A LUZ DA TARDE

Nessa parábola, Jesus disse o seguinte: "Então o reino dos céus será semelhante à dez virgens…". Se considerarmos o verbo que o Senhor utiliza aqui (será), podemos notar que trata-se aqui de um tempo futuro. Ora bem, se meditamos a maioria das parábolas de Jesus acerca do Reino dos céus, notamos por exemplo que Ele utiliza muito o tempo presente: "O reino dos céus é semelhante a um homem que descobriu um tesouro escondido num campo… é semelhante à um homem que atira sua rede ao mar…", etc. Mas, nessa verdade que estudamos hoje, Jesus disse: O reino dos céus será semelhante… Referindo-se assim à um tempo que ainda estava para vir. Esse tempo que se cumpriu hoje, como nos revela o Seu Espírito que fala em nós nesse dia do fim, em que uma Esposa está sendo preparada para o dia do Esposo.
"O reino dos céus será semelhante à dez virgens que tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do Esposo".
 O que significa pois a lâmpada? Senão a Palavra de Deus! Pois a escritura disse: "A tua Palavra é lâmpada aos meus pés e luz no meu caminho". (Sal. 119: 105). Ora bem, esse caminho não é o caminho do ímpio, mas sim o caminho do justo, o caminho santo que conduz à Deus (Is. 35: 8). Não sei se todos nós podemos ver essa coisa… Quem está à clamar aqui é um justo, e o caminho do justo lhe conduz na rectidão até na presença do Senhor, e para que o justo possa andar na rectidão, ele precisa da Palavra de Deus que é a luz que ilumina o seu caminho. Amem!
A chama dessa lâmpada é vivificada pelo azeite que está por dentro, pois não? Ora, isso é uma figura. Jesus disse: '' A carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida" (Jo.6:63). Isto quer dizer que, cada vez que escutamos a Palavra de Deus, devemos também ter os olhos do entendimento abertos para discernir o espírito em obra por detrás desta Palavra. É só assim que vamos saber se esta palavra é de Deus ou não. Quando o espírito que se esconde por detrás duma mensagem e anima o pregador é do homem, então aquela pregação não é uma mensagem da Palavra de Deus. Trata-se de um "assim diz fulano de tal". Portanto, o Espírito que se esconde por detrás da Palavra de Deus, é o Espírito do próprio Deus; o Espírito de Cristo. Amem! É essa coisa que nos é representada aqui por uma lâmpada cuja chama é avivada pela presença invisível do azeite contido no seu vaso. Aleluia! Aqui está a unção do verdadeiro que fala nos seus enviados! O homem carnal vê a luz brilhar e se contenta com aquilo, mas o inteligente (segundo Deus) sabe que a presença do azeite é indispensável para que essa luz venha à brilhar. É a mesma coisa com a Palavra de Deus, o Seu Espírito é que dá luz e entendimento aos que anda na Sua revelação. Foi por isso que Jesus disse: '' Não vou vos deixar órfão, vou vos enviar um outro CONSOLADOR…''; um Consolador que não é à semelhança de um homem, mas sim o próprio Espírito santo que conduz a Igreja em toda a Verdade. É, esse Espíritofalará por meio dos homens inspirados – e não intelectualmente formados ou instruídos –. É isso que caracteriza a unção verdadeira.
E quando Jesus disse que o Reino dos céus será semelhante à dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo, nós percebemos essa lâmpada como sendo uma luz acesa; uma luz acesa num tempo determinado. Ora bem, essa luz só pode ser a luz da revelação… aqui está!
Agora, vejamos uma coisa: qual o tempo determinado e apropriado para se acender uma lâmpada? A própria natureza nos ensina que é ao pôr-do-sol; quando chega o tempo da tarde. Eis o momento apropriado para se acender a luz numa casa. Amem! E, vimos também nessa profecia das escrituras contida nessa parábola que, foi exactamente nesse tempo – o tempo da tarde – que as virgens se levantaram e tomaram as suas lâmpadas. Para ir aonde? Ao encontro do Esposo e Senhor! O Senhor Jesus faz aqui referência na REVELAÇÃO DO ESPOSO QUE É DADA NAS IGREJAS NO TEMPO DA TARDE. Amem!
Notamos aqui uma coisa que nos é claramente apresentada aqui: essas virgens ao sair (o que significa se separar de…), não foram dar um passeio ou deambular ao acaso. Não! Jesus disse: saíram ao encontro do esposo. Ora bem, o esposo não estava na terra. Ele se tinha separado com a Sua igreja por um tempo, e depois havia de vir outra vez. Mas, antes da Sua vinda e tendo em conta que Deus não faz nada sem previamente revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas; a revelação da Sua vinda veio ao mundo no tempo da tarde. Aleluia! E, elas (as virgens) se levantaram com as suas lâmpadas acesa e andaram ao encontro do Esposo.
É essa revelação do tempo da tarde que nos é dada na profecia de Zacarias: "E acontecerá naquele dia, que não haverá preciosa luz nem espessa escuridão; Mas será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será; e acontecerá que NO TEMPO DA TARDE haverá luz" (Zac.14: 6,7).
"Não haverá nem preciosa luz, nem espessa escuridão". Olha… a preciosa luz que brilha por cima das nossas cabeças, brilha senão ao meio-dia, pois não? Porque, A PRECIOSA LUZ NÃO PROJECTA SOMBRA. É o que a natureza nos ensina também: nesta hora (meio-dia), a terra não delineia sombra nenhuma. Porque a preciosa luz do sol atinge a terra na vertical. Ao ponto que, mesmo as nossas próprias sombras estão debaixo de nossos pés, e não se perfilam nunca. Preciosa luz! Espiritualmente, isso significa a mesma coisa: a preciosa luz representa o momento em que todo mundo anda com discernimento; momento em que não há dúvida sobre nada.
É como no caso do Velho Testamento: está cheio de sombras, à tal ponto que, a meditação dessas coisas e as sombras assim projectadas complicam o discernimento da vontade de Deus e cria sempre duvidas no entendimento de muitos. Por falta de uma preciosa luz! Mas o caso deste dia, de que se trata aqui é um facto único: trata-se de um tempo em que não haverá nem essa preciosa luz, muito menos uma espessa escuridão. Amem! A escuridão não será tão grande porque não será ainda noite. Convenhamos pois que, se a preciosa luz se faz presente ao meio-dia, a espessa escuridão por seu lado não cai sobre a terra, senão no meio da noite.
Agora, quando a Bíblia afirma que não haverá preciosa luz, nem espessa escuridão compreendemos logo que se trata daquele momento em que o Sol começa à declinar no horizonte, e que neste preciso momento, a noite não é vinda ainda. Se consideramos essa verdade na natureza, esse momento é característico do tempo da tarde. E, a profecia diz que será um dia conhecido do Senhor, nem dia nem noite será (o dia representa a luz preciosa, a noite a espessa escuridão), mas, nesse tempo da tarde haverá luz!
Para melhor entender essa coisa, observamos um pouco o casamento de Isaac: Eliezer chegou naquele poço no tempo da tarde, e nesse mesmo tempo da tarde, as moças saíam da cidade para vir cartar a água. Foi nesse mesmo tempo da tarde que Rebeca saiu também da cidade e fez encontro com Eliezer sentado no poço. E, Eliezer chegou lá naquele poço, trazendo consigo a revelação do Esposo (Isaac à procura de uma esposa entre as virgens da cidade), e Rebeca recebe essa revelação no tempo da tarde. Aleluia! Espero que estamos à compreender a verdade da Parábola das virgens que nos é representada aqui em figura! A Rebeca no tempo da tarde recebe a visita de Eliezer e toma conhecimento do Esposo e do convite para as bodas pela revelação Trata-se duma revelação porque ela não viu Isaque, não é verdade? Ela creu e o amou sem o ter visto… "Bem-aventurado aquele que creu sem ver", disse o Senhor. Amem! Ela não o viu, mas creu na revelação de Isaac na boca de Eliezer: aqui está o Esposo que está à procura de uma esposa, e ela era a eleita. Aleluia! Contudo, o encontro do Esposo com a Esposa não teve lugar neste mesmo tempo. De jeito nenhum! À partir do momento em que a revelação do Esposo foi dada a Rebeca e o momento em que ela se encontrou precisamente com o seu esposo, passou-se um tempo. Quanto precisamente? Ninguém sabe! Tempo em que Eliezer foi conduzindo, em toda a verdade, a esposa eleita até quando o encontro se realizou.
Por isso, eu sempre ensinei que o plano de Deus neste último tempo não foi consumado no tempo da tarde. Considero isso como uma ignorância doentia, a tendência de crer, defender, se convencer ou encarar o tempo da tarde como sendo o momento da consumação do Plano de Deus para a salvação. De jeito nenhum! É um momento importante, sim, da profecia da Igreja, eleita esposa do Senhor que há de vir. Porque é neste momento característico que a revelação do Esposo é dada PELA PRIMEIRA VEZ na terra. Contudo, entre o momento em que a revelação é dada pela primeira vez, até o encontro se realizar, passou-se um tempo não definido na palavra de Deus. Jesus nos ensina na parábola de hoje o seguinte: quando elas saíram (temos aqui a imagem de Rebeca saindo para ir se encontrar com Isaac), as virgens prudentes levaram consigo as lâmpadas e o azeite em reserva nos vasos, enquanto as loucas não o fizeram, até que chegou uma altura em que o Esposo tardava em vir. O que foi pois que aconteceu então? Veio a NOITE! E foram todas tomadas de sono e adormeceram. Aqui está o estado actual em que se encontra os que receberam a revelação do Esposo no tempo da tarde.
Consideramos um momento Apoc.2:26-28. Disse o Senhor:"Ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações…" e agora no v.28, Ele disse: "dar-lhe-ei ainda a Estrela da manhã". Amem! Alguém entende isso? A Esposa vencedora recebe o Esposo em recompensa! Aqui está o melhor galardão para uma esposa: Um Esposo! Assim diz o Senhor nesta escritura que acabamos de ler: "Ao que vencer… dar-lhe-ei a Estrela da manhã".  E, no Apoc.22:16, Jesus se apresenta como sendo Ele mesmo esse Esposo; o nosso galardão:"Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às Igrejas. Eu sou a Raiz e a gerada de David, a brilhante (resplandecente) Estrela da manhã".
Entendemos então, que a lâmpada é uma forma de luz que servia para iluminar a marcha das virgens, até que o dia clareia na vinda do Esposo (não para o mundo, mas sim para a Igreja eleita Esposa do Senhor), e apareça a verdadeira luz. E, a Esposa já não precisará de lâmpadas, para ser iluminada. Pois, Jesus o Seu Esposo, é a Luz verdadeira. Tal como nós vimos a Rebeca andando com Eliezer. Este era o seu guia, condutor e consolador durante a caminhada, até que apareceu Isaque no horizonte, e Rebeca não precisou mais do seu guia. Ela vi de longe, reconheceu o seu esposo e foi se juntar à ele.
Hoje, há igreja que ensinam que "o nosso Eliezer é um fulano". Todavia, sabemos que a Bíblia afirma que: nenhuma profecia das escrituras é produzida pela vontade do homem, pelo que não pode ser objecto de interpretação particular. Isto é, examinada fora do contexto das Escrituras. Agora, todos esses homens que buscam justificação nas pessoas dos servos de Deus (como se de Eliezer se tratasse) e fazem-se discípulos e fanáticos de homens e não do Senhor ignoram que esses escravos do Senhor não falaram pela sua própria força, poder ou vontade, mas sim falaram, TODOS eles, INSPIRADOS pelo Espírito Santo (UM só para todos os servos de Deus) que estava neles, lhes ensinavam o que eles deviam dizer e lhes conduziam nos caminhos do Senhor. Neste caso, não é o homem, mas sim o Espírito Santo que é o verdadeiro guia ou condutor: o verdadeiro Eliezer para a verdadeira Esposa do Cristo, como na figura de Rebeca. Não sei se conseguem ver isso…
Consideramos agora o tabernáculo: da tarde até ao amanhecer o tabernáculo era iluminado com as lâmpadas. De dia não era preciso, porque a estrela da manhã (o sol) se levantava, então havia uma verdadeira luz, que não era acesa pelo homem. É como no caso da igreja, as lâmpadas são pregações (mensagens) da Palavra de Deus para conduzir os crentes em toda verdade. Mas virá um tempo em que não precisaremos mais de um pregador, ou mensageiro, um sermão, etc. Ele estará lá. E poderemos contemplar Aquele que amemos sem O ter visto. O Sol verdadeiro se levantará para nós. Aleluia!
Olhamos pelas essas lâmpadas do tabernáculo: Moisés pela Palavra de Deus, ordenou aos filhos de Israel de trazer o azeite puro de oliveira (Ex.27:20,21). Amem! Este azeite era posto nas lâmpadas para que essas não se apagassem durante todo o tempo em que durar a escuridão. Se abrirmos agora as escrituras de Jo.15:1-6 e Rom.11:15-17, encontraremos essa verdade. Jesus nos ensina na primeira escritura que Ele é a videira (ou tronco da árvore), e nós somos as varas. Nenhuma vara pode dar frutos se não permanecer ligado ao tronco. O que dá vida é justamente a seiva que se encontra no tronco e alimenta os ramos. Ora, nós, as nações (isto é o que nos revela a segunda escritura), somos as varas cortados de um zambujeiro (a árvore selvagem de onde crescemos) e fomos enxertados na OLIVEIRA PURA. Esta Oliveira pura é Jesus. Aleluia! Não sei se estamos à entender isso? JESUS CRISTO É A OLIVEIRA PURA onde as nações e Israel formam o Corpo único no plano de Deus para a salvação da humanidade.
Podemos assim entender, na leitura do Antigo Testamento, o seguinte: no tabernáculo antigo, esse azeite puro de oliveira que alimentavam as lâmpadas ilustra-nos apenas, o Espírito de Cristo que, no novo e perfeito tabernáculo alimenta os pregadores, fala e ilumina pela Palavra da revelação a marcha da Igreja. Amem! De mesmo modo que não há luz para as lâmpadas sem azeite puro, tirado da oliveira pura; assim também não pode haver luz para a igreja, sem a INSPIRAÇÃO do Espírito de Cristo (1Cor.2:16). Ora, INSPIRAÇÃO significa REVELAÇÃO, não formação teológica, leitura ou meditação das escrituras. Você pode meditar com um coração sincero as escrituras, ler ou escutar uma boa mensagem escrita ou pregada por um verdadeiro homem de Deus… mas se não tiver em ti o Espírito Santo, não poderá compreender esse discurso. Pois, é o discurso do Espírito e não de um homem. A Palavra da revelação é pois a luz, representada pelas lâmpadas. Mas, para que essas lâmpadas ficam acesas, é necessário que haja azeite nelas. Por isso, dirigindo-se profeticamente às sete eras das igrejas, o Senhor Jesus repete constantemente o seguinte: "Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas". Trata-se de Um Só Espírito: o de Cristo e não o de um homem. Aqui está a representação do azeite puro de oliveira! O Espírito de Cristo presente dentro da Igreja, e reconhecido no meio do Seu povo pela unção que caracteriza a pregação da verdade, até quando o Esposo vir. Bem-aventurado aquele que entende essas coisas!
Há aqui uma coisa que nós devemos ter em conta: ali no tabernáculo, as lâmpadas eram postas fora do véu e diante do testemunho. Essas lâmpadas não iluminavam o lugar chamado Santo dos santos; na santíssima presença do Senhor. Não! As lâmpadas brilhavam no santuário, e iluminava o caminho que conduzia no lugar santíssimo. Mas, para chegar até lá, era necessário que o véu seja tirado! Alguém pode entender isso? Nós sabemos que entre os dois lugares, o castiçal era colocado assim à frente, e por detrás do candeeiro havia um véu, e o véu escondia o lugar santíssimo onde se encontrava o propiciatório de onde Deus falava directamente à Moisés, Seu homem. É ali onde estava escondido o MANÁ. Essa comida que o Senhor Jesus dá somente aos vencedores. Os que se libertam da corrupção das suas respectivas gerações, e tendo abandonado os acampamentos (o estado estacionário) onde os sistemas de adoração organizados por homens lhes tinham congelado, vão marchando ao som de trombetas, ao encontro do Senhor e Deus.
O apóstolo Paulo pela Palavra de Deus nos ensina que este véu é uma figura... Considerai Moisés, cada vez que ele ia na presença do Senhor, ele ia com o rosto descoberto. Mas, depois de receber a revelação do Senhor, antes de se dirigir ao povo, ele encobria o seu rosto com um véu. Agora, o que Moisés fazia, Jesus também o fez. Quando o Senhor se achegava às multidões, pegava um véu e colocava diante do Seu Evangelho: é o que chamamos parábola. Os que saíam da Sua presença regressavam e tentavam interpretar de si mesmo o que significa por exemplo semente, semeador, joio, trigo, etc… Aí está… a origem de interpretações particulares! Mas, quando se achegavam os seus discípulos, aqueles que o próprio Deus tinha escolhidos para que se aproximem dEle e de Seu reino (Sal.65:4); aqueles que andam a luz da face do Senhor, por conhecer o verdadeiro som da trombeta de Deus (a voz do Bom Pastor) … Então, Jesus não necessitava, nem tinha de usar o véu, ELE LHES FALAVA ABERTAMENTE. Aleluia! Então, os discípulos perguntaram-lhes: "Porque que à nós (discípulos) falas abertamente e à eles (a multidão de religiosos) não". Pelo que Jesus respondeu: "Porque à vós foi concedido de conhecer o mistérios do reino dos céus e à eles não". Digo-vos na verdade, até no dia de hoje, as coisas permaneceram como tal. Por isso, alegrai-vos, vós à quem Deus concedeu à luz para discernir a sua vontade no meio da escuridão que cobre os povos, nesta hora da grande apostasia.
Vamos ler agora outra coisa em 2 Cor.3:13-17 que a Bíblia afirma à nosso respeito: "E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos. Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual por Cristo foi abolido… Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. Ora o Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade". Sabe que? Hoje, os homens estão diante de um servo de Deus; eles escutam a verdadeira Palavra de Deus, mas os sentidos são endurecidos pelos dogmas, ritos e credos das suas organização religiosas ou igrejas. Jesus disse: "Eles tem os olhos para ver mas não vêem; ouvidos para ouvir mas não ouvem".
Agora, irmãos, vou vos dizer uma coisa muito seria, e gostaria que isso seja visto de uma maneira muito clara, e que isso jamais deixasse dúvida em todos esses que Deus concedeu o amor da Verdade para se salvarem: no começo da parábola Jesus nos revela que todas essas virgens tinham lâmpadas acesas. Mas, porque que as virgens loucas se contentaram apenas das lâmpadas sem prestar atenção ao azeite? Esta atitude encontra justificação na lição do velho testamento, pois, como dizia aqui, as lâmpadas eram postas diante de um véu, que ocultava a presença de Deus no lugar santíssimo e, quando alguém se encontra de pé deste lado, olhando em direcção ao propiciatório, essa pessoa só tem uma representação das coisas de Deus, mas não a sua perfeita interpretação, nem o devido conhecimento. Estão entender agora? Essa pessoa apesar de adorar no santuário, não pode contudo se aproximar da presença de Deus, nem apalpar o conhecimento perfeito, por causa do véu que, não só lhe esconde o caminho, como também oculta aos seus olhos, a presença de Aquele que, na verdade, se serve do homem como instrumento para falar ao Seu povo. Este instrumento é um profeta que se achega do propiciatório, como Moisés na época, escuta a voz de Deus, e por fim, transmite a revelação dessas coisas ao povo do Senhor. Aqui está! Não sei se conseguem ver isso agora! Disse Jesus: "A carne não serve para nada, as palavras que eu vos disse são Espírito e vida". Você não pode estudar o evangelho, memorizar alguns versículos, passagens ou citações dos profetas, para depois se pôr à ensinar essas coisas. Deus tem que te abrir os olhos para ver essas coisas, antes de falar disso. E… vimos Moisés se aproximando de Israel para falar-lhe as palavras de Deus, mas entre ele e o povo havia um véu que separava o povo da glória do Senhor, contudo presente… lá, bem no meio deles. Ele era O que na verdade falava por Moisés. Por isso, uma vez numa das minhas pregações, fiz essa declaração: Deus é Profeta de Si mesmo! Se não receber essa verdade, vai acabar para se maravilhar diante do discurso de um homem e no fim, adorar-lhe. É o que aconteceu em todas as gerações na história da Igreja: os homens pararam diante de servos de Deus, mas não deram-se conta da presença de Deus que falava neles todos, pelo que se fizeram discípulos e fanáticos destes homens. Moisés não era responsável desta forma de ignorância do povo (causada pelo endurecimento dos sentidos) pois, ao se aproximar de Israel pela primeira vez, lhes falou abertamente. Mas, eles não podendo fitar os olhos na glória sobre o rosto de Moisés, ao invés de depositar sua fé no Senhor, negaram à Deus e se contentaram da pessoa de Moisés. E essa coisa (a fé depositada no homem de Deus e não no próprio Senhor) permaneceu até quando Jesus veio. Eles diziam: "Nós somos discípulos de Moisés… nós sabemos que Deus falou à Moisés, mas este homem aqui não sabemos de onde veio".
Mas, vejais uma coisa, essa geração não viu Moisés na carne, eles herdaram o falso testemunho dos seus pais sobre Moisés. Pois, na verdade este testemunho ao longo dos séculos se misturou com interpretações particulares e exageros que acabaram por tornar Moisés numa figura central para a salvação de Israel. No princípio não era assim. No princípio ele era apenas um profeta, mas os homens acabaram de fazer dele o que na verdade não era. E, Jesus repreendeu essa má atitude, dizendo: "Estão assentados na cadeira de Moisés…". Aí está!Hoje também, as interpretações particulares e exageros que se acrescentam na obra que Deus num tempo determinado realiza por intermédio de determinados servos, são à base do surgimento das organizações que fazem repousar a obra de Deus na pessoa de determinados servos de Deus, num sistema de adoração totalmente anticristo.
"Nós sabemos que Deus falou à Moisés, mas este homem aqui não sabemos de onde veio". Sim, até hoje os homens gostam fazer esse tipo de comparação entre os servos de Deus levantados em ocasiões diferentes. É bem verdade que uma comparação carnal entre Moisés e Jesus de Nazaré só podia levar à esse tipo de conclusões baratas: a sarça ardente, os sinais no Egipto, a separação das águas do mar e todos esses milagres que Deus realizou pela mão de Moisés, ao ponto que não se levantou mais ninguém em Israel que Deus confirmou com os mesmos sinais (Deut.34:10-13) … Tudo isso falava à favor de Moisés contra Jesus e o restante de profetas. Para os que só entendem e aceitam a linguagem dos sinais. Mas, para os verdadeiros eleitos, o Verbo de Deus fala mais alto que a linguagem dos sinais. Esses reconhecem o enviado de Deus pelo testemunho da Palavra de Deus. Pois para eles, foi dito: "Bem-aventurado aquele que crê sem ter visto".
Eis a razão pela qual Israel não podia receber a mensagem do Cristo pois, eles só acreditavam na mensagem de Moisés. Muitos profetas se levantaram depois dele, mas eles só viram Moisés que se tornou num espécie de véu que lhes vedou o caminho que leva a salvação perfeita. Estamos a ver essa coisa… um véu diante do povo, e isso foi suficiente para endurecer os seus sentidos na compreensão do que Deus revelava ao Seu povo. Esse povo que andou diante de Moisés não compreendeu o sentido da mensagem de Moisés; o povo que andou diante de João Baptista não percebeu a finalidade da sua mensagem, fizeram-se discípulos de João, assim por diante…
Ora, a Bíblia nos ensina que o Senhor é Espírito, a Sua Palavra também. O Senhor não é homem, e por isso não pode ser comparável à Lutero, Wesley, Menon, Branham, Kimbangu, Toco, um Papa, Apóstolo-maior, Bispo, etc. O Senhor é Espírito! Lembrai-vos sempre disso e salvai-vos da idolatria que age nesses cultos de personalidades estabelecidas nas igrejas.   O Senhor é Espírito. E, onde há Espírito, há liberdade. Liberdade de caminhar sem ser travado por nada. No meio da contestação, apesar das tribulações e perseguições; mesmo quando somos olhados como enganadores, sendo contudo verdadeiros… no meio de muitos inimigos da verdade, contraditores e inquiridores deste século, continuamos à caminhar rumo à liberdade! Tais essas águias que depois de se alimentar vão voando para as alturas, buscando a sua morada nas rochas altas, tais somos nós depois de receber a revelação de Deus no nosso dia. Não ficamos estático, nem iludidos pelas histórias da salvação mal contadas, as quais se acrescentam fábulas e lendas para nos atrair após os homens e nos afastar do verdadeiro Esposo. Não ficamos parados à contemplar o lugar onde nos alimentamos, nem nos deixamos domesticar ou domar. Mas sim, alimentando-nos do maná do dia, renovamos nossas forças e continuamos a nossa peregrinação ao encontro do Esposo… lá nos ares. Suportai um pouco de loucura da minha parte!
Aqui está a insensatez das virgens loucas: desprezando o azeite, desprezaram também a liberdade

 

O CLAMOR (LUZ) NO MEIO DA NOITE

A atitude dessas virgens interpreta o comportamento dessa última geração em que vivemos: ela viveu tempos de refrigério da presença de Deus; ela recebeu a revelação do Esposo em cumprimento da palavra profética. Mas, não conseguiu interpretar, nem discernir a obra de Deus. E, os sentidos foram endurecidos. Porque, elas se contentaram das lâmpadas, mas desprezaram o azeite. Não sabiam que o azeite era a liberdade para se achegar na presença do Esposo. E, quando a noite veio, adormeceram todas. A noite representa a grande escuridão espiritual que cobre o entendimento do povo; as trevas que cobre a terra (Is.60:2a). Isso é uma figura (ilustração) da grande corrupção pela Apostasia que se instalou, e que vai apagando a luz no nosso meio. Mas, no momento em que a luz vai desaparecendo completamente… no momento em que as trevas espirituais invadem a terra, e a escuridão vai de homem em homem… abalando o discernimento exacto das coisas de Deus… é neste preciso momento que vem a luz da Verdadeira Esposa, e que a glória de Deus começa à se levantar sobre o Seu povo verdadeiro. Amem! E, o fundamento de Deus permanece firme pois, Deus conhece os que são Seus, segundo o que está escrito.
Para os que são Seus, Deus enviou de novo a Palavra da revelação! Para os que são Seus, o Espírito Santo fala de novo: "Vem aí o Esposo, ide ao Seu encontro"! Aqui está a SEGUNDA REVELAÇÃO DO ESPOSO, dada desta vez nesta hora da noite; NO MEIO DA NOITE. Aqui está, não se trata desta vez da LUZ DA TARDE, mas sim da LUZ NO MEIO DA NOITE, segundo Is.60:1,2. Quem pode nos convencer do erro?
Elas (as virgens) estavam todas adormecidas! O sono profundo que caiu sobre as virgens ilustra a grande escuridão espiritual que apagou o discernimento do Conselho de Deus pela Sua Palavra. Uma espécie de ECLIPSE TOTAL DO SOL que ocultou a luz da verdade. Aqui está! Elas tinham as lâmpadas, mas diante das lâmpadas havia um véu. Alguém consegue compreender isso? Pelo que, a incompreensão da palavra profética, ora revelada no tempo da tarde levou a incompreensão da Palavra e do Conselho de Deus que se apoderou de toda essa geração. Mas, será que Deus vai desamparar o Seu povo, deixando-lhe na ignorância? Não! Olha… observei atentamente o último eclipse total do sol que aconteceu aqui no país, e aprendi uma coisa sobre o Conselho de Deus: pouco depois do eclipse total do Sol… quando esse vai afastando-se, aparece um grande fenómeno muito cobiçado pelos observadores desses fenómenos naturais e astrólogos: o chamado anel de diamante que antecede o aparecimento da luz do sol. Quando a rádio e a televisão estava comentado sobre esse anel, Deus me abriu o entendimento e me lembrei da ALIANÇA de Deus com o Seu povo depois da escuridão (Is.59:21). Um anel representa uma aliança. A aliança de Deus com o Seu povo que traz de volta a luz verdadeira no nosso meio depois das trevas que caíram sobre a terra aquando do eclipse total do sol: pelo Espírito de novo derramado sobre os verdadeiros ungidos e a Palavra de Verdade que está de novo nas suas bocas, segundo o que está escrito. E, de mesmo que depois do aparecimento do anel de diamante, a escuridão vai cedendo passo à luz do sol; de mesmo que no plano espiritual a mesma escuridão vai cedendo passo à luz da verdade que permite discernir o Conselho de Deus, das interpretações particulares da Palavra Profética. Amem!
Sim há coisas que só um homem espiritual pode ver. O homem espiritual discerne toda coisa, pois não? O Evangelho da Verdade que anunciamos está escrito nos sinais do tempo. Assim Deus confirmou o que anunciou no vosso meio pela lição do eclipse total do sol. Não se esquecem disso: a escuridão em que vivemos agora não é devido a falta de luz; não! A luz existe, e foi dado no tempo da tarde, representada pelas lâmpadas. Mas, essa luz foi eclipsada pelo véu que foi posto diante dos olhos, tal como a lua se coloca entre a terra e o sol. Ora bem, a lua não é em si uma fonte de luz, ela reflicta ou reenvia apenas a luz do sol enquanto permanecer na sua devida posição. Mas, QUANDO ELA SAI DA SUA POSIÇÃO HABITUAL PARA SE POR ENTRE O SOL E A TERRA, ENTÃO ELA SE TRANSFORMA NUM VÉU QUE ESCONDE DA TERRA A LUZ DO SOL. Faço dessa coisa uma aplicação entre o Senhor Jesus (o Sol de justiça) e um servo seu (seja quem for) que, na igreja, espelha ou reflecte à pena a luz que dEle recebeu. Mas quantos desses servos foram postos entre Deus e o Seu povo, deixando a sua posição de servo para tomar o lugar do Cristo nas igrejas, ao ponto de eclipsar totalmente o Sol da justiça aos olhos e entendimento dos seguidores? Aqui está o eclipse total do Sol! Entenda quem puder e liberte-se dos laços da idolatria.