O “FILHO DO HOMEM” DA PROFECIA DAS ESCRITURAS
           
A interpretação, pese embora CORRECTA, todavia limitativa do conceito “FILHO DO HOMEM” nos apresenta Este na condição do profeta de Deus ou “Deus-profeta” de Si mesmo; na compreensão de Jo.1:14.
Ora, como acabei de o salientar, esta interpretação pese embora CORRECTA é LIMITADA; tendo em conta Aquele que detém “corporeamente” a plenitude da divindade e que cumpra todas as coisas: Jesus Cristo. Esta concepção limitada levou muita gente (nas “igrejas dos profetas”, sobretudo) a confundir e comparar ou equiparar certos profetas e homens de Deus ao “Filho do homem”.
Se recuamos no Antigo Testamento, meditando atentamente a revelação do “Filho do homem”, iremos compreender que este “Filho do homem” das escrituras é muito mais de que um simples profeta. Vimo-Lo na fornalha ardente em companhia de Sadraque, Mesaque e Abednego. E, eis a descrição que o rei faz dele: “o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.” (Dan.3:24,25). Ele não aparece aqui na condição de “profeta”; mais sim de “Salvador”. Alguém no vosso meio conhece um profeta de Deus que salva? É um blasfemo!
Na visão de Daniel (Dan7:9-14), O Filho do homem que se dirigiu e se apresentou diante do “Ancião dos dias” e que Lhe deu domínio, e glória e reino para que todos os povos, nações e línguas O servissem. Um domínio eterno e um reino que jamais será destruído. Compreendemos pois que “O Filho do homem” da profecia é Rei, Senhor e Dominador para sempre. Alguém no vosso meio conhece um homem profeta que dominará para sempre sobre a terra? É também um blasfemo!
Sim, esses “super-profetas” podem impor-se hoje e fazer com que os homens os veneram e sirvam. Todavia, eles perecerão; e os que os adoraram ficarão confusos naquele dia. Quando vier O Verdadeiro “Filho do homem”.
Nas outras visões de Deus, “O Filho do homem” aparece como um anjo glorioso na companhia de outros. Contudo, é Ele que tem a chave do conhecimento. Foi Ele quem ordenou ao anjo de explicar a visão a Daniel. Foi ainda Ele e somente Ele que tinha todas as respostas aos mistérios que Daniel, o profeta (saliento aqui o ministério), ouviu mas não entendeu. Foi Ele quem prometeu a Daniel a recompensa no fim dos tempos.
Na visão do Apocalipse (Apoc.1:1), O Filho do homem aparece desta vez na descrição do apóstolo João, semelhante ao que Daniel descreveu também.
E, desta descrição, podemos reter entre outras coisas, o seguinte:

  1. O “Filho do homem” não é manifestado ou revelado somente numa era ou geração; mas sim nas sete. Quantos “Filhos de homem” se levantaram pois sobre a terra em toda dispensação da Igreja das nações?
  2. Ele é um Juiz.
  3. Ele se apresenta como o Alfa, mas também como o Ómega; Aquele que morreu e reviveu; O Cordeiro imolado, etc.

Todas essas descrições, da era de Éfeso até a de Laodicéia, correspondem a UM SÓ: O FILHO DO HOMEM QUE ESTÁ NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS DE OURO. Jesus Cristo, O mesmo ontem, hoje e eternamente.
Se alegarem alguma hipótese de um desses anjos da Igreja ser o Filho do homem revelado na carne; deveriam então o acreditar de cada um deles. Quantos teríamos então? Senão: Sete semelhantes ao Filho do homem. Se o apóstolo João que recebeu a visão afirmou: “vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros UM semelhante a filho de homem” (Apoc.1:12,13). Como quereis, vós que interpretais essas coisas, contradizer quem as viu? De que lado passou a Verdade? Ou quereis insinuar que João viu mal? Não. Na verdade, essas coisas foram mal interpretadas da vossa parte… muito mal interpretadas.
Comparar, confundir ou afirmar que um servo seria uma manifestação ou uma epifania do Filho do homem. Pior, afirmar que ele seria uma encarnação da divindade (ou teofania) é o mesmo que exaltar este homem à todos os outros atributos de Jesus Cristo: Aquele em que habita toda plenitude corporeamente (insisto sobre essa coisa); e fazer dele o Equivalente do Cristo. Dizendo, pensando ou crendo nisso, estariam a exaltar um simples homem na condição de Deus. Fazendo dele um “Deus”. Ora, ele é na verdade um “falso deus”. O « deus » da vossa igreja. Não procurem convencer os da Igreja do Cristo a engolir isso. Vejam onde o falso conceito do LOGOS levou esses fanáticos das “igrejas dos profetas”. Isto é um blasfemo, meus senhores! Isto é um culto ao bezerro de ouro. Se pretendem ou cuidam alcançar ter a vida (eterna), não façam isso !
Um servo é um discípulo do seu mestre. E « Não é o discípulo mais do que o seu mestre ». Se o fanatismo vos cegar ao ponto de não ver, compreender e aceitar essas verdades, então os vossos sentidos foram endurecidos.
Se alguém afirma que Deus teria enviado uma das criaturas celestes na carne de um homem para profetizar na terra; ou que teria revestido de carne um dos espíritos que estão diante do Seu trono para vir anunciar alguma coisa nesta terra… acreditando vós numa tal pregação, andareis em total desacordo com tudo o que está estipulado no Conselho de Deus.
Pois que? Aqui está a promessa:
“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos. Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma campina; e ele trará a pedra angular com aclamações: Graça, graça a ela.”(Zac.4:6,7)
É nessa hora que esta promessa se cumpra! Esta é a obra da restauração da Igreja-Esposa na fé primitiva. Ora, não se pode falar de uma Igreja restaurada sem que antes, a glória ÚNICA do Cristo seja restaurada no meio da “Sua” Igreja. Em outras palavras: é da glória do Esposo reposta junto da Sua Esposa que falamos. Aí onde: “todo o desejo dessa mulher (Igreja) é para o seu marido (Cristo) e este domina sobre ela”. Tal é a obra deste ministério do último tempo que caracteriza a nossa pregação. Para a alegria de todos os eleitos que, neste dia, se desviaram da falsa adoração, fruto de fábulas artificialmente inventadas pelos homens sem entendimento; e regressaram na adoração do Verdadeiro e Único Deus-vivo para O servir.
Mas quando o desejo desta “igreja” que se quer “esposa” vacila entre o esposo e os “amigos” ou “enviados” do seu esposo (esses profetas que são reverenciados no lugar do Cristo), e que estes dominam sobre ela; assistimos então a uma verdadeira prostituição espiritual. Este é o mistério da Grande Babilónia.
Bem-aventurados sois, vós que viveis nestes dias, ouvis as palavras do livro da profecia e entendeis as coisas que nele estão escritas. Não lhe acrescentam pois nada neste livro de profecia! E, dele não retirem também nada!
Vosso irmão na fé e perseverança de Jesus.

Dr. Tiago Moisés