O ENFEITE DA MULHER

“Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto ABOMINAÇÃO é o Senhor teu Deus (Deut.22:5).
“Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos. Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir à Deus) com boas obras(1Tim. 2:9-11).
“O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos (1Pi.3:3-5).
Uma meditação profunda de Gen.3 :6 nos revela que a sedução de Eva operou em três coisas principais que são: a concupiscência da carne (a arvore era boa para se comer), aconcupiscência dos olhos (e agradável aos olhos) e o orgulho da vida (desejável para dar entendimento).
Todavia a Escritura de 1Jo.2: 16,17 nos ensina que essas três coisas não provêm do Pai, mas sim do mundo. Ora, “o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. Hoje em dia, a influência do mundo sobretudo na mulher é indiscutível. O mundo e suas concupiscências fizeram da mulher do homem um instrumento de sedução em total desacordo com sua vocação revelada na Vontade de Deus no princípio.
A escritura de Rom.12:1,2 ensina categoricamente aos santos à não se conformar com o século presente, mas sim, à ser transformados pela “renovação do entendimento” afim de discernir a boa, agradável e perfeita vontade de Deus; longe dessas coisas. Contudo, o renuncio do mundo e das suas concupiscências não pode se efectivar, se não apresentarmos (isto é: oferecermos), os nossos próprios corpos em “sacrifício vivo”, num culto racional. Ora, bem sabemos que tudo que é “sacrificado” morre! Pelo que, é preciso que “morremos” literalmente em relação ao mundo, para que o novo nascimento opera em nós; sendo regenerados pela semente incorruptível da Palavra de Deus: Cristo em nós (para aqueles que têm entendimento).
É justamente essa semente incorruptível da Palavra de Deus que restabelece, neste dia, a mulher na sua condição do princípio. E, já dissemos aqui que a condição da mulher revela consequentemente a própria condição do homem quanto à sua mulher. Um homem chamado à ser verdadeiramente “esposo”.
Que diremos pois? Na difícil missão de proteger as filhas de Deus das concupiscências do mundo (porém, da sedução do maligno), seu esposo deve exercer sua autoridade, manifesta na sua responsabilidade assumida de manter a sua esposa na Palavra de Deus, e protegê-la da influência do mundo que age por meio dessas cobiças ou incontinências. Agora, quando um homem abdica ou demite-se dessa responsabilidade no lar e perde sua “autoridade” diante da mulher pelo “deixa andar”, então tal homem não compreendeu nada do sentido verdadeiro do matrimónio, segundo a vontade de Deus. Porque, fazendo assim, ele acaba colocando todo o seu lar debaixo da maldição, tal como aconteceu com Adão, no começo. Por causa da ordem divina que foi subvertido, pois a escritura declara: “Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher, Deus a cabeça do Cristo” (1Cor.11:3).
Eis porque, no caso de um bispo da Igreja, a Palavra de deus é inequívoca: “Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição com toda a modéstia; (Porque, se alguém nãos sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da Igreja de Deus?)” (1Tim.3:4,5).
E… sabes que mais ? Uma verdadeira esposa não se satisfaz de um esposo “fraco” ou cobarde. Ela não pode dispensar a necessidade (mesmo não declarada) de sentir os efeitos positivos da sua autoridade e dominação sobre ela. Ao contrário da mulher emancipada que se “revolta” contra essa autoridade que resulta de um mandamento divino. Tal não é o caso de uma filha de Deus. Essa tem a semente da Palavra de deus por dentro dela; e bem sabe que necessita, não só de um homem na sua vida… mas sim, de um verdadeiro esposo que lhe orienta e ampare (preserva).
Como pois um esposo poderá exercer sua autoridade sobre a sua própria esposa? Não com ditadura e tirania, mas sim à maneira do Cristo sobre a Igreja (Ef.5:22-32). Não vos lembrais dessas palavras do Senhor: “Tomai sobre vós o meu jugo…”? Ora, o jugo do Senhor sobre o Seu povo é leve e não pesado. Sabeis porque? Pois, Cristo, nosso Esposo é humilde de coração e manso de Espírito. É pois, com humildade e mansidão (brandura ou bondade) que o homem deve exercer sua autoridade de esposo sobre a mulher, sua esposa. Sendo ele mesmo sujeito à vontade de Deus pela obediência à Sua Palavra. Aquele que assimilou essas coisas, compreenderá também o porque dessa exortação do apóstolo Pedro: “Vós, maridos, coabitai com elas com entendimento dando honra à mulher, como vaso mais fraco…” (1Pe.3:7).
Não se trata aqui de tolerância, nem do deixa – andar (não intervencionismo). Mas sim de sabedoria, humildade e mansidão! Ora, essas coisas não significam fraquezas ou cobardices. Pois, se ser esposa é a vocação da mulher; ser esposo por sua vez, é ser uma autoridade sobre a mulher, assumindo assim a responsabilidade para a sua salvação.
Se há alguma recomendação que, eu, posso deixar para a Igreja pela Palavra do Senhor, nestes tempos difíceis do fim, em que, o diabo pela astúcia nos meios da sedução, procura desviar a mulher do Plano Divino, como o fez com Eva no começo, diria: Que o marido seja, verdadeiramente, o chefe (cabeça) da sua própria mulher! Que domine sobre ela pela Palavra de Deus, para ajudá-la à persistir na sua vocação, afim de cumprir sua missão de mãe e permanecer com modéstia nesta mesma Palavra.
Todavia, é evidente que, a modéstia da mulher que deve caracterizar o seu comportamento e atitude, se manifesta numa vida casta e reservada; longe da luxúria. Eis porque, a Palavra de Deus com particular atenção no enfeite da mulher.
Na antiga aliança, a escritura de Deut.22:5 proíbe formalmente às mulheres, para não fazer uso de traje de homens e vice-versa. Qualquer que faz isto (porque é evidente que há pessoas que irão contrariar isso, pois nem todos obedecem na Palavra de Deus) ABOMINAÇÃO é o Senhor, teu Deus. O Senhor NUNCA MUDOU! Há gente que afirma: “essas são coisas do passado… da antiga aliança… hoje as coisas evoluíram”. Olhem… não é pelo Espírito de Deus que uma pessoa pode dizer tal coisa! Só pode ser alguém com a semente da incredulidade (a raça de Caim pois), para contrariar desse jeito a Palavra de Deus, e deitar a confusão e a dúvida sobre o que Deus realmente disse, como o fez a serpente no começo.
Senão, vejamos… porque poderá um adventista se agarrar ao sábado do antigo testamento, enquanto as suas mulheres se apresentam de calças, pretextando que essa proibição é coisa do passado? Por que motivo, uma mulher “testemunha de Jeová” poderá fazer um corte de cabelo à maneira de homens; enquanto a denominação da religião em que acredita foi tirado de uma profecia do velho testamento? São apenas algumas perguntas no meio de TANTAS outras.
Pelo que hoje, temos mulheres de calças e calções… com cabelos cortados no estilo masculino… os homens com tranças no cabelo, brincos nas orelhas, etc. etc. Este transtorno operado pelo diabo na natureza, culminou com a prática generalizada de mudança de sexo (homens transformando-se mulheres e, mulheres convertendo-se em homem), aceite e tolerada nas sociedades modernas, como se de um coisa normal se tratasse.  Não, varões irmãos! Isto é UMA ABOMINAÇÃO! Embora o príncipe deste mundo tenha convencido seus súbditos (a raça de Caim) que tais praticas sejam: “boas, agradáveis aos olhos e desejáveis para dar entendimento”, como o fez no princípio com Eva, a Palavra de Deus afirma que: qualquer que faz isto ABOMINAÇÃO é o Senhor teu Deus.
Os dois apóstolos mais influentes do Plano da Salvação: Pedro, o apóstolo dos judeus em 1Pe.3: 3-6 e Paulo, o apóstolo dos gentios em 1Tim.2:9,10, são unânimes sobre o atavio (enfeite) da mulher: ELA DEVE SE ATAVIAR COM DECÊNCIA, PUDOR E MODÉSTIA, DA CABEÇA AOS PÉS, SEM ESQUISITICE OU EXTRAVAGÂNCIA. REJEITANDO PARA O EFEITO: AS TRANÇAS DO CABELO; USO DE JOIÁS DE OURO, DE PÉROLAS, E O VÍCIO DE ROUPAS VALIOSÍSSIMAS.
 AO INVÉS DE PROCURAR UM BELO ENFEITE EXTERIOR QUE A TORNA ESPLÊNDIDA, ADMIRÁVEL, BRILHANTE, ENCANTADORA, E… NO LIMITE ESCANDALOSA E SEXY, DE NATUREZA A FAZER DELA UM INSTRUMENTO DE SEDUÇÃO, ela deve, pelo contrário, cultivar e fortalecer um carácter interior de santidade e pureza que revelam um espírito manso e tranquilo. Aqui está toda diferença ENTRE UMA MULHER QUE FAZ PROFISSÃO DE SERVIR À DEUS (porém, que não vacila pela concupiscência do seu meio ambiente) E A QUE SERVE O MUNDO.
O estado de espírito de uma mulher se observa no seu vestuário: indecente e sem pudor; provocante e extravagante para uma mulher dissoluta e sensual; conveniente, honesto e discreto, espelhando a continência, a santidade e simplicidade que caracterizam todas as santas mulheres que servem à Deus pelas boas obras; dando testemunho da Palavra de Deus pela sua conduta, em temor de Deus, no meio duma geração perversa. Pois, a concupiscência da carne, a dos olhos, assim como o orgulho da vida concorrem juntamente para a corrupção das filhas de Deus que acabam imitando as podridões e hábitos libertinos e impúdicos das filhas dos homens.
Ora, isso só acontece, quando as mulheres que se dizem “servas” de Deus ou “cristãs”, adulam e imitam as mulheres mundanas, estrelas da moda, do cinema ou da música… ao invés de ser imitadoras das santas mulheres cujo modelo de fé foi elogiada nas escrituras; e que pela perseverança, herdaram as promessas de Deus.
E quando Pedro disse: “Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres…”, está à fazer referência de uma maneira mais do que evidente à essas mulheres que serviram à Deus na antiga aliança (confirmando assim a escritura de Deut.22:5).
E, nós soubemos que Cristo não veio anular a lei; e que a nossa fé, nós a Igreja, é edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (Ef.2:20). Isto é, na lei e no testemunho (Is.8:20).
Ora, é essa lei assim como o testemunho infalível da Palavra de Deus que nos revela que é no vestuário da mulher que se reconhece as que esperam em Deus, assim como que a sujeição delas aos seus próprios esposos.
Temos uma ilustração disso nas duas mulheres do livro de Apocalipse que são uma alegoria do que ensinamos aqui: a do capítulo 12 que representa a Igreja do Cristo, e a outra do capitulo 17 que representa a Igreja meretriz.
A primeira é caracterizada pela simplicidade, tendo uma coroa sobre a cabeça (a marca da autoridade do Esposo à quem está sujeita), enquanto está revestido do Sol, como de um trajo (a glória do Esposo revelada na Sua doutrina). E, aos seus pés encontramos a lua que representa a lei sobre qual, ela está edificada e na qual se reflicta a luz da Verdade pelo mandamento (como para a escritura de Deut.22:5). Aqui está a justiça de uma mulher sujeita em tudo, na vontade do seu Esposo!
Quanto à segunda mulher… esta é radicalmente extravagante. Ela aparece aí: a cabeça descoberta, a compostura de vestidos preciosos, enfeitada de ouro, pérolas e pedras preciosas, etc. Resumindo e concluindo: tudo o que está reprovado na Palavra de Deus ensinada pelas boca dos Seus apóstolos no que toca o enfeite da mulher. O que revela o seu estado de alma caracterizado pela insubmissão ou rebelião, e que incida ou manifesta-se no seu comportamento impúdico; sedutora de uma meretriz ou prostituta que vai à conquista das almas preciosas e conduz na morte todos os que se deixam seduzir pelo encanto da sua formosura. Quem pode entender isso entenda !
Mas, quando algumas mulheres vestem decentemente, só para ir à igreja (tais lobas vestidas em peles de ovelhas), enquanto pelo mundo fora, onde em princípio, devemos testemunhar da luz que está em nós pela nossa conduta, elas se comportam como as depravadas filhas dos homens… estamos então diante do espírito de hipocrisia e de dissimulação manifesto. Isto vem do diabo! Temos porém, um culto sem nenhum valor oferecido à Deus. Culto sem mérito, onde Deus é apenas honrado com os lábios, enquanto os corações são apegados ao mundo e seus prazeres; à carne e seus desejos.
E, observei um paradoxo nas igrejas: as irmãs religiosas dessa grande igreja considerada pela profecia como sendo “a mãe das meretrizes”, assim como as mulheres de varias religiões tradicionalistas, consideradas como espiritualmente “morta”, revelam uma decência na sua postura, adorando com as cabeças cobertas de um véu, não usam tranças nos cabelos, não fazem uso de jóias, ouros, etc. ao passo que as irmãs das igrejas ditas de “avivamento” que presumem andar na Verdade revelada pelo Espírito Santo fazem exactamente o contrario do que ensinam as escrituras. E, por meio de interpretações particulares da Palavra de Deus, tentam encontrar justificativo para seu comportamento rebelde… Alguém pode me dizer de que lado passou a Verdade?
Aqui está o compromisso com a Palavra de Deus! Para aqueles que tem comichões nos ouvidos para escutar coisas agradeis. Isaías profetizou com razão à respeito dessas gentes, dizendo que para eles: Palavra de Deus será: preceitos sobre preceitos; mandamentos sobre mandamentos. Um pouco aqui, um pouco ali. Digo-vos pela Palavra da Verdade: se a vossa justiça não ultrapassar a daquelas religiosas, como pois pensais herdar o Reino de Deus?

 

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