ENTÃO… VIRA O FIM

"Qual será o fim destas coisas"?
 
A revelação nos é dada em Daniel 12 pelo Homem vestido de linho: "Depois de um tempo (um ano), de tempos (dois anos) e metade de um tempo (a metade do ano), e quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas… E desde o tempo em que o continuo sacrifício for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias".
Se "um tempo, de tempos, e metade de um tempo", representam três anos e meio. Se, um ano bíblicoconta trezentos e sessenta dias; então os três anos e meio darão precisamente Mil duzentos e noventa dias que representam a segunda metade da septuagésima semana. O tempo exacto que a grande tribulação que, só começa no meio da semana quando o sacrifício perpétuo for interrompido durará. Porque, desde Abel, o justo, até esses dias, todos os verdadeiros adoradores sempre se aproximaram de Deus pelo altar onde o sangue do Cordeiro imolado representa o sacrifício perfeito e perpétuo. É esta, a aliança de Deus com o Seu povo na efusão e derramamento do sangue do Cordeiro redentor. O Anti-Cristo quebrará esta aliança no meio da semana proclamando-se a si mesmo Deus.    
Mas, eis que no começo da semana, ninguém suspeita de nada. Porque o assolador se esconde numa aparência da piedade e santidade. Pelo que, a terra consente em entrar na sólida aliança que ele faz com os homens e rejeita a revelação de Cristo (pois, nem todos tem este conhecimento). Sua aliança de paz enganará até mesmo Israel que, desde sempre, acreditou na existência de um Deus Único que não pode ser assemelhado à ninguém. Jerusalém, a cidade santa, é então pisada aos pés pelas nações durante quarenta e dois meses. Ora bem, se um mês bíblico conta trinta dias. Isto leva-nos à mesma conclusão: estes quarenta e dois meses representam três anos e meio ou mil e duzentos e noventa dias. Sendo a primeira metade da septuagésima semana da profecia de Daniel. Durante este tempo, se levantaram as duas testemunhas para profetizar, e quando eles terão terminado o testemunho deles, o Anti-Cristo ou a Besta que sobe do abismo os matará (Apoc.11:1-7). O Anti-Cristo revela agora a sua última jogada e tira a máscara. Jamais ninguém pode falar, nem adorar no nome de Jesus. Doravante, o "Vigário" ou "Substituto" do Filho de Deus será exaltado e glorificado em Seu lugar.
É aqui onde o sacrifício perpétuo é interrompido de acordo com a profecia. O que vem depois disso, nos é feito em figura na Babilónia antiga em Dan.3:1-7 e Dan.6:7-9. Quando Nabucodonosor, o rei de Babilónia, ergueu uma estátua de ouro (um falso deus) e ordenou para que todos os povos, nações e homens de todas línguas se prostrassem diante dela para a adorar. Ou ainda, quando o seu sucessor Dário, se levantou contra tudo o que se adora e se proclamou ele mesmo Deus (isto é Aquele que se deve adorar). Ele publicou o decreto e também a defesa. De mesmo modo que a perseguição e a angústia caíram sobre todos esses que recusaram adorar de acordo com o decreto real naqueles dias; assim será durante a segunda metade da septuagésima semana.   
Porém, sobre a terra naqueles tempos se encontrarão ainda as virgens loucas, assim como todos esses que, embora tendo o testemunho de Jesus, não teriam tomado parte no arrebatamento. Este é o resto da semente da mulher de Apocalipse 12 (a igreja, e não Israel como alguns obstinados insistam em ensinar). A grande tribulação cairá então sobre eles, tal como aconteceu com Daniel e seus três companheiros. Não, somente os restantes da igreja, mas também Israel que guarda os mandamentos de Deus (Apoc.12:17).    
Este é o período (na segunda metade da septuagésima semana) da grande angústia. Uma desolação sem igual em toda a história da humanidade, anunciada na profecia de Daniel (Dan.12:1) e confirmado pelo Senhor Jesus Cristo em Mat.24:21.   
Estes dias serão abreviados, caso contrário nenhum desses que, de acordo com Apoc.12:17, passam pela esta grande tribulação poderá se salvar. É pois por causa deles que estes dias serão abreviados. Observa que o Senhor Jesus disse que estes dias serão abreviados "por causa dos eleitos". De que eleitos trata-se, se a igreja já foi arrebatada para a glória? Dos eleitos de Israel; não os da Igreja das nações. Estes 144.000 judeus que nos são apresentados na profecia representam "o remanescente segundo a eleição" que herda a promessa feita a Abraão. Pois, Israel que buscava a lei de justiça não a alcançou, mas a eleição de Deus alcançou essa justiça para a posteridade de Abraão segundo a promessa: SÓ O REMANESCENTE SERÁ SALVO (Is.10:22; Rom.9:27-31). Eis o que está revelado no Conselho de Deus. Agora quando você começa à ensinar que só os 144.000 vão para o céu, você não compreendeu nada da Palavra de Deus. Eis o que vos digo pela Palavra de Deus: o remanescente de Israel é salvo no fim da grande tribulação, e esses eleitos são selados logo antes que as taças da ira de Deus começam à ser derramadas sobre a terra. Isto é, antes do grande e terrível Dia do Senhor que revela a ira de Deus contra as nações que desprezaram a Sua graça, tendo recebido a marca da besta que eles adoraram no lugar do Cristo.    
A profecia bíblica nos apresenta estes dois grupos distintos. Primeiro: o remanescente de Israel, os servos do Deus vivo que como nos dias de Baal não dobraram os joelhos diante do "Assolador" que se proclamou Deus, para o adorar (Apoc.7:1-7; 14:1-5), e logo depois: o resto da semente da igreja que guarda o testemunho de Jesus, representado pela grande multidão das nações que volta da grande tribulação (Apoc.7:9-17).    
"Salvação…, louvor, e glória, e honra, e poder… ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro" (Apoc.7:10,12-14). O remanescente de Israel também canta um cântico diante do trono (Apoc.14:2,3). O Cordeiro, o Santos dos santos é coroado no céu. À Deus só pertence a adoração, Ele reinará para todo o sempre. É aqui onde a visão de Daniel é selada, e a profecia também. Aleluia!