ensinai que somente os profetas têm o monopólio da Verdade nas suas gerações. O profeta também não pode chegar a pensar que, o facto de ter recebido a revelação sobre uma coisa dá-lhe o pretexto de o ensinar forçosamente. Não! Ele deve transmitir o que recebeu e se limitar naquilo. Ele não pode de si mesmo sondar o futuro e falar das coisas vindouras sem ter recebido mandato para tal. Sejamos humildes! 
Se existir alguma dúvida sobre o que foi anunciado por um profeta, apraza ao Senhor e somente a Ele, utilizar o homem da Sua vontade para nos trazer o pleno conhecimento que falta; quando a época e as circunstâncias marcadas no que foi anunciado se cumprirem.
A mesma coisa acontece com a ciência ou conhecimento. Quando, pelo Espírito de Deus, um servo recebe o conhecimento sobre uma doutrina, ele fala com exactidão dessas coisas… muito mais exactidão que aquele que tenta por si mesmo sondar as escrituras, sem a revelação do Espírito. O que torna este último pregador susceptível ao espírito do erro. É preciso pois que, primeiramente, O LOGOS (a mente do Cristo) esteja sobre o homem, para que este possa falar ou ensinar algo com EXACTIDÃO.E, neste caso, como noutros, O LOGOS não precisa de jeito nenhum encarnar-Se de novo. Basta-Lhe comunicar o Seu pensamento ao homem, para que este recebe o conhecimento… o entendimento para conhecer e compreender os caminhos de Deus.
Vedes o que aconteceu com Daniel… Ele ouviu, e transmitiu o que lhe foi revelado. Todavia, ele mesmo não entendeu. E quando ele quis a todo custo compreender, foi-lhe dito que isso pertencia a um futuro longínquo. Daniel não se perdeu no futurismo em predições; nem se esforçou em conhecer e falar daquilo que havia de acontecer depois. Ele dormiu, e… quando chegar o dia, se levantará para receber a sua recompensa por aquilo que fez para todos nós. Na resposta do “Homem vestido de linho” a Daniel (se aquele que lê atenta), é possível perceber isso: aquele que começa uma obra não é forçosamente quem o acaba; e que a obra de Deus não é dependente de um só individuo.
Razão pela qual, no que nos diz respeito, nós a Igreja do Cristo, o apóstolo Paulo ensina isso em 1 Cor.12:
“A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum”. (v.7)
“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.”(v.11)
“Agora, porém, há muitos membros, mas um só corpo.E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.”(v.20, 21)
Compreendemos porém que, contrariamente ao que aconteceu na antiga dispensação com Israel; na Igreja, a manifestação do Espírito é dada a cada um desses ministros para o proveito de toda Igreja. E, se os homens são diferentes, assim como os dons e as medidas que caracterizam os ministérios deles; contudo Um Só, e mesmo, Espírito opera todas coisas em todos. O Senhor repartiu esses dons que se completam como membros de um só e mesmo corpo. O profeta não pode dizer ao apóstolo: não preciso de ti; nem o doutor ao pastor ou evangelista; e vice-versa. Todos esses ministros pertencem à Igreja do Cristo; e não podem portanto dividi-la, mas antes unir todos os seus membros. Por esta razão, abomino as obras desses fanáticos religiosos das “igrejas dos profetas”. As obras; não os homens. Porque, todas essas discussões em torno das pessoas e nomes de servos não avançam em nada a obra de Deus na fé.
Agora…. Afirmar que um desses enviados de Deus tem o « poder de infalibilidade” na sua geração é uma aberração. Contrária às escrituras! Porque, esses homens não são “infalíveis”; nem na natureza deles; nem nos seus ministérios.
Vejamos o exemplo do sumo-sacerdote Arão e sua importância no culto. Ele foi investido por um mandato divino. Contudo ele fez um bezerro de ouro. O que é altamente reprovável! Será que Deus o rejeitou para sempre ? Não !
O Grande profeta Moisés divinamente mandatado tornou-se reprovável ao ferir a Rocha ao invés de Lhe falar; tal como Deus o tinha recomendado. Perceberam isso? Não se trata aqui de uma má interpretação da Palavra e da vontade divina por este homem extraordinariamente ungindo? Claro que sim! Deus o rejeitou portanto ? Não ! Pelo contrário, Ele não permitiu que Satanás se apossasse do seu corpo.
Considerai agora Elias, depois da missão no Monte Carmelo onde, dias antes, tivera dado cabo de um grande número de profetas de falsos deuses com sua própria mão… agora, ele pôs-se em fuga diante de Jezabel e disse à Deus: “Mataram todos teus profetas. Fiquei sozinho”. Isto não é verdade, vejamos! Havia sete mil homens que permaneciam na Verdade naquele dia. Elias, o profeta, nem o sabia! Ora, o conceito “infalibilidade” presume a “omnisciência”. Que diremos pois? A sua predição daquele dia não estava manchada do erro? É evidente!
Os exemplos do género abundam na Bíblia. E, todos esses casos provam que nenhum “homem”- servo que fala ou age da parte de Deus, pode ser considerado como “infalível”.
Abraão proclamou que o damasceno Eliézer seria o herdeiro da sua casa (Gen.15:2); mesmo depois de ter recebido a visita de Deus (Gen.18:1), e recebido do Senhor outras revelações importantes. Trata-se aqui também de uma falsa predição. Natã, sem consultar previamente Deus a propósito, disse ao rei David que este podia edificar uma casa para Deus (2Sam.7:3). Se bem que da boca deste profeta, David tivera ouvido muitas coisas justas da parte de Deus todavia, aquela predição era falsa. Aqui está! Esses homens de Deus não tinham o poder de infalibilidade nas gerações deles. Não!
Paulo, apóstolo dos gentios, jamais afirmou que possuía o poder de infalibilidade na primeira era. Interrogado sobre o casamento, em homem prudente, quando exortou os homens à permanecer como ele (isto é solteiros); ou quando exortou os casados com descrentes a permanecer juntos apesar das incertezas, ele teve cuidado de sublinhar: “Digo isto como que por concessão e não por mandamento… digo eu, não o Senhor”. Mas, quando ele ensina que a mulher deve calar-se na Igreja ou pôr um véu sobre a sua cabeça, quando ora ou profetiza, ele afirma: “Mando, não eu mas o Senhor”. E quando se trata do “assim diz o Senhor, é com confiança que ele desafia qualquer outro pregador, dizendo: “Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”.(1Cor.14:37) Perceberam? Entendem pois que é o “Assim diz O Senhor” ou “o mandamento do Senhor” na boca do Seu servo que é infalível. Tal não é o caso quando ele prediz ou dá a sua própria opinião sobre uma questão ou situação informal que se apresenta na Igreja Neste último caso, o apósgtolo do Senhor falava como por “concessão” (permissão).
Apesar da excelência das revelações que ele recebeu do Senhor, Paulo não arrogou para si mesmo o “poder da infalibilidade” na sua geração com os outros apóstolos e servos do Senhor antes dele. Nem mesmo com os que, como no caso de Apolo, pareceram depois dele. Ele nos ensinou pelo contrário em não nos perder em discussões comparativas entre os servos do Senhor (1Cor.3:3-11). Porque? (Prestem atenção no v.5) : 
“Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor CONCEDEU a cada um?
            Pelo que , vou repetir o mandamento; nos v. 21-23:
“ Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas; seja o mundo, ou a vida, ou a morte; sejam as coisas presentes, ou as vindouras, tudo é vosso,e vós de Cristo, e Cristo de Deus.”
Sim, todos esses apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e doutores… os anjos-mensageiros das igrejas, os portadores de dons, etc. são nossos. Todavia, nós não lhes pertencemos! Nós pertencemos à Cristo, e Cristo à Deus.
Pelo que, não somos discípulos desses servos de Deus; somos filhos de Deus; discípulos do Cristo.
Hoje, estou à insurgir-me contra a “doutrina da infalibilidade do profeta”, não para desprezar as autoridades e insultar as glórias, nem para me revoltar contra os ministérios dos profetas. Ai de mim se fazer tal coisa. Todavia aconteceu que de uma “simples afirmação”, as pessoas transformaram essa concepção em “doutrina” com o único propósito de dominar sobre a Igreja e corrompê-la com falsos ensinamentos. E, ao mesmo tempo, impedir os que querem ouvir e prestar atenção ao que Deus diz ou faz por intermédio de outros instrumentos escolhidos e enviados por Ele na seara; enquanto a obra vai caminhando para o seu fim.
O “doutrina da infalibilidade do profeta” coloca um indivíduo ao lado do Cristo; na condição do LOGOS encarnado. Talvez não o sabeis; ou já se esqueceram disso… Foi em 1870 que a Igreja de Roma proclamara a infalibilidade do Papa. À partir daquele momento, o Papa (“profeta-maior” da Igreja Católica) foi elevado na condição de “Vicarius Filii Dei); isto é: aquele que toma o lugar do “Filho de Deus” e decreta no lugar dele. A voz dele sendo igual à de Deus. E, como já o referenciai mais do que uma vez, a Igreja Católica Romana reconhece que : “O Papa tem o poder de mudar os tempos e revogar as leis, de dispensar todas as coisas, até os preceitos do Cristo”.
O que faz com que nesta igreja, a voz do seu Papa, pode anular o mandamento de Deus em prol dos seus próprios dogmas. Ora, é este mesmo princípio que caracteriza TODAS as “igrejas dos profetas”.
Aí onde o testemunho das Escrituras é anulado pelas palavras, predições e interpretações que um homem faz da Palavra de Deus. As próprias palavras deste homem são confundidas com os “Assim diz O Senhor”; e seu pensamento igualada ao pensamento de Deus. Essa coisa não vem de Deus; mas sim dos espíritos enganadores, para a sedução!
E, ninguém se lembra das advertências contidas em 2 Tim.3:16,17; 2Pe.1 :20,21 ; e sobretudo na própria afirmação do Senhor Jesus, que enfatizou que : A Escritura não pode ser anulada! Pelo que, nesta geração em que a Bíblia foi subordinada e desprezada nas “igrejas dos profetas”, é para vos exortar a “guardar o depósito” que nos foi transmitido pelos pais da fé desde o começo, que falo. Como está escrito:
“Não removas os limites antigos que teus pais fixaram.” (Prov.22:28).

 

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