JESUS COMIA E BEBIA COM PUBLICANOS E PESSOAS DE MÁ VIDA

É bem verdade que Jesus comia e bebia com publicanos e pessoas de má vida; mas não é verdade que de tirar à partir daí conclusões precipitadas e às vezes insensatas, como fez um outro ensinador que eu li na web, que, citando Mat.9: 10-17; 11: 19; Mc.2: 15-16; assevera:
"Este texto confirma que Cristo se sentou à mesa, e ele estava com os publicanos. Vemos que ele bebeu vinho com eles. Sugerir que Cristo bebeu suco de uva, enquanto os publicanos e pecadores bebiam vinho, no sentido normal, e que, apesar disso, ele foi condenado porque ele bebia com eles, é ridículo".
Não nos esquecemos que, quando questionado sobre a sua frequentação desses pecadores, O Senhor Jesus na Sua resposta, comparou o Seu relacionamento com eles como: de um médico com doentes. O que faria um bom médico no meio de doentes? Se deixar contaminar e contrair o vírus dos seus pacientes? Claro que não! A atitude certa seria aproximar-se deles e combater até a cura essas enfermidades, tendo cuidado em não se deixar infectar pelo surto que ele está à combater. Eis o que o Senhor Jesus fazia no meio dessas pessoas de má vida. Pelo que aprendei o que está escrito à respeito deste Sumo-sacerdote que: “… como nós, em tudo foi tentado, MAS SEM PECADO.” (Heb.4:15). Não erreis!
            Eu também li cuidadosamente esses textos em todas as versões e traduções que caíram em minhas mãos, não encontrei em nenhum lugar está escrito: "Jesus bebeu com eles o vinho alcoolizado." Em vez disso, está escrito: “Ele comeu e bebeu” com eles. São os fariseus que o apelidaram de “comilão e bebedor de vinho”. Mas, isto não passava de uma calúnia; tal como para João Baptista de quem afirmavam que tinha demónio. Ora, nós sabemos que quer seja no caso de Jesus ou de João Baptista, as coisas não eram assim.
“Beber” não significa necessariamente “consumir álcool”. E, ainda que aqueles pecadores que partilharam a mesma mesa com Ele tivessem bebido vinho alcoolizado, não é forçoso que Jesus tivesse consumido exactamente a mesma coisa: isto é uma sugestão. Ora, não podemos partir de um princípio filosófico baseado no silogismo para restaurar a verdade de Deus na Sua Igreja.
No que me diz respeito, fui várias vezes convidado em festas mundanas, entre os da minha família, amigos e conhecidos que não obedecem ao Evangelho. Não sendo eu mesmo um extremista religioso mas seguidor de Cristo, eu estava assentado na mesma mesa com eles, numa taberna ou restaurante, numa esplanada ou sala de festas tocando a música mundana, e eu comi e bebi com eles. No entanto, eu NUNCA consumi álcool como eles. Percebem? Eu mesmo já fui várias vezes criticado e caluniado por estes extremistas "fariseus do tempo moderno" que não compreendiam nem aceitavam que um "servo de Deus" severo na doutrina como eu, possa vir ter tais frequentações. Entretanto, sentados à mesma mesa comendo e bebendo com eles, limitei-me a consumir dentro da liberdade que me concede a Palavra de Deus. Não além! E eu sei que muitos outros filhos de Deus o fazem também.
O que é pois ridículo nisso tudo (acho eu), é que esses pregadores possam tirar conclusões com base no silogismo. Pelo que este silogismo que eles querem perfeito, do género: a) Os publicanos eram bebedores de vinhos alcoólicos, b) ora, Jesus bebeu com eles, c) então, Jesus era um bebedor de vinhos alcoólicos; é nada mais que um raciocínio filosófico e muito sugestivo. Infelizmente, todos esses discursos com base na sabedoria humana podem ser bonitos e muito convincentes; todavia incapazes de levar os homens ao conhecimento da Verdade da Palavra; que não pode ser ensinada, senão por aquele que tem “a mente de Cristo”; como está escrito em 1Cor.2: 13-16:
“13 as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais.14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido.16 Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.”
Jesus, o Homem espiritual por excelência, julga de tudo; no entanto, é-vos impossível julgar-Lhe, vós, falando como o fazem: à maneira dos homens. Afirmar que o Senhor Jesus consumia bebidas alcoólicas só porque a Bíblia diz que Ele comeu e bebeu com cobradores de impostos e as pessoas de má vida, é simplesmente comprometedor e ousado por parte de um pregador ou doutor que usa da sua liberdade de pregar o Evangelho para levar muitas almas numa heresia. Seria como que afirmar que Raabe de Jericó era uma prostituta; e como os dois homens que Josué enviara como espias entraram na casa dela e deitaram-se ali; então os dois espias de Josué se prostituíram com ela.
            Isso prova que os discursos filosóficos, teológicos e outras abordagens de raciocínio intelectual humano não podem traduzir a Verdade de Deus, que em si só, não está enquadrada na lógica destes raciocínios; mas é sim, percebida pela que Deus dá àqueles que Ele quer trazer a salvação. E duvidar que Ele poderia estar sentado na mesma mesa e beber o "Tirosh"; isto é, o "suco de uva" não fermentado; enquanto os outros poderiam estar a consumir a mesma bebida de uva, mas fermentada ou alcoolizada, é uma clara demonstração da falta de honestidade; de carácter sugestivo e desprezível com relação à doutrina da Igreja de Cristo, que é "segundo a piedade". Porém, eis o que a Bíblia diz à respeito em 1Tim.6: 3,4:
“3 Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, 4 é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas”
Pelo que, repito: Quantas vezes eu mesmo não entrei numa cafetaria; ou durante uma das minhas numerosas viagens pela estrada, numa desta loja de conveniência das bombas de gasolina frequentada ao mesmo tempo por alcoólatras e fumadores, para tomar um café e repartir. Pois quê? Eu bebi com eles, mas não bebi o mesmo que eles. Quantas vezes nós não frequentamos restaurantes, supermercados ou mercados, etc., juntamente com pessoas de má vida? Fizemos nossas compras junto com eles; todavia nós não compramos a mesma coisa que eles. Esta é a diferença! Clara, plausível.
Agora... quando um pregador afirma e defende que: “Cristo bebeu bebidas alcoólicas com os publicanos e eles foram salvos e faziam parte da igreja primitiva”, isto é errado e muito sugestivo; porque as pessoas que ouvem tais sermões podem ter a percepção errónea, de que: o simples facto de "frequentar" Jesus (ou algum outro servo de Deus, hoje) pode produzir a salvação. Se estas pessoas foram salvas, não foi pelo facto de ter comido e bebido com Jesus, na mesma mesa; mas sim porque eles receberam a Palavra que Ele lhes trouxe e acreditaram na salvação que Deus preparou em Jesus Cristo. Lembrem-se de que estes mesmos publicanos e pecadores já tinham acreditado na pregação de João Baptista (Lc.7:29), que, contudo, não comeu nem bebeu com eles. Agora, não me diga que eram pecadores antes, e o permaneceram depois da conversão. Porque, a vida de Cristo nas pessoas de má vida que éramos (todos) anteriormente, produziu uma nova vida em nós. Levando-nos assim à prática das obras que Deus de antemão preparou para que as possamos fazer e servir para o louvor da Sua glória, como está escrito: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.”(Ef.2.10)
            Lembrai-vos também e sobretudo da pregação de Pedro no dia de Pentecostes, e entendem que cada pecador deve passar pelo ARREPENDIMENTO e, em seguida, experimentar a CONVERSÃO que opera um novo nascimento... uma nova vida, onde as coisas velhas saem para deixar lugar às coisas novas (2 Cor. 5:17). Isso nunca vos ocorreu de pensar que este mau hábito de vos embebedar fizesse também parte das coisas antigas de que tem que ser libertados pelo conhecimento da verdade? E que o arrependimento não sugere, mas sim implica O ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS? Pois todo aquele que crê no evangelho de Cristo, tendo sido destinado a se tornar Seu "discípulo" deve ser ensinado (Mat.18: 20): “ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado”; e levado à perfeição (Ef.4: 11,12): “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos…”. Não ensinado de acordo com a sabedoria e inteligência dos homens, porque a carne para nada aproveita; mas pelo Espírito de revelação que vivifica a Escritura.
Lembrai-vos que está escrito: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”(1Cor.10:23). Pelo que nós não nos deixamos dominar por nada... nem mesmo o vinho. E nós não fazemos da nossa liberdade a oportunidade de viver em pecado. Pois, de acordo com Ef. 5:18; há devassidão no vinho que embriaga (isto é: o alcoolizado). Eis o que diz a verdadeira Palavra de Deus.
Não orou Jesus ao Pai dizendo: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (ou “os preserva do mal”)? (João 17: 15) E acredite em mim vós todos os que são chamados a ser santos: o consumo de bebidas alcoólicas e inebriante é um mal. Que Deus preserva todos os que O amam deste mal. Não está escrito: “Abstende-vos de toda espécie de mal.”? (1Thes.5: 22). Quem pode ter o Espírito Santo e, ao mesmo tempo, negar que as bebidas alcoólicas (isto é, embriagante) produzem o mal? Ora, é pelos seus frutos que se reconhece uma árvore. E, como o Mestre bem nos ensinou: ou a árvore é boa e seus frutos são bons; ou ela é ruim e os seus frutos também. Isto é aplicável também, acreditem em mim, no vinho e outras bebidas fortes e embriagantes. Mas, se a religião do teu coração (tua consciência, pois) não te proíbe de consumir essas bebidas alcoólicas, então bebe, bebe, bebe... mas isso não significa que Deus te aprova.
            Não confundem a "permissão" da "perfeita vontade" de Deus. Leiam antes e entendem Ecl.11: 9: “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo.”Em Apoc.22:11, está escrito: “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda…”. Que diremos pois em relação a isso? Que Deus aprova todos os caminhos do homem que dá o seu coração ao prazer; e anda segundo os caminhos do seu coração e a concupiscência dos seus olhos? Afirmaremos que Deus tolera injustiça e imundícia? De jeito nenhum! Assim, entendemos que há permissão divina; cada um faz as escolhas que lhe agrada na vida, no entanto, ele irá responder disso tudo diante de Deus. Não cabe pois à nós julgar aqueles que fazem essas coisas. Porque, o julgamento já foi pronunciado! Isto, é que muitos dos que fazem coisas que desagradam Deus tentam ignorar.
            No entanto, isso não significa que se nós não julgamos essas pessoas, logo, toleramos as coisas que eles fazem. Não! Nós condenamos sim, de acordo com o que está escrito, AS OBRAS INFRUTUOSAS DAS TREVAS. O consumo destas bebidas inebriantes faz parte dessas obras. Lançaremos de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas? Não! Porque, depois de ter sido ensinados desde o começo sobre esses rudimentos dos oráculos de Deus, pelo Espírito de Cristo em nós, temos a experiência da palavra da justiça; e somos daqueles cujo julgamento é exercitado pelo uso, em discernir o bem do mal. Nós não somos daqueles que ainda estão se alimentando de leite; mas sim do mantimento sólido; prosseguindo agora para o que é perfeito (Heb.5: 12-14; 6: 1,2). E, as bebidas alcoólicas, fermentadas e que embriagam categoricamente não fazem parte da perfeição.

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