JOSÉ DE ARIMATÉIA: A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL

 

Lc.23:50-53: “Havia um homem chamado José, membro do Conselho, homem bom e justo, que não tinha consentido na decisão e no procedimento dos outros. Ele era da cidade de Arimatéia, na Judeia, e esperava o Reino de Deus. Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. Então, desceu-o, envolveu-o num lençol de linho e o colocou num sepulcro cavado na rocha, no qual ninguém ainda fora colocado”.


           
Act.10: 34,35: “Então Pedro começou a falar: “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo”.

           


Quem foi José de Arimatéia? Com certeza que não virei até vós para vos contar histórias bíblicas ou dar testemunho de homem algum, pois julgo ser apenas testemunha do Senhor Jesus Cristo: Único Autor e Consumidor da nossa fé para a salvação. Mas, a Bíblia nos ensina que devemos ser imitadores daqueles que pela fé e perseverança alcançaram as promessas. E, José de Arimatéia, foi um destes que receberam bom testemunho por meio da fé.
Trata-se de um homem nobre. Não daqueles que “tomam de assalto” as igrejas à procura de algum conforto, ganho ou proveito material. Este era um homem abastecido… rico. Mas que, apesar de tudo, estava a procura do único tesouro que faltava no seu património. Aquele glorioso tesouro que muitos dos adeptos, fiéis, membros ou frequentadores das igrejas; príncipes (políticos ou religiosos) e poderosos deste mundo não conseguem avaliar por não ter olhos para o ver: um lugar no Reino de Deus. E, a Bíblia disse que José de Arimatéia era um homem bom e justo que também esperava o Reino de Deus.
Ele era um judeu… vivendo numa das cidades de Judeia. Aí mesmo onde o Messias foi rejeitado. Sim, ele fazia parte daquele povo que tinha preterido o Conselho de Deus por causa das suas tradições (Mat.15:6-9). Ele fazia parte daquele povo que Deus amou, mas que preferiu se agarrar aos mandamentos de homens do que a Palavra de Deus. Daquele povo fiel à sua religião e que não aceitava que a luz da Verdade de Deus interferisse com suas crenças. Ora, pese embora os judeus terem rejeitado o Messias no dia da visitação, assim como as coisas que diziam respeito à sua paz (Lc.19:42-44); isso não influenciou de modo nenhum a fé de José de Arimatéia em Deus e no Seu inabalável Reino vindouro.
Naquele tempo que caracterizava as últimas horas de Jesus (como Homem sobre a terra), a Verdade de Deus tornara-se numa verdadeira rocha de escândalo e pedra de tropeça em Jerusalém e não só. E os judeus tropeçaram e caíram. Mas, este José de Arimatéia não caiu com eles.
Reparem que ela não era um religioso comum, ele fazia parte do Sinédrio: o Conselho eclesiástico (ecuménico) ou a alta hierarquia religiosa de Israel. E, foi este Conselho que decretou a morte de Jesus.
No duro combate entre a luz e as trevas; entre a Verdade de Deus e a mentira dos religiosos, foi este Sinédrio ou Conselho eclesiástico que Satanás utilizou de maneira determinante para apagar a Luz verdadeira e livrar em espectáculo e na ignomínia, a Verdade de Deus, incarnada e personificada em Jesus
Foi a mando deste Conselho que Jesus (a Verdade de Deus) foi levado preso na casa do sumo-sacerdote. Foi ali onde a Verdade de Deus foi maltratada, humilhada, confrontada com as falsas testemunhas dos mentirosos religiosos, massacrada e rejeitada pelos homens.
Foi este Conselho eclesiástico e ecuménico que juntava os sacerdotes e principais chefes religiosos do judaísmo, que livrou Jesus nas mãos de Pilatos e pressionou as autoridades políticas daquela época para crucificar Jesus, na sua tentativa de aniquilar a Verdade de Deus; motivado pelo ódio contra Aquele que é verdadeiramente ungido e enviado de Deus.
Foi ainda este Conselho que manipulou e incitou a multidão para fazer pressão sobre os chefes políticos e conseguir a rejeição pública da Verdade de Deus e a escolha do mal personificada em Barrabás
Sim, foi o Sinédrio ou Conselho eclesiástico dos judeus que, para salvaguardar os seus interesses e ganhos junto do povo e das autoridades, decidiu por INVEJA de matar Jesus. Esses chefes religiosos se opunham assim a Verdade de Deus que punha em causa o fundamento das suas próprias doutrinas que eram entretanto, contrárias a Palavra de Deus. O que foi é o que é!
Contudo, José de Arimatéia, embora sendo membro deste Conselho, não tinha consentido na decisão do Conselho e nos actos ou procedimento dos outros. Porque, a salvação é individual!
Pois que? Embora aquela geração cegado pelo diabo, não se importara de conhecer Deus e de receber a Sua luz no dia da visitação, José de Arimatéia era um dos raros judeus, e (o agravante) pertencendo a alta hierarquia religiosa da sua geração que contudo, acreditava no Conselho divino revelado em Jesus e esperava o Reino de Deus. Confirmando assim o que Pedro disse no Act.10: 34,35: “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo”.
Pois que? Naquele dia, do meio dos pagãos romanos, um chefe militar acabava de reconhecer o caminho da Verdade, e alcançar a salvação que está em Cristo; independentemente das crenças religiosas da sua própria nação e do que sua gente pensava do culto judeu. Pois, a salvação é individual!
O que podia este José fazer, sozinho, no meio daquela geração religiosa má, adultera e corrupta? Podia ele evitar a morte de Jesus? Não! O Filho de homem devia ser entregue à morte de acordo com o que estava escrito. Sim! Cristo devia padecer muito e depois ser rejeitado pelos homens da sua geração de acordo com a profecia. Todavia, José de Arimatéia podia se considerar bem-aventurado por não ter consentido na decisão do Conselho e nos actos ou procedimento dos outros. Porque está escrito: “O Filho do homem vai, como está escrito, mas aí daquele homem por quem o Filho do homem é traído. Bom seria para esse homem não ter nascido” (Mat.26:24).
José de Arimatéia, tomou o corpo d’Aquele que foi rejeitado (ou melhor daquilo que sobrava da Verdade de Deus – para os que conseguem discernir a Verdade escondido aos olhos de muitos) e O sepultou. Justamente, aí onde a escritura dizia que o Messias havia de ser posto: “…e com os ricos na Sua morte” (Is.53:9b; Lc.2353). Testemunhando desta maneira que ele (José de Arimatéia) era também o filho da promessa, cuja fé alcançou o testemunho das escrituras.
Do que aconteceu com este José de Arimatéia, podemos tirar as seguintes lições nos nossos dias:
Primeira lição: A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL! Sim, irmão meu! A fé para a salvação não é o problema da igreja que frequenta ou da religião que confessa. Sai dessa falsa concepção. A salvação é assunto individual… é teu problema. E, só você pode resolver isso, SOZINHO, diante de Deus e da Sua Palavra. Já que, naquele dia, cada um dará conta por si mesmo.
 Existem na verdade, muitos maus entre nós … nas nossas igrejas, templos ou religiões. E, de acordo com o que está escrito: os maus nunca irão entender as coisas de Deus (Dan.12:10); mas sim, arrastaram muitos nas suas dissoluções pelos quais será blasfemado o caminho da Verdade (2Pe.2:1,2). Você não pode realmente mudar o fundamento da tua religião; nem as crenças e dogmas, os ritos e credos da tua igreja. Mas, podes sim, escolher de temer à Deus e fazer a Sua vontade para a tua própria salvação; testemunhando deste modo que és também um filho da promessa. Como José de Arimatéia, podes alcançar este Reino que Deus disponibilizou sem parcialidade para os que O amam; independentemente das suas origens.
 Segunda lição: SOBRE O PAPEL NEGATIVO DE CONSELHOS ECUMÉNICOS DAS IGREJAS, hoje! O que foi é o que é! Os Hipócritas chefes religiosos das igrejas hoje, não só ofuscam a Verdade aos olhos dos seus seguidores, como lhes impedem de prestar ouvido à voz dos verdadeiros ungidos de Deus. Porque? Para que não se descubra a vergonha da sua “nudez” espiritual. Pior, motivado pelo lucro e outros ganhos material, eles “namoram” o poder político “em nome de Deus”; e a fim de salvaguardar essa alta posição na sociedade, esses Conselhos pressionam os chefes políticos contra os verdadeiros adoradores que por INVEJA são apresentados aos olhos do poder temporal como “seitas perniciosas”. Na verdade, ELES TEMEM QUE A VERDADE QUE OS DISCÍPULOS DE JESUS ENSINAM HOJE PONHA TAMBÉM EM CAUSA E DESVENDA O FALSO FUNDAMENTO SOBRE O QUAL ESTÁ EDIFICADA ESSAS RELIGIÕES.
O meu apelo é para ti, o eleito que está perdido nestes agrupamentos. De mesmo modo que José de Arimatéia não se esforçou em levar os seus comparsas do Sinédrio à crer em Jesus; mas sim, conservou a fé no meio dos zombadores do seu século; também sei que não conseguirás fazer isso, hoje. Todavia, podes não ser cúmplice daqueles que se zombam e destroem a Verdade, e que se escondem nos nossos meios (como pregadores do Evangelho), mas que na realidade, servem o seu ventre. Se hoje ouvir essa voz, não endureces o teu coração. Pois, A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL. E, quer dizer-te que: “Deus não faz distinção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo”. Não se esquece disso! Faz pois como José de Arimatéia e… SALVA-TE DESSA GERAÇÃO perversa!
Bem-aventurado aquele que não se escandalizar em nós!
Que Deus o abençoe!

Dr. TIAGO MOISÉS
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