O DURO CAMINHO QUE CONDUZ À GLORIA
           
« ... E não podia resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava” (Act.6 :10)

         Não é bom de se gloriar, tal como nos recomenda a Palavra de Deus. Mas, se houver qualquer motivo de se gloriar segundo a carne, gloriar-me-ei pelo facto de que desde a minha infância, pela graça de Deus, O Criador, excedia em inteligência muito dos da minha geração, Deus tendo-me posto quase sempre na elite da minha promoção.

         Todavia, quando o tempo se cumpriu, aprovou Deus que me tinha escolhido antes dos tempos, segundo o Seu próprio beneplácito (consentimento), revelar em mim Jesus Cristo para O poder anunciar. Pelo que, fiz como Moisés que, ao seu tempo, desprezou a glória temporária, assim como a sabedoria da casa de Faraó. 
Tendo sido divinamente avisado sobre a minha vocação, tenho conhecido, entendido e crido que Deus na Sua presciência, me elegeu antes dos tempos; para a obra do ministério, em cumprimento das promessas divinas contidas na profecia bíblica para este último tempo em que vivemos.
E, tal Moisés que ignorou a ira do rei, desprezo também neste dia a fúria do príncipe deste mundo (Satanás), contra a minha pessoa. Ele que nunca poupou esforço, nem meio, para tentar me destruir (na impossibilidade de me seduzir e desviar deste caminho que Deus traçou para mim), recorrendo aos inimigos da verdade: esses falsos irmãos que, pela calúnia, procuram constantemente me difamar no intuito de desviar as almas mal firmadas na Palavra da Verdade, do meu testemunho do Plano de Deus para a salvação dos eleitos, revelado neste ultimo tempo.
Em bom discípulo e imitador, tenho como modelo de fé: Jesus Cristo, nosso Senhor, que suportou contra Si mesmo, a oposição dos pecadores. Como está escrito: “Por amor de ti, somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro…” (Rom.8:36). Ele não teria dito: “Alegrai-vos quando forem ultrajados por causa do Meu Nome”?
Sim, tal como Moisés e todos os outros fiéis servos de Deus que me antecederam na obra, aceitei a vergonha de servir Cristo, crendo sobremaneira que, tal como Faraó e o seu poderoso exército foram derrotados na travessia do mar vermelho, assim será das potestades, autoridades e principados do mundo das trevas e todos os espíritos enganadores que tentam destruir a fé do povo de Deus, chamado a enveredar pelo Caminho Santo. Pois, segundo Is.35:8, este alto caminho será somente para os remidos do Senhor nesta ultima geração, porque a escritura diz: “O imundo não passará por ele”. E ainda: “O ímpio não permanecerá na assembleia dos santos”
Apesar de toda dor que sinto, vendo algumas dessas pessoas que durante um tempo caminharam na Verdade, se desviar desta mesma Verdade que nos foi revelada; tendo sido vencidas pelo espírito do engano que triunfou de muitos obreiros fraudulentos e pregadores que falam todos “em nome de Jesus”, limito-me a admitir essa fatalidade, pois está também escrito que “Nenhum dos ímpios entenderá”… o Conselho de Deus revelado pelo Espírito neste último tempo (Dan.12:10).
E, hoje em dia, muitas são as almas literalmente arrebatadas e colocados com os infiéis debaixo do jugo pesado do engano que opera por intermédio dos obreiros enganadores. Esses falsos ministros de Deus prometem liberdade e libertação à essas almas fracas, sendo eles mesmo escravos da corrupção pelas concupiscências e paixões imundas que triunfaram deles. A Escritura compara esses FALSOS PROFETAS à verdadeiros cães que voltaram ao seu vomito, e porcos que volveram-se de novo no lamaçal, depois de ter sido lavado das imundícies do mundo pela agua da palavra (2Pe.2:1-22).         
No entanto, todos os que receberam o amor da Verdade para ser salvos, sabem que a promessa da restauração que antecede a vinda de Jesus Cristo na condição do Esposo para o arrebatamento da Esposa já se cumpriu hoje no nosso meio.
Pelo que falamos, nós, segundo o Espírito dessa Promessa, para trazer de volta os resgatados no antigo e bom caminho (o caminho santo). Pois, esses foram eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência na Palavra da Verdade, e participar na aspersão do sangue de Jesus Cristo.
É só para eles e mais ninguém, que Jesus Cristo ofereceu-se em sacrifício (tendo sido imolado para a redenção deles), como Ele mesmo bem o disse: “… Porque lhes dei as palavras que Tu me deste, e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de Ti, e creram que Me enviaste. Eu rogo por eles, não rogo pelo mundo, mas por aqueles me deste, porque são Teus (esses são os eleitos segundo a presciência de Deus) …. E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na Verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em Mim” (Jo.17:8-20).
Agora, todo aquele que medita cuidadosamente essas palavras, com ajuda do Espírito Santo, sabe pela compreensão do versículos 20 que, a graça feita aos apóstolos e discípulos da era primitiva, nos foi também compartilhada: nós que cremos em Jesus Cristo pelo testemunho deles (a doutrina apostólica da era primitiva, pois), longe de todas as novidades e tentativas de modernização do evangelho por parte de pregadores carnais e sem Espírito, que falam sem ter recebido a devida autoridade de Deus para o efeito – Heb.5:4. Temos, pois, alcançado UMA FÉ IGUALMENTE PRECIOSA a que foi dada as testemunhas de Jesus da era primitiva, pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
Desta fé única, deram testemunho, os apóstolos Paulo (Gal.1:8,9) e João (1Jo.1 :1-4). Essa fé que vem pelo ouvir a mensagem da Palavra de Deus (Rom.17:10), e não aquela produzida pelas fabulas artificialmente ou engenhosamente inventadas pelos homens que servem o seu ventre e interesses, mesmo presumindo com audácia e arrogância serem ministros de Deus.  
Pelo que vos anunciamos, hoje, a mensagem da restauração, segundo a promessa do dia em que vivemos, e que restabelece no nosso meio a doutrina primitiva. Doutrina “dura à suportar” para todos aqueles que andam segundo pensamentos próprios e interpretações particulares do Conselho de Deus, tendo comichões nos ouvidos de escutar coisas agradáveis. Ora bem, esta doutrina primitiva que reprova os “edificadores das igrejas” de hoje, foi eleita por Deus: Pedra principal na obra da edificação da Verdadeira Igreja de Cristo. Sem ela, os pregadores deixem de servir à Deus para transformar-se em “líderes religiosos”; edificando os seus próprios reinos nesses agrupamentos e reuniões de infiéis, denominadas “igrejas” por aberração.
Falamos da Restauração da Igreja como de uma promessa divina. Ora, neste caso, essa promessa é relevante da própria responsabilidade de Deus e depende tão-somente da Sua fidelidade para se cumprir. Quer queira, quer não! (Is.46:9-12). Pois, é impossível que Deus minta !
Não podemos nos esquecer nunca que, esta grande obra da Restauração de todas as coisas se cumpra no meio da grande apostasia de uma igreja espiritualmente morta, formalista e legalista que acabou por se transformar num covil de ladrões e esconderijo de todo tipo de espíritos imundos. Pelo que, não deixamos de exortar os eleitos de Deus afim de combater o bom combate da fé que nos foi transmitida uma vez por toda e de tomar posse da vida eterna. Nós vos suplicamos pela graça de Deus, que não vos conformeis com o século presente e seu falso evangelho; antes que regressamos no velho e antigo caminho (a doutrina apostólica) que conduz ao repouso das almas.
Que aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito da promessa (e não os homens) diz às igrejas. Porque, Deus não é Deus da multidão. Sua palavra nunca foi revelada no meio da multidão. ELE SE REVELA NO MEIO DO PEQUENO REBANHO; como está escrito: “Liga o testemunho, sela a lei entre os Meus discípulos”(Is.8:16).
Sim, já o dissemos e de novo o repetimos: Deus nunca é manifesto à todos, Ele se revela ao homem do Sua escolha, e dá-Se à conhecer à Seus discípulos pelo testemunho deste “ungido para a circunstancia”.
Falo de um “ungido para a circunstância” para tentar de fazer compreender à Igreja do Cristo que, é só quando os tempos determinadas antecipadamente nas profecias bíblicas se cumpram, que o próprio Deus unge “Seu” ou “Seus” profetas que são manifestados pela consumação dessas promessas divinas e enviados no mundo com o propósito definido de anunciar essas coisas aos homens.
         Esta é a razão que sempre me levou à insistir em todas minhas pregações sobre a indubitável Verdade como que: ninguém pode chamar para si mesmo, nem a graça, nem a dignidade de despenseiro dos mistérios de Deus (profetas ou sacerdote) sem ser expressamente chamados por Deus, Ele mesmo.
Sabeis porque ? Pois que o Evangelho da Verdade é uma Parábola; um oráculo encoberto. Uma revelação selada que, só, a sabedoria de Deus e Seu Espírito sobre o homem por Ele escolhido podem trazer à luz. Eis a razão pela qual Seus servos – ungidos são chamados despenseiros dos mistérios de Deus.
Entendemos agora, o que aconteceu com Estêvão e seus contraditores. A escritura diz: « ... E não podia resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava” (Act.6 :10). Foi sempre assim, em todas as gerações, quando se trata de um verdadeiro ungido de Deus na obra do ministério e dos inquiridores e outros contestatários que se levanta contra.
O exemplo vem do nosso Senhor Jesus Cristo: todos se maravilhavam da Sua doutrina porque, apesar de não ter nenhuma formação teológica que Lhe capacitasse para o efeito (nem Ele, nem Seus discípulos), todavia ensinava como tendo AUTORIDADE – ao contrário dos escribas e doutores da Lei.
         Ora bem, ensinar como “tendo autoridade” não quer de jeito nenhum significar “gritar”, “berrar” ou “vociferar”, como muitos pensam e fazem hoje, principalmente nas assembleias pentecostais e outras “igrejas de reavivamento”. “Ensinar como tendo autoridade” significa: falar pela unção divina que caracteriza o “selo de Deus” sobre o instrumento por Ele mandatado para falar e agir da Sua parte numa determinada geração. Pois, ninguém jamais receberia algo, se do céu lhe não for dado (Jo.3 :27,32-34 ; 6 :27). Ora, contra esta sabedoria do alto e o Espírito que fala num verdadeiro ungido de Deus, ninguém pode resistir!
Mas, quero que reparem numa coisa : O Senhor Jesus quando se achava no meio da multidão falava em parábolas. Pois que? Ele encobria o oráculo de Deus, para que “os de fora” vejam sem ver, e ouvem sem entender. Pois, à eles, não foi concedido de conhecer os mistérios do Reino dos céus, selados na profecia e revelado no Evangelho do Cristo (Mat.13 :11-16). Assim, a Verdade do Evangelho é luz e vida para todos esses que Deus admitem na Sua presença; trevas e morte para os de fora.
Essa coisa é-nos feita em figura no primeiro tabernáculo do Velho Testamento: a multidão se achegava apenas no pátio, a parte exterior do templo (entendeis agora o que o Senhor Jesus queria dizer por “os de fora”?), enquanto Deus estava revelado no propiciatório do Lugar Santíssimo, ocultado aos olhos dos demais sacerdotes, pelo véu posto atrás do Castiçal (para quem entra), Ora, essa lâmpada (o candeeiro ou castiçal) representa a luz da Palavra de Deus. Pelo que digo-vos hoje pela Palavra da Verdade: muitos são os sacerdotes das igrejas que consideram a Palavra de Deus, mas, sendo privados do Espírito da revelação que conduz para além do véu na presença de Deus, não conseguem “contemplar” – ou “ver” – a gloria de Deus, revelado nas promessas de visitação. Por causa do véu que permanece sobre o seu entendimento quando lêem sem Espírito (Jo.5 :39,40, 2Cor.3 :6). Pois que? A PALAVRA DA PREGAÇÃO DELES NÃO É VIVIFICADA!
         Todavia, é no Santo dos santos que Deus e Sua Palavra são claramente manifestos. É aqui onde brilha a luz da face do Senhor! Aqui, onde o maná é escondido; sendo reservado apenas para esses que amam Deus. Aqueles que, pelo Seu Espírito que sonda todas as coisas são aceitos na Sua presença por detrás do véu, afim de contemplar abertamente as coisas que o olho nunca viram; o ouvido nunca ouviram e que jamais subiram ao coração do homem (isto é: insondável pelo pensamento, inteligência ou entendimento do homem carnal).
         Pelo que hoje faço esta declaração pela Palavra da Verdade: O EVANGELHO DA VERDADE NÃO É UM ASSUNTO DE HOMENS COMO MUITOS PENSAM. É SIM UM ASSUNTO DOS ELEITOS.
         Considerem isto: no pátio, cada um podia bem comer o seu próprio pão e no cair da noite, acender a sua própria lâmpada para se iluminar. Contudo, no santuário (a segunda parte do templo pois), os sacerdotes não podiam se alimentar, senão dos doze pães de proposição, e eram iluminados pela luz do Castiçal cujo fogo no podia ser estranho. Agora, no lugar Santíssimo se achava o maná escondido e, aqui a glória de Deus iluminava os que foram admitidos na Sua presença. Temos pois: três tipos de alimentos (ou pão) diferentes, três tipos de luz com brilhos diferentes também! Quem pode entender isso entenda!
Nós ensinamos hoje, a Sabedoria perfeita de Deus no meio dos perfeitos; Sabedoria que nenhum dos príncipes deste mundo (nem que fosse religioso) pode perceber.
Todo o resto é fruto das interpretações particulares das profecias bíblicas. A pregação do homem privado do Espírito de Deus (isto é, não tendo sobre si a unção do Verdadeiro) é um discurso de homem, um falatório profano baseando na arrogância e audácia desses falsos profetas, sobretudo ignorantes, mas que não temam em afirmar: “Deus me disse isso… Deus me revelou aquilo… ». Para a ruína das almas que emprestam fé nesses videntes e agoireiros que se auto proclamam “homens de Deus”.
Pelo que, não posso permanecer indiferente face à impiedade manifesta desses homens que ocultam e cativam a Verdade, tendo tirado a chave do conhecimento (tal como os fariseus e doutores da lei de Israel na época) para vedar aos homens o caminho do Reino dos Céus, donde eles mesmo se excluíram, pelo abandono da vocação.
         Não posso me calar, até que triunfa a justiça da gloriosa Igreja (a Esposa do Cristo). Isto, apesar de todos os sofrimentos que me são impostos na carne, e a oposição dos maus contra a minha pessoa e este testemunho do Evangelho que me foi confiado pela uma revelação directa do Senhor, com fins de preparar a Esposa para as bodas. Pois, tenho ouvido do Senhor o seguinte: ”Combater a acção dos espíritos enganadores e repor (restaurar) a Verdade, eis a obra pela qual te chamei”.
         No auge da aflição, neste longo, difícil e estreito caminho que conduz à glória, quando Satanás se levanta e que a tempestade se abate contra mim… Quando me sinto enfraquecer, e que o mundo ao meu redor só espera me ver tropeçar e cair para se alegrar, confio na fidelidade de Deus no cumprimento da Suas promessas e a consumação da Sua obra em nós, Seus eleitos. Regozijo-me da graça excelente que, por Deus, o Pai dos espíritos, me foi feita também à mim, tal ao um rebento no meio duma geração rebelde; para testemunhar da Luz Verdadeira nestes tempos difíceis do fim.
         Essa graça de ser escolhido e admitido na Sua presença me basta! Pois, ela supera as minhas insuficiências e me sustenta na obra; isto, apesar da contradição daqueles que nos julgam pela nossa fraca aparência (não tendo na verdade nada para dar nos olhos daqueles que só podem ver as coisas de fora). Contudo, me alegro sobretudo pelo facto que esses contraditores não podem resistir a Sabedoria do Alto e ao Espírito pelo qual falamos.
         Pelo que, exorto os eleitos à resistir contra o espírito de mentira que fala na boca de muitos falsos profetas nesse fim de tempo, como no tempo de Miquéias.
À todos aqueles que, como nós, receberam uma fé igualmente preciosa (isto é do mesmo preço) quanto à nossa, e que revela deste modo o peso eterno da gloria que nos foi reservada, quando tudo for consumido… não desanimem! Suportai pois as aflições como bons soldados da Verdade. Combatendo o bom combate para guardar até ao fim da nossa carreira, a fé que nos foi revelada nas Escrituras. ESTE É O DURO CAMINHO QUE CONDUZ À GLORIA.  

 

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