EU NÃO SOU BRANHAMISTA!

 

“O que diz de ti mesmo ?”… “Com que autoridade faz essas coisas…”.


Quem deu crédito naquilo que nos foi anunciado? À quem o braço do Senhor se revelou numa determinada geração para que possamos receber o seu testemunhou e crer no cumprimento da vontade de Deus no tempo favorável, segundo o Seu Conselho?
“Não há discípulo maior que o seu Senhor; basta ao discípulo ser tratado como o seu Mestre”, disse o Senhor Jesus. No cumprimento da vontade de Deus, sinto-me em aperto por todos os lados. No meio dos zombadores e verdadeiros adoradores, sinto literalmente subir contestação, ao mesmo tempo que vejo a vontade de Deus se cumprir para a restauração da fé de muitos santos, de acordo com a sã doutrina que estava desde o princípio.
Nos meios “evangélicos”, algumas pessoas incomodadas pela luz da verdade do nosso testemunho que desvenda o interesse e a paixão pelo lucro de muitos dos seus pregadores me rejeitam, alegando: “É um branhamista”; enquanto que por seu lado, os branhamistas divididos ao meu respeito: “É um imitador… diz a verdade nas pessoas que a mensagem que prega não vem de ti, mas sim do nosso profeta que é a única boca autorizada de Deus neste ultimo tempo para falar à respeito dessas coisas”, presumam alguns deles num tom ameaçador. Outros, pelo contrário, num tom mais conciliador, tentam me convencer à engolir o seu dogma anticristo e me aceitar como um deles desde que faço constantemente menção nas minhas pregações do “profeta – maior”.
Um dia, por exemplo, regressando de uma viagem missionaria na província de Benguela, quando o meu telefone tocou: “És tu Tiago Moisés”? “Sim”. “Tenho aqui uma pregação cujo tema é “O Livro selado e o mistério de Deus, podes me dizer onde foste buscar essas coisas? “Jà acabaste de ler essa pregação perguntei eu”? « Não, respondeu o meu interlocutor, li apenas algumas linhas e quero saber, si és um profeta maior ou menor ». “Nem um, nem outro, disse eu. Sou apenas uma testemunha de Jesus neste último tempo”. “Mas, sabes que a Bíblia disse que se levantará no nosso meio falsos profetas e falsos doutores no último tempo”? “Sim, sei disso… como sei também que a Lei de Deus não condena ninguém sem o ter ouvido primeiro. Como podes tratar um pregador de falso profeta sem o ter ouvido primeiro, nem tomar conhecimento do seu testemunho”? “Sabes que Deus prometeu que havia de enviar UM profeta… se não dizer a verdade nas pessoas como que a mensagem que estás à anunciar não vem de ti, então, és um falso profeta que conduz o rebanho ao matadouro”. E, logo desligou-me o telefone na cara.   
Tais são algumas palavras duras que me são dirigidas por telefone. Quanto à mim, não me restava duvida que se tratava de um desses “branhamistas” que se irritam contra o meu testemunho do Evangelho, por razões ou motivos que desconheço claramente. Ora, vejamos, como podeis afirmar que sou um imitador do vosso “profeta-maior” e ao mesmo tempo me tratar de falso profeta? É contraditório… não acham?
Mas a verdade neste aspecto é inequívoca: Não! Eu não sou um branhamista!
É bem verdade que em algumas pregações minhas, dei testemunho da obra de Deus realizada por intermédio de William M. Branham. Não para o “divinizar” ou idolatrar, mas sim para o posicionar no verdadeiro lugar que é seu: o de um servo (homem mortal e sujeita às mesmas paixões que qualquer um) que serviu fielmente o seu Deus nas coisas que lhe foram dadas para anunciar.
Não sou branhamista, porque não acredito JAMAIS que ele venha à ser a boca única e obrigatória de Deus e que com o seu desaparecimento os tempos sejam interrompidos para a Igreja.  
Não sou branhamista, porque sou zeloso (ciumento) para a Igreja do Cristo do zelo (ciúme) de Deus (pois é uma noiva que deve ser apresentada a UM SÓ ESPOSO; isto é à Cristo – 2Cor.11:2). E quando essa esposa se apaixona e prostitua com um outro homem (fosse ele um verdadeiro profeta), ela perde a sua virgindade, caiu no adultério e, é repudiada segundo a Lei de Deus.
Não sou branhamista, porque creio, como o confirma as escrituras, que não há salvação em NENHUM OUTRO NOME e que NENHUM OUTRO NOME foi dado debaixo do céu por meio do qual os homens fossem salvos (Act.4:12); porque o Salvador é o próprio Deus e não um homem. Ora, HÁ UM SÓ DEUS à luz das escrituras (Deut.4:35, 39; 32:39; Is.43:10 e 45:5). E, Deus jamais daria Sua gloria à um homem. Não! JAMAIS acreditarei que, a salvação possa ser ligado ao facto de « crer no profeta ». Porque, este dogma defendido pelo branhamismo contraria a Verdade que estava desde o princípio (1Jo.1:1-4). Ora aqui, o apóstolo João diz: A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada”. Ora, esta vida eterna que estava junto do Pai, nos foi anunciado à nós também, para que sejamos em comunhão com os pais da fé primitiva e membros do corpo do Cristo. E, a nossa comunhão também, está com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo (Jn3:17). Aqui está o verdadeiro testemunho. E, neste testemunho, não há lugar para Paulo, nem para Pedro, nem para Branham, muito menos para mim, e… seja lá quem for.
Eu não sou branhamista, e não acredito nesses dogmas que ensinam e procuram convencer os homens carnais e sem espírito de discernimento e de revelação no conhecimento desse Deus Único que nos salvou, como que Branham fosse um dos “sete espíritos que estão diante do trono de Deus”; como me confessou um dia um desses doutores de insensatos, e outros discursos de género… Não posso crer nisso pois, quando alguém afirma que ele é profeta e servo de Cristo, estaria categoricamente à afirmar (quer queira quer não) que ele é apenas um homem, pois a Bíblia disse: “Ele deu dons aos homens…” (Ef.4:8b). Não se trata pois nem de anjos, nem de espíritos; mas sim de homens.
Não sou branhamista porque não creio que o “profeta-maior”, ou anjo de Laodiceia teria posto um termo na obra do Espírito Santo, tomando assim o Seu lugar… não creio que o arrebatamento já ocorreu, e que estaríamos à viver um suposto tempo de “prolongamento”. Creio, sim, que a promessa da vinda de Jesus Cristo ainda não se cumpriu. Isso implica que, para mim, como para a verdadeira Igreja do Cristo, o Espírito Santo ainda opera para nos conduzir em toda a Verdade, nesta última hora em que a apostasia triunfa, segundo o que está escrito: “Porque já o mistério da injustiça opera: somente há UM que agora que resiste até que do meio seja tirado. Aquele “UM” que resiste e detém o mistério da Iniquidade é O Espírito Santo agindo. Não se trata de Branham, pois não. Branham já foi tirado do nosso meio, mas o Ímpio (Perverso)  ; O homem do pecado ou o Anticristo ainda não foi manifestado (2Tes.2:6-8). Não sejamos tão cego, ô irmãos! Porque tais interpretações e dogmatismo, só podem ser produzidos por poder sedutor (a operação do erro) que Deus envia, à todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça, afim de que creiam na mentira, e sejam condenados (2Tes.2:11,12).
 Não sou branhamista porque, a fé branhamista (tal como é professada hoje) é anti palavra! Sendo baseada em interpretações particulares e erróneas da Palavra de Deus e do Seu Conselho revelado neste ultimo tempo. Se procuro agora agradar à homens, não serei mais servo de Deus.
Não sou branhamista, porque sou um pregador do Evangelho, segundo o chamamento de Deus e a medida do dom da graça que me foi feita segundo o Conselho da Sua vontade, e não um leitor – interprete das brochuras do “profetas”. Não fundamento a minha fé sobre uma só promessa das escrituras, em Malaquias, que teria paralisada a marcha da Igreja rumo à glória. Creio naquela promessa (Mal.4) que já se cumpriu, e em muitas outras que se cumpram ainda hoje em dia.
Não sou branhamista, porque não posso adorar numa igreja onde a divindade está representada em imagens; e pior ainda, onde a imagem de um homem e de anjos fazem parte de um culto e credos. Categoricamente NON! Pois, foi claramente mencionado, no maior de todos os mandamentos, o seguinte: “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem…”. E, vós bem sabeis porque: “Porque Eu, O Senhor teu Deus, sou Deus zeloso (ciumento) que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e a quarta geração daqueles que me desprezam…” (Ex.20:4,5; 23:23-25, 32-33; Jos.24:20). Entendeis agora o que a Palavra de Deus considera “iniquidade”? O culto de imagens é uma agravante. Adorar alguém para além de Deus e fazer da sua representação um objecto do culto, consiste em desprezar ou odiar o próprio Deus. Podem não me dar crédito hoje, quando falo dessa maneira, mas digo-vos na verdade: duro será para vós recalcitrar contra os aguilhões!      
         Eu jamais obriguei aos branhamistas em acreditar que sou um servo de Deus. Nem eles, nem algum pertencendo à um outro “ismo” religioso. Limito-me tão-somente em proclamar o meu testemunho da Palavra de Deus e da obra por Ele realizada neste último tempo. E, o meu testemunho do Evangelho repousa sobre a pessoa ÚNICA de Jesus Cristo. Pois, É ELE QUE NOS FOI DESTINADO (Act.3:20,21). É pois, em perfeita concórdia com esta Escritura e muitas outras promessas bíblicas que anuncio a mensagem da restauração na fé primitiva. Afim de converter as almas à JESUS CRISTO, ÚNICO SENHOR E AUTOR EXCLUSIVO DA SALVAÇÃO. E, neste caminho já traçado onde a mão poderosa de Deus me conduz desde o princípio, se existe um pregador que fortemente influenciou o meu ministério, seria sem duvida alguma o apostolo Paulo: pela pureza do seu testemunho, aliada à firmeza diante dos seus contraditores e da própria contradição. Pelo que a minha intransigência em imitar o seu modelo de fé, levou algumas pessoas à me alcunhar de “paulista” no meio do pentecostalismo onde evoluía na época. Mas, vejamos, é impossível que eu seja um “paulista”. Paulo é apenas um instrumento por meio do qual eu acreditei em Jesus Cristo. Ele é meu irmão na fé. Porque, creio eu, ter recebido também uma fé igual à deles. Nada mais!
Converti-me à Cristo numa das “igreja de reavivamento” (pentecostal). E, quando naqueles meios, tentaram me fazer beber uma outra “água” para além daquela que jorra da “fonte inesgotável”, Deus me concedeu (pela Sua graça) o Espírito de revelação no Seu conhecimento. Pelo que, sai do meio deles para ir ao encontro do Esposo cuja vinda é iminente; segundo a revelação que me foi dada para a Sua Igreja (a Esposa). Foi então que, apegando-se numa interpretação particular da escritura de 1Jo.2:19: Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido connosco…”, foi rejeitado, como se de um herege se tratasse, pelos pregadores das “igrejas de reavivamento”, que ensinaram aos membros das suas congregações à fazer o mesmo para comigo.
Ora bem, aquando da minha conversão, não fiz um compromisso com os homens, mas sim com Deus e a Sua Palavra. Essa é uma das razões que me levaram (apertado pela contradição) à abandonar o bairro onde vivia, e que era fortemente influenciado pelo movimento de reavivamento. Pelo que decidi me isolar num espécie de “deserto” para buscar à Deus na solidão e andar com Ele, no caminho santo que conduz os remidos junto do Pai (Is.35:8). Escrevo acerca dessas coisas num momento em que todos os actores e testemunhas oculares ainda vivem no nosso meio, e podem (se quiser) confirmar os factos.                
Pelo que, não fui chamado do meio desses leitores das brochuras do “profeta” ou dos “irmaos da mensagem” como são designados, para ser hoje uma porta-voz ou profeta de Branham, e passar à repetir como num soluço: “Branham disse isso… Branham disse ou fez aquilo…”. Também nunca condenei os que assim fazem. Cada um tem recebido uma medida pela qual prestará conta. Pelo que digo a verdade e não minto (QUER ACREDITEM, QUER NÃO): Aquele que fez de mim testemunha de todas essas coisas, para as anunciar nunca me mandar testemunhar de Branham ou de seja quem for. Ele me disse: “Vai dizer ao Meu povo, Eis que cedo venho”! Todo aquele que faz parte desse povo atestará o meu testemunho; assim como os filhos de Israel receberam o testemunho de Moisés, apesar dos contraditores. Tenho recebido do Senhor esta confirmação e também a confiança de que Deus cumpra infalivelmente todas as Suas promessas. Porque, a incredulidade de alguns, jamais poderá anular a fidelidade de Deus.
Se pudesse ser fanático de alguém, só poderá ser de Jesus de Nazaré, o Homem de Galileu; Aquele mesmo que a Escritura identifica como sendo o Cristo. E, embora existe gente que não acredita nisso, NEM POR ISSO a minha fé ficaria abalado. Nisso estou; nisso permaneço até chegar a hora de eu ir. E, se quereis o saber: sou discípulo – fanático de Jesus Cristo, aqui estamos! Não há mais lugar para ninguém na minha fé. Para Ele, e por causa dEle e da Sua Palavra (doutrina) separei-me de tudo, inclusive da mãe dos meus filhos. Não me aflijais mais. Tirem os vossos idolos de diante de mim !
Pelo que, hoje, quero clamar bem alto: Não! EU NÃO SOU BRANHAMISTA!      
Agora, quando algumas pessoas tenatm me convencer que William Branham é um falso profeta, porque prediz coisas que nunca se cumpriram na America; ou ainda, no que toca o fim da era de Laodiceia; a vinda do Cristo em 1977, 1983 ou 1999, etc. Eis o que digo: na minha pregação: “A obra de Deus no último tempo”, tentei demonstrar a diferença que existe entre “revelação” e “predição”: a REVELAÇÃO É da responsabilidade DE Deus e é infalivel; enquanto a PREDIÇÃO é da responsabilidade do homem e pode falhar.
O que acham disso ? Abraão… aquele mesmo que é considerado o pai da fé prediz um dia que Eliézer de Damas, nascido em sua casa, seria o seu herdeiro, visto que na época Deus não lhe tinha ainda dado um filho. Ora, bem sabemos que isso não sucedeu assim (Gen.15:2,3). Isso faz dele um falso profeta? Nata prediz ao rei David que ele poderia edificar uma casa ao Senhor, e que Deus estaria com ele: ora isso não estava certo (2Sam.7:2-13). Isso dele um falso profeta? O Apóstolo Pedro que do Pai celestial recebeu a revelação do Cristo (Mat.16:17,18), prediria mais tarde ao Senhor Jesus que não iria morrer! Ora, isso era contrária ao Plano de Deus, ao ponto que o Senhor designou o espírito que falava aquele dia no Pedro como sendo “Satanás” (Mat.16:22,23). Isso faz dele um falso profeta? Moisés feriu a rocha ao invés de falar-lhe, segundo a Palavra do Senhor e foi castigado porque a sua pregação daquele dia na santificou o Senhor (Nu.20:7-12). Isso faz dele um falso profeta? Quem se esqueceria da falsa pregação de Arão em Ex.32:2-6, no dia em que estabeleceu o culto do bezerro de ouro em Israel? Isso faz dele um falso sacerdote e não um homem de Deus? Portanto a Escritura afirma e confirma que ele foi expressamente chamado por Deus (Heb.5:4).
Quem es-tu, ô tu que julga os outros, e… mesmo os servos alheios?
Entretanto temos muitos casos des falsos profetas e sonhadores de sonhos que anunciaram sinais notórios e maravilhas que se cumpriram aos olhos do povo de Deus (Deut.13:1-5). Tal é o caso de Balaão cuja profecia à respeito da estrela de Jacó que se levanta do oriente, se cumpriu muitos séculos depois. E, foi essa mesma estrela que guiou os magos até Jesus. Esse sinal faz de Balão um verdadeiro enviado de Deus? Diriamos também que o seu jumento que falou com voz humana foi um “profeta”?
Pelo que, lendo atentamente essa escritura de Deuteronome, o eleito irá comprender que não é por meio de predições e sinais quje se reconhece um enviado de Deus, mas sim, pela doutrina por ele ensinado. Si essa doutrina não santifica… não glorifica nem conduz à Deus. ENTÃO ESTAMOS DIANTE DE UM FALSO PROFETA.
Razão pela qual, não perco o meu tempo com essas questões loucas e inúteis. Porque, elas produzem contendas e disputas, mas não avança de jeito nenhum a obra de Deus na fé. Está escrito na Palavra: “Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem”(1Tes.5:20,21). Eis pois o que vos digo pela Verdade de Deus: quando estiveres diante da pregaçao de um servo de Deus, examinai essa mensagem à luz das escrituras, mas não percem o vosso tempo com aquilo que não espelha com exactidão o Conselho de Deus. Para a vossa edificação na : retende o bem! Ora, o bem é aquilo que está DE ACORDO com a Palavra de Deus. Não julgai com DUREZA o homem que fala. Lembrai-vos de que conhecemosw em parte, e em parte profetizamos. Se há algo que ensinada com alguma imperfeição, Deus no tempo determinado para o cumprimento das Suas promessas levantará um outro instrumento para trazer a luz da Verdade sobre essa coisa que ainda suscita duvida. Eis porque não deixo de repetir à Igreja do Cristo: Não prestai atenção aos homens, mas sim à Palavra de Deus. Mas quando numa determinada geração, se levanta no nosso meio alguém que centraliza o seu testemunho sobre os “erros” contidas na pregação de um outro servo que o antecedeu, para depois se atacar à sua pessoa (não digo “testemunho”, mas sim “pessoa”), então estamos claramente diante de um espírito de divisão; isto é do diabo, porque Cristo não está dividido. Tal como a Igreja, Seu corpo, também não está dividido em torno dos servos, mas sim, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, nAquele que é a Cabeça: Cristo. E, o que possibilita o crescimento dessa Igreja, é a função que realiza cada parte de acordo com o dom de Deus; à medida de dons que Cristo acorda à cada um dos Seus instrumentos, para edificar o seu corpo.  
Só a fidelidade de Deus cumpra o Seu propósito no tempo determinado, utilizando para esse efeito, o homem chamado por Seu decreto (Is.46:9-12). Contudo, esses instrumentos de Deus não são super-homens. Não ! Não! Falo de Abraão, o pai da fé: um homem que, por duas vezes, negou a sua esposa e a entregou nos braços alheios (Gen.12:10-20 e o Cap. 20). Falo de David que livrou o seu soldado à morte por causa da sua mulher; de Salomão que, apesar de toda a sabedoria divina que lhe foi acordado, se prostrou no fim diante dos ídolos das suas concubinas pagãs. Falo do juízo Gedeão que, depois de ter combatido a idolatria e derrubado o altar de Baal, acabou por fazer um manto sacerdotal na sua cidade, em Ofra, e que veio à ser uma armadilha para ele e toda a sua família; e onde todo Israel se prostitui. Falo de um Paulo que fazia o mal (não sei o qual, só Deus o sabe) que não queria, sendo incapaz de fazer o bem que queria, etc.
A fraqueza também faz parte da vida dos servos de Deus, acreditem nisso. Só, o dom da graça de Deus sobre os Seus servos, supera as insuficiências deles, e ao mesmo tempo anula toda condenação contra eles.
Não creio nos servos poderosos que ajudam Deus na obra; creio sim em um Deus Todo-Poderoso que se serve de homens fracos para cumprir os seus propósitos e confundir os grandes e poderosos deste mundo. E, rejeito categoricamente todo culto que exalta um homem mortal ao lado de Deus.  
Esta é uma das razões fundamentais que me leva à afirmar uma vez mais: NÃO SOU BRANHAMISTA!    
Quem era pois Elias? Apesar de todos os sinais poderosos que lhe foi concedidos de cumprir (até fazer descer o fogo do céu e fechar o céu para que na chuvesse, até que ele orou de novo), a Biblia afirma que ele era um homem “da mesma natureza que nós”. Mas, quando afirmou um dia: “Sou o único que sobrou”, Deus disse : “Não, fiz sobrar sete mil homens que, como tu,obedecem a minha doutrina e Me conhecem. Elesnãodobraram os joelhos a Baal”. Vedes isso?
Depois de tudo que lhe foi dado de dizer e cumprir no Monte Carmelo, e que confirmaram tres coisas:
- que a sua pregação era a revelação do Deus Vivo e fogo devorador: “Para que todo este povo conheça que tu, Senhor, és Deus”;
- que ele era um verdadeiro enviado de Deus: “que eu sou teu servo”;
- e que a doutrina que apregoava naquele dia era segundo a Palavra de Deus: “Que conforme a Tua Palavra fiz todas estas coisas”.
É pois claro que Elias não está à falar aqui segundo a revelação divina; pois prediz algo, mas… que não concorda com o Conselho de Deus. Podemos pois lhe tratar de falso profeta? Não! Como também não era um « anjo », ou um « espírito » qualquer. Não confundem pois uma “graça divina” da propria “divindade”. Pelo que, repito o que já disse: para pregar o Evangelho e revelar Seu conselho aos homens, Deus fez dons aos homens tirados do meio dos seus irmãos; não enviou para tal anjos celestiais. Definitivamente NÃO! (Deut.18 :15-18). Porque, Ele nao veio socorrer os anjos, mas sim a descendencia de Abraão que é humana. Essa graça divina torna esses homens capaz de ser “ministros” pelo Espírito de Deus AGINDO NELES. O Espírito de Deus opera neles para a obra do Evangelho, mas não os torna semelhantes à Deus. Isso não! Porque, na sua natureza, esses homens permanecem também falíveis, tais como os são aqueles à quem eles anunciam o Conselho de Deus. Que pode entender, entenda!
Na sua forma particular de interpretar a Palavra de Deus, os branhamistas falam de Elias como se de uma “incarnação divina” se tratasse, e quando tento me opor à esta coisa (a interpretação particular e não ao homem de Deus), alguns dizem de mim: “É um branhamista reformado ou moderado”! NÃO O SOU! 
Por seu lado, os branhamistas irritam-se visivelmente contra a minha pregação, alegando que sou um “imitador” que tenta de desviar a atenção das pessoas do “profeta-maior” para os atrair após mim. Isto também não condiz com a verdade! Nunca me ataquei na “pessoa do profeta”, apenas denuncio a acçao desses espiritos sedutores que se servem de “nomes” dos servos de Deus para assujeitar o povo de Deus na mentira. Faço isso de acordo com a promessa profetica desta hora da “restauração de todas as coisas”; para completar a obra da Edificação da Igreja na Verdade original e primitiva. Pois, o arrebatemento está proximo ! Que pode convencer minha pregação do erro?