O MINISTÉRIO DO FILHO DO HOMEM

“... Vi sete castiçais de ouro e, no meio dos castiçais, UM semelhante a FILHO DO HOMEM (Apoc.1:12b,13a)

         Deus revelado no “Filho”, NA CONDIÇÃO DO SEU PRÓPRIO PROFETA. Amem! Aqui está o ministério do Filho do homem: DEUS É PROFETA DE SI MESMO EM TODAS AS ERAS! Esse é o mistério da piedade revelado: a Palavra que se fez CARNE e habitou no nosso meio, cheio de graça e de verdade. Aqui está o resplendor da glória divina e a expressão exacta do Seu Ser (Heb.1:3). A imagem do Deus Invisível reflectida e manifesta na Palavra da pregação do Seu ungido. “Quem me vê a mim, vê o Pai”.
Isso quer dizer que? Deus, num tempo determinado, torna-se semelhante aos homens, NUM DOS DIAS DO FILHO DO HOMEM (Lc.17:22), para que esses possam suportar a Sua presença e ouvir as Suas Palavras, sem correr o risco de morrer (Ex.33:20; Deut.18:16-19). Aqui está o Senhor revelado e reconhecido em figura humana, para MATERIALIZAR o Seu Conselho sobre a terra e conduzir muitos filhos dos homens à glória e à perfeição. Visto que esses participam na carne e no sangue, Ele se faz também um deles, e igualmente participa na natureza humana para cumprir a salvação; livrando da destruição e do poder do diabo a descendência de Abraão: os filhos da promessa pela fé: os que são nascidos, não segundo a vontade da carne e do sangue, mas sim pela vontade de Deus, revelada na Palavra da promessa que se cumpra no tempo determinado, à través do instrumento que Ele levanta no dia de cumprimento. Afim de chamar os Seus, fora da perversão generalizada. Tendo, esses, sido predestinados à ser conformes a IMAGEM do Unigénito Filho de Deus que, para eles se fez homem, afim que por Ele, esses filhos de homens sejam feitos filhos de Deus e participante na natureza divina (Rom.8:28-30). É GRANDE DE FACTO, O MISTÉRIO DA NOSSA FÉ! Mas, nem todos recebemos poder de entender essas coisas.
O “Filho do homem” é essa Palavra viva e revelada de Deus, que veio em carne no mundo, na condição de “Profeta”; e que é a luz que ilumina à todo homem. Essa Palavra que o homem carnal rejeita por não a perceber é sem dúvida: a REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO que Deus dá ao Seu povo, pelo Espírito Santo, numa determinada geração. Essa Palavra da pregação é a Rocha de escândalo para o religioso, que a troca pelas suas crenças, dogmas, credos, ritos ou outras liturgias. Portanto, é sobre esta Revelação (a Rocha ou “Petra”) que se edifica a Igreja do Cristo, chamada ao som das trombetas, à sair do formalismo e do legalismo do tradicionalismo religioso decadente. Esta é a “pedra de esquina” que os edificadores de todas as eras rejeitaram, mas que concede à todos quantos são edificados sobre Ela, o penhor (selo) da Salvação.
Essa Palavra da revelação é o Verbo de Deus na boca do Seu profeta, que dá à todos quantos crêem, o poder de serem feitos “filhos de Deus” nas suas respectivas gerações. Esses são os vencedores da corrupção: por causa da Palavra de Deus que permanece neles. Porque, eles têm ouvidos para ouvir “o que o Espírito diz às igrejas”. O Espírito que fala no Homem (Profeta) feito boca de Deus, segundo a palavra da promessa feita por Moisés (Deut.18:18,19). Disso também testificou a outra escritura que afirma que, Deus depois de ter falado aos homens pelos profetas, nos falou nestes últimos dias pelo Filho, constituído Herdeiro de todas as coisas (Heb.1:1).
O “Filho do homem” refere-se inegavelmente ao ministério terrestre do Cristo (O Ungido). O Filho de Deus revelado em Jesus de Nazaré, ungindo debaixo dos céus com Espirito Santo e com poder; andando por toda parte, fazendo a obra de Deus e pregando a Sua doutrina. Dando também Deus testemunho com Ele (At.4:26; 10:38). E, quando Ele subiu nas alturas, fez dons aos “filhos dos homens” segundo Ef.4:10-13, para garantir a continuidade da mesma obra do ministério; para o desempenho do mesmo serviço no meio dos Seus santos em todas as épocas.
Foi assim que João o viu na visão: o “Filho do homem” no meio dos sete castiçais. Muito depois dEle ter acabado Seu ministério na terra e ter sido recebido no céu. Aqui está a manifestação do Deus vivo neste ministério ÚNICO da Palavra revelada e viva; Palavra que confirma a promessa do dia. A REVELAÇÃO DE DEUS EM TODAS AS (SETE) ERAS, nós é dada pelo ministério de um enviado de Cristo. UM SERVO FIEL estabelecido sobre os seus co-servos, para os dar o sustento no tempo oportuno. Cada um desses instrumentos, portador de uma revelação autêntica de Deus, cumpra na sua geração, o ministério do Filho do homem. Foi o que João viu: UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM: o ungido do dia determinado. Esse ungindo no tempo e para uma determinada circunstancia, na semelhança do Filho do homem é um dos Seus profetas – pregador - que Deus levanta no meio dos seus irmãos e em cuja boca Deus põe as Suas palavras, para que esse fala, não segundo a sua própria experiência ou sabedoria, nem por imitação, pesquisas, meditações, estudos ou leituras, mas sim, segundo o que Deus lhe ordenar no tempo marcado, afim de executar o que foi determinado (Is.46:9-11). Esse é o “homem do Seu Conselho”!
A revelação de Jesus Cristo feita as igrejas em todas as eras num dos dias do Filho do homem, é a confirmação da promessa que Jesus fez de “estar connosco todos os dias até na consumação dos séculos”; e de se manifestar à todo aquele que crer e guardar a Sua Palavra (Mat.28:20; Jo.14:21-23, etc.).
O “ministério do Filho do homem” é claramente manifestado à través desses “filhos de homens”, chamados por Deus e tendo recebido dEle a unção verdadeira que faz deles, as “bocas autorizadas” para falar da Sua parte na Igreja (“Quem vos recebe à mim me recebe e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou – Mat.10:41). Aqui está confirmada a aliança de Deus para com o seu povo (Es.59:21)! Por meio deles, Jesus Cristo está presente na Sua igreja. Escondido por um véu: o corpo do Seu servo. Para que se cumpra numa dada geração ou era, esta promessa: “Tu és (fulano), sobre esta pedra – a revelação que lhe é dado na sua geração – edificarei a minha igreja e as portas de inferno não prevalecerão contra ela”. É, por meio desta palavra da revelação que caracteriza a unção sobre os Seus instrumentos, que Deus cumpra, em todos os tempos, a chamada dos eleitos fora dos acampamentos das religiões organizadas em sistema humano e anti-cristo. Segundo o que está escrito: “Sai do meio deles povo meu...!”
Ao contrário desta “unção singular” que caracteriza nesta última hora, a raça de falsos profetas; “unção” que desvia a igreja da sua verdadeira vocação; unção puramente materialista e que suscita todo espécie de paixões impuras e cobiças das coisas terrenas (dinheiro, casamento, etc.) e outra abundância da mesma ordem, visando a garantir o bem-estar que caracteriza o cuidado do século presente. Para a ruína dos que tomam prazer nestas coisas. Pois, a promessa das escrituras relativa à vinda no tempo determinado de um profeta de Deus tirado no meio dos seus irmãos, e que se cumpra, primeiramente em Cristo e depois, nos Seus ungidos tornados semelhantes à Ele, pela mesma unção, contém também a seguinte advertência à intenção de todos esses que se recomendam eles mesmo nas igrejas – por imitação e presunção – para falar em nome de Deus: “Porém o profeta que presumir falar alguma palavra em Meu nome, que Eu não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá (Deut.18:20). Considerai isso, ô homens sem consciência! Quando pela nossa pregação, vos exortamos à abandonar o púlpito ou o altar, nós o fizemos, animado pela compaixão das vossas almas e não por arrogância. Pois, o salário desta loucura é a morte. Lembrai-vos do que aconteceu com Coré, seus companheiros e seguidores; com os reis Saül, Jeroboam e todos esses que tomaram para si mesmo a liberdade de oferecer holocausto sobre o altar, sem contudo serem investidos desta autoridade! Nisso também opera o mistério da iniquidade para a corrupção de toda carne.
 Bem-aventurado portanto, o homem que aceita a correcção!

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