A LUTA DOS POVOS PELA AUTODETERMINAÇÃO

Um pouco por toda parte no mundo, as vozes se levantam e os povos da terra estão pedindo cada vez mais liberdade, melhores condições de vida, etc. Esta legítima aspiração de bem-estar que caracteriza todo ser humano é todavia mal interpretada pelos governantes da terra. Os chefes das Nações com medo de ver os seus próprios poderes abalados pela onda de protestos e manifestações que, às vezes, geram movimentos de rebelião, usam a força para reprimir os que reivindicam; sem prestar atenção às reivindicações. Um verdadeiro diálogo de surdos!
No entanto, tudo isso confirma a profecia do senhor em Mateus 24; e espelha a natureza injusta do homem.
Será possível alcançar essa verdadeira paz à qual toda gente aspira, neste mundo conturbado?
Limitando-nos apenas à esfera física, à natureza e ao material ou palpável, não conseguiremos interpretar o que realmente está acontecendo na terra. A Bíblia nos ensina pela palavra de Deus que o mundo inteiro está no domínio do maligno. À isto se acrescenta o facto de que o coração do homem é mau e inclinado ao mal. Como nos dias que antecederam o dilúvio. Portanto, compreendemos que é uma ilusão que de tentar encontrar nesses reinos e glórias dos homens, valores tais como: amor, bondade, paz, equidade, justiça, harmonia, etc. que são todos eles de natureza divina.
Pouco depois da minha chamada para a obra do Ministério, compreendi logo o que o Senhor queria ensinar-me, quando me foi dito isso: "A luta dos povos pela sua autodeterminação é um anseio íntimo e mal traduzido, por uma vida regida pelo próprio Deus." Porque Ele é o Único que pode garantir o bem-estar ao homem. Ele, que verdadeiramente tem um projecto de paz e não de mal para o Seu povo. Naquela altura, sonhava ser um distinto cientista político ou um jurista, para lutar contra as injustiças sociais que afligem nossas sociedades. Sonhava em mediar conflitos internacionais; tornar-me num provedor ou ministro da justiça.
É mais do que evidente de que eu ainda não fazia ainda parte deste mundo, quando a opressão foi gerada. Mas todas essas pessoas oprimidas, em minha volta, que pranteavam sem alívio, tão cedo me fizeram tomar consciência da dimensão deste mal. Neste mundo onde tudo era injustiça. Todas estas guerras, a ameaça nuclear, os sistemas políticos tais: a ditadura e a tirania; a escravatura, o colonialismo, o racismo, o apartheid... tudo isto é uma exploração e degradação da raça humana pelo próprio homem. Cheguei, num momento da minha vida, em pensar: se para gerir esta terra outrora um paraíso, O Eterno-Deus não poderia ter feito uma escolha melhor... talvez um anjo; mas por que o homem?
         Ouvi dizer que o mundo estava cansado de guerras e conflitos. Mas quando olhei de perto na indústria de armamento e suas novas invenções, tornei-me céptico. Eu ouvi dizer que o mundo queria paz, justiça e equidade; mas a dúvida me apertou o coração, só de pensar na ganância e na ambição desmedida do homem. Como poderíamos pôr fim às guerras se os mediadores de conflitos são os mesmos que fabricam e vendem armas? Como é possível restaurar com sucesso a moralidade nas nossas sociedades doentes, se os barões das drogas, a indústria de prostituição, ou do álcool, etc., dominam e controlam os escalões superiores das decisões? Como? Como?
Quando me foi dito o seguinte: "Dou-te hoje um ministério de justiça para a humanidade”. Eu quase me enganava no julgamento e discernimento, quando Ele me admoestou categoricamente, e me ensinou que tratava-se da justiça divina; porque não existe justiça nos reinos terrestres. Por conseguinte, desviei-me de qualquer ambição do poder temporal e pretensão política deste mundo, para me tornar discípulo do Cristo. Um verdadeiro seguidor que acredita em tudo que é revelado na presciência de Deus. E que confirma que: EM SEU PRÓPRIO TEMPO, O PRÓPRIO DEUS VIRÁ PARA ESTABELECER SEU REINO NA TERRA, por intermeio d’Aquele que Ele tem escolhido e estabelecido sobre todas as coisas: Jesus Cristo, Homem. O Rei dos reis e Senhor dos senhores! Este, sim, é O Rei Glorioso que reinará pela PAZ e JUSTIÇA; com Seus eleitos.
         Sendo assim, não pouseis a carroça a frente do boi; querendo vos appossar, pouco importa como: por subtileza ou astúcia, bajulação, recurso à violência, etc., de um poder que não nos pertence. Na clara intenção de reinar neste mundo que não é nosso.
         Disse Jesus: "Meu reino não é deste mundo... Meu reino não é daqui”. O diabo confirmou que os reinos actuais e suas glórias são pertenças dele.
Ou, cremos verdadeiramente nessas coisas e nos tornamos discípulos do Cristo, co-herdeiros com Ele deste glorioso Reino vindouro; ou então não acreditamos nessas promessas e mentimos quando usamos a veste sacerdotal como cobertor ou pretexto, para cobiçar o poder e a glória deste mundo; neste mundo.
         Estão à se perder nos caminhos de Barrabás que, apesar de ter sido libertado naquele dia (e estou a tentar repetir o que já disse) NUNCA chegou à salvar os judeus do jugo dos romanos. Sabem porque? Porque O Verdadeiro Rei dos judeus, é Jesus, o Cristo; não Barrabás. É só uma questão de tempo! Pouco importa se alguns acham que essas coisas tardam em se cumprir.
“Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e se apressa para o fim. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará. Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.” (Hab.2:3,4)
Voltem pois no que está escrito, amados pastores e líderes das igrejas cristãs; e Deus, vos dará o entendimento sobre tudo que acabamos de dizer aqui. Salvem-se desta geração perversa!
E eu sei que ainda há uma pergunta que pode subir-lhe na mente: o que fazer então? Devemos nós permanecer passivos e indiferentes ao que está acontecendo ao nosso redor? Não! Eu nunca disse isso! O que vos digo, isto é o que está escrito:
“E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” (Jer.29.7)
Isto é o que devemos fazer: orar! Oramos, portanto, por nossas cidades e nossos países. Oramos para as nações em que Deus colocou-nos durante a nossa estadia na terra. Oramos para os reis da terra e aqueles que nos governam. Mesmo, quando não participamos dos cultos ecuménicos pomposos que tem como objectivo principal: atrair para si o olhar e os favores desses reis.
Deus não atenta a estes tipos de orações. Ele atende a oração do justo que tem uma grande eficiência e pode muito nos seus efeitos. Oramos para a humanidade. Oramos sem cessar. Oramos e aguardamos. Mas, não vos deixeis enganar por estes profetas que estão no vosso meio e pelos seus sonhos de livramento que antecipam o que está previsto no Conselho de Deus.
Que Deus vos abençoe e vos guarde de todo o mal!

Dr. Tiago Moisés