UMA FIGURA PERFEITA DA DISPENSAÇÃO DA IGREJA

 

O castiçal com todos os seus accessórios formavam uma peça única de ouro puro (Ex.25:31-40) sobre o qual eram postos sete lâmpadas que se acendiam de maneira a iluminar diante dele continuamente, desde a tarde até pela manhã perante o Senhor. O seu vaso recebia o azeite puro de oliveira que subia pelos sete tubos para fazer arder as lâmpadas continuamente. Tudo segundo o modelo que o Senhor mostrou à Moisés. E, isto era por lei perpétua em Israel.
A palavra “perpétua” não pode ser interpretada no sentido de “eterna” pois, se esta última significa “algo que não tem começo, nem fim”, a primeira pelo contrário significa “algo que permanece de geração em geração”, de todos os filhos de Israel.
No entanto, nós sabemos que este tabernáculo dado à Moisés era uma figura do tabernáculo celestial edificado por Jesus Cristo, o mediador de uma nova aliança, mais perfeita do que a primeira.
Temos pois aqui, na visão de Zacarias, e segundo os detalhes dados na lei de Moisés, uma perfeita ilustração da Igreja do Cristo que se edifica como um Corpo único bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte; e onde todos os membros aperfeiçoados na unidade da fé e no conhecimento perfeito do Filho de Deus pela Palavra da verdade, atingem a medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef.4:10-16). E tal e qual o castiçal de ouro puro e refinado no fogo diante do Senhor, todo o edifício ou corpo se levanta como uma casa espiritual para Deus.
A compreensão do resto nos é dada nos três primeiros capítulos do livro de Apocalipse: ao exemplo dos setenta anos que foram fixados para o cativeiro de Israel na Babilônia, sete gerações ou eras foram também fixadas na profecia para a edificação deste Corpo do Cristo (o presente tabernáculo). Sete gerações das nações, ilustradas por sete lâmpadas, em que a Palavra do Senhor (lâmpada e luz –Sal.119:105) é dirigida as sete igrejas proféticas de Apocalipse 2 e 3. E, de mesmo modo que o azeite puro do vaso subia pelos SETE tubos (ou canudos) e alimentavam as lâmpadas, a luz da verdade foi dada às igrejas das nações pelo “Espírito da revelação que fala às Igrejas” (Apoc.2:7a,11a,17a,etc.) por intermédio das SETE cartas ou mensagens da Palavra de Deus que testificaram na suas respectivas gerações ou eras, da luz que ilumina todos esses que Deus amou e predestinou a ser semelhante à imagem do Seu Filho; aqui identificados como “vencedores”. É isto o mistério do castiçal que foi representado no primeiro tabernáculo por: um corpo único de ouro puro tendo um vaso de azeite e sete tubos para sete lâmpadas.
Contudo, não podia concluir aqui sem chamar a atenção do eleito sobre um detalhe importante: todas as mensagens (ou cartas) da Palavra do Senhor foram dirigidas aos mensageiros (ou anjos) das sete gerações representadas proféticamente pelas sete igrejas da Ásia, por intermédio de uma revelação dada primeiramente à um apóstolo. Isto significa que o ministério de todos esses mensageiros é alienado ao ministério apostólico. Assim, numa dada geração, é reconhecido e saudado como mensageiro ou anjo de Deus, aquele cujo  testemunho da Palavra está em comunhão com a revelação da doutrina apóstolica nos seus ensinamentos.  Como o testifica a Escritura em 1Jn.1:1-6.
A mesma coisa justifica todos os servos que Deus pode vir à levantar numa dada geração. Tendo segundo a Verdade de Deus, UMA REVELAÇÃO ÚNICA para cada geração ou era, o testemunho de cada um deles deve estar em perfeita comunhão com a “mensagem” do Senhor dada ao seu tempo nesta geração. Tal como o “maná do dia”, esta mensagem única identificada como o “sustento em tempo oportuno” (Mat.24:45) constitue o alimento espiritual obrigatório para todos os crentes que andam com Deus debaixo da nuvem da Sua glória no exôdo da Igreja para a pátria celestial. Amem!
 É esta palavra da pregação que Deus envia pela revelação do Espírito aos que são Seus (os vencedores), que dá à todos quantos a recebem e crêem na revelação do Filho do homem, o poder de serem feitos filhos de Deus numa dada geração. Essa comunhão de Espírito característica dos mensageiros, servos ou profetas de Deus actuando na mesma geração nos é ilustrada pelo o que aconteceu com Moisés e os setenta anciãos de Israel (Nu.16:16-29). Pois, tal como Deus o disse aqui: um só homem não pode levar o cargo de todo o povo de Deus (v.17). Infelizmente, nem todos tem este conhecimento. Pois daí surge as seitas e divisões em torno da mensagem da Palavra de Deus. Tal como aconteceu com Lútero, Wesley, Branham... quando a grande obra consumada por Deus pelos seus ministérios viu-se dividida em várias facções ou grupos religiosos. Para a ruina dos que seguem esse caminho!
Ora bem, para todos os que andam fora dessa verdade revelada ao seu tempo e os que, seguindo o caminho de Coré, Datã e Abirão, se recomendam a si próprios nas igrejas. Andando segundo suas próprias “revelações”; crendo e ensinando suas próprias doutrinas; edificando seus próprios reinos; o Senhor reserva o mesmo fim que o dos sacerdotes Nabade e Abiú, os dois filhos de Arão que trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor. O que lhes não foi ordenado (Lev.10:1-11). Hoje, para nossa tristeza, muitos são esses sacerdotes que se embebedaram de bebida forte: o vinho de prostituição e das abominações da Grande Babilônia, e não conseguem fazer a diferença entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo. Pois, em verdade, tal como só o fogo de Deus podia santificar-Lhe naqueles que se aproximavam dEle e O glorificar aos olhos dos Seus; a luz que brilha para iluminar o Corpo do Cristo (o edifício de ouro – 1Cor.3:12a) é este evangelho único que é segundo a doutrina dos apóstolos revelada pelo próprio Senhor. (Jo.17:6,8,20; 1Cor.3:9-11; Gal.1:6-9,11,12). Amem!
A honra é para os que crêem nestas palavras da revelação da Sua vontade. Não julgai segundo a aparência, mas sim segundo a justiça!