A MULHER CAVALGANDO A BESTA ESCARLATE


" Então ele me levou em espírito a um deserto;
e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata"


Na meditação do livro de Daniel 7, entendemos de antemão o seguinte: uma besta nas escrituras é uma figura de um império, reino ou poder dum Estado político. Assim, a mulher do Apocalipse 17 montando a besta não pode sofrer qualquer interpretação particular, porque ela ilustra: o poder eclesiástico (a mulher – figura da igreja) subjugando ou avassalando o poder político de um governo de Estado (a besta).
Vejamos uma coisa: quando falamos de civilização ocidental, a coisa remonta à dominação greco-romana do mundo que lançou os fundamentos das modernas sociedades ocidentais. Mas é inegável que, desde o século 4 após J.C., a civilização romana predominante foi ela mesma domada e sujeitada pela Igreja do império. E de que maneira?
Em 313, após a dura "tribulação de dez dias", o Imperador Constantino proclamou o triunfo do cristianismo sobre o império que antes o oprimia. Em 380, no reinado de Teodósio, ela foi consagrada como única religião do império. Permitindo deste modo à Igreja de Roma de se apoderar do trono do mundo (que pertencia anteriormente ao império romano político); e posteriormente, influenciar fortemente a civilização humana pelos seus ensinamentos, doutrinas ou filosofias religiosas. Isto é o que nos mostra o livro do Apocalipse na figura de uma mulher montando ou cavalgando a besta. Para os entendidos!
A história confirma que a Roma política, em fase decadente enfrentou vários conflitos internos, devido: à vastidão do seu império; os imperadores corruptos à semelhança de: Calígula, Nero e Claudius e os constantes ataque dos vizinhos bárbaros.
Enquanto o império político enfraquecia, a igreja universal de Roma aproveitou a oportunidade para crescer em poder e influência; e consolidou o poder do papado, FAZENDO DE ROMA A CAPITAL MUNDIAL DO CRISTIANISMO. E se, no início, foi o Imperador (líder político) que exaltou o bispo de Roma à dignidade de "Papa" ou "Sumo Pontífice"; mais tarde, os papéis foram invertidos. Assim chegou a vez, dos imperadores serem investidos por Papas. O caso mais notório foi o do Papa Leão III, que no século IX, coroou Carlos Magno como Imperador do Santo Império Romano. Seguiu-se longas batalhas de investiduras, entre a Igreja e a nobreza feudal; entre a igreja (a mulher) e o império (a besta). Batalha obviamente vencida pela mulher que tomou o poder e a influência do Império Romano. "E vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata".
Conquistado e domesticado pela mulher (igreja), o Império político romano histórico (a besta da profecia de Daniel), enfraqueceu e desapareceu da cena mundial. Deixando o seu trono, sua autoridade e influência à um império religioso: a Igreja Católica Romana ou o "Santo Império Romano", apregoado pelos primeiros papas, inclusive Leão III que já citamos.
E como as pessoas cuidavam tratar-se da Igreja de Cristo, a civilização ocidental foi então apelidado de "civilização cristã". Aquela mesmo que estendeu seu domínio sobre muitos povos, línguas, nações...
Aqui está: "a grande prostituta que está assentada sobre muitas águas." E ele me disse: "As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas" (v.15).

 

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A MULHER VESTIDA DE PÚRPURA E DE ESCARLATE

" A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata..."

Então, percebemos que a mulher da profecia do Apocalipse 17 é a Igreja Católica Romana: o único poder eclesiástico no mundo que possui e exerce o poder político de um Estado. Quantos hoje sabem que Roma é a capital de um Estado político: a Itália, que, como qualquer outro país tem um governo e um presidente? No entanto, hoje em dia, a Roma política foi claramente ofuscado pela Roma religiosa. Esta é a revelação da "mulher montado a besta."
De modo que, quando se fala de Roma, o primeiro pensamento vai directamente para a Santa Sé, que se refere ao governo da Igreja Católica assumida pelo Papa e a Cúria Romana. Ora, a Cúria Romana é realmente um governo estadual, liderado por um secretário de Estado com poderes equivalentes às de um primeiro-ministro. Enquanto a gestão de outros cargos político-administrativos são executadas por outros órgãos da Cúria. Portanto, não se trata de uma coincidência!
Não é também coincidência que esta igreja escolheu como cores de referência a púrpura e o escarlate. Ao contrário, por exemplo, dos prelados luteranos que usam o manto clerical preto, o Papa e os principais cardeais, aparecem muitas vezes vestidos nas cerimónias oficiais e festas religiosas vestidos de escarlate (vermelho), enquanto os arcebispos e bispos usam vários tons de roxo; violeta - roxo ou vermelho-púrpura: as duas cores da profecia. Volto à repetir que isto não é uma coincidência! Não, senhores! A profecia bíblica NUNCA mente.

"... E adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas"

              Ouro, pedras preciosas e pérolas, ilustram a riqueza... a opulência. Serviram e continua até hoje à servir como importantes unidades de medida na escala de valores dos mercados e nas transacções comerciais em todo o mundo. Ora bem, não se pode falar de uma potência dominante na terra, sem que ela seja economicamente forte.
O que é isso? Os reis da terra, influenciado pela grande meretriz entregaram-se ao amor do dinheiro num verdadeiro culto do materialismo. Agora, quem diz materialismo, diz riquezas (do grego Mamom). Este é o verdadeiro adversário de Deus na adoração (Mat.6: 24)! O verdadeiro senhor do mundo é o dinheiro. E seu culto tem um nome: o capitalismo. Esta é a verdadeira religião do homem que rejeita a Deus: o dinheiro. Hoje todos rendem-lhe um culto assíduo; cada ao seu nível; cada um como pode.
E no topo da pirâmide? A mulher do Apocalipse 17!
Não diga que tenho uma imaginação fértil! Não, senhores! Eu não! Leiam antes a descrição que a Escritura faz dela em Apocalipse17: 4: "A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas.”
Já o disse uma vez e vou repetir: de acordo com o testemunho das escrituras, as santas mulheres que fazem profissão de servir à Deus; estando submissas a seus maridos, adornam-se com boas obras e seu revestimento exterior revela modéstia, decência e humildade (1Tim.2:9-11; 1Pe.3:3-5). Ora, esta mulher não está sujeito à autoridade do marido. Então, em sedutora, ela se enfeita para a ocasião e vai à caça de vidas preciosas (Prov.7: 10-23). Os reis são incapazes de resistir ao seu encanto... os habitantes da terra são também enfeitiçados pelo seu charme sedutor. Todos são arrastados na morte pelas suas palavras (doutrinas) enganadoras.
Falamos de um império religioso adornada com ouro e pedras preciosas... reconhecida pela sua particularidade de ser uma igreja organizada como um Estado: a Igreja Católica Romana, sob a liderança do Vaticano. Com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 333 milhões de dólares; para uma população estimada em menos de mil pessoas espalhados por uma área de 0,44 km2. Enquanto o rendimento “per capita” (por pessoa ou por cabeça) é estimado em cerca de 416 milhões de dólares. Economia reforçada por muitos donativos vindo de fora.

“A economia do Vaticano é baseada na captação de donativos das comunidades eclesiais (igrejas) pertencentes à Igreja Católica, Apostólica e Romana no mundo inteiro (...) O país mantém um canal de donativos conhecido como "Óbolo de São Pedro", no qual o doador remete os fundos directamente ao Vaticano (…)  Através de um acordo com a Itália, representando a União Europeia(o último império político romano que há-de dominar sobre toda a terra), a unidade monetária do Vaticano é o Euro. O Estado tem a sua própria concepção de moedas e notas de euros (…).” (Fonte: Wilkipédia, a enciclopédia livre)

Aqui quem traduz sou eu!

"Por trás dos altos muros que envolvem o Vaticano está escondido uma potência mundial financeira e política. Discreto. Cortado do mundo exterior. Conhecido por um punhado de pessoas apenas. Às vezes, uma informação filtra, geralmente quando algo está errado: um escândalo, como o do Banco Ambrosiano, os investimentos "imprudente" do Cardeal Marcinkus…
As finanças oficiais e declaradas da Santa Sé, que representa apenas uma pequena parte do negócio arquitectado por ele, são da responsabilidade da Administração do Património da Sé Apostólica da Sé Apostólica (APSA), que foi fundada em 1878.
Pode-se dizer que a Santa Sé, através dos séculos e por um trabalho lento e silencioso de tesaurização tem acumulado riquezas cuja existência exige uma gestão adequada. Mas as práticas económicas, muitas vezes não são morais, e, em seguida, a fim de salvaguardar a sua reputação, a Santa Sé se vê forçado a revelar apenas uma parte das operações que ele lançou e remover os outros no que é convencional chamar de "finanças secretas".
O método de gestão de recursos, no Vaticano e em outros lugares, é claro se encaixa as estruturas económicas da época e lugar. Actualmente a Santa Sé tem focado no mercado de acções, fluidos, anónimos e dissimuláveis a vontade e que vão sendo manipulados no mercado por intermediários confiáveis.
A tendência é a eliminação de determinados títulos (produtos farmacêuticos, armamentos, cinema) considerado "indecente", a participação em empresas imobiliárias, e concentração sobre as "utilidades" (produtos químicos, seguros, bancos, etc) ( ...) Estas operações são, como veremos, em grande parte realizado pelo Instituto das Obras da Religião (IOR), em estreita relação com os paraísos fiscais, nas Bahamas, Lichtenstein e Luxemburgo, e da indústria e finanças Católica no mundo inteiro (...)
A política económica do Vaticano tem suas raízes nas mudanças sociopolíticas no início deste século (...)
 O Vaticano, a fim de melhor monopolizar a expansão urbana, garantiu ainda o controlo de serviços públicos: tramways, água, gás, electricidade.
Desta vez, o Santo Padre estava lançado no mundo da alta finança. Era no tempo de Leão XIII, que reformou e centralizou a administração económica do Vaticano e criou uma caixa secreta que vai mais tarde se tornar o IOR. Leão XIII foi colidir com um governo belga do irmão Orban franco-maçom e radical, que em 1880 laicizou a educação. Um ato que determinou uma interrupção de quatro anos nas relações diplomáticas entre o Vaticano e a Bélgica, sem, no entanto, que o problema fosse resolvido (vamos lembrar a guerra escolar, feita em nome de princípios semelhantes ao final dos anos 50 ).
Afim de melhor penetrar na especulação imobiliária. O Vaticano adquiriu uma parte do Societa Generale Immobiliaire ... e entrou em negócios com a Union General, um banco francês, que depois de uma burla com prejuízos para a Santa Sé, cairia na falência (como é dito "ajudado" pelos Rothschild). Em seguida, o Vaticano, recorreu então ao Banco di Roma uma nova instituição financeira, à quem fornece de uma só vez metade do capital, e começa uma política de concentração de moagens e fábricas de massas. Isto permitira-lhe, mais tarde, de controlar o preço do pão em Roma. (Fonte: "VATICANO, DINHEIRO E PODER" (As finanças secrfetas), de Frederick Harcourt.

É uma coincidência? Não, senhores! O anjo do Senhor revelou a João essa potência mundial e financeira. Uma Igreja – Estado representada simbolicamente pela "mulher" de Apocalipse 17. E, dessa mulher, João deu o seguinte testemunho: ""A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas.”
Se para muitos, o que o jornalista escreveu acima é simplesmente escandalosa e absurda, é precisamente porque poucas são as pessoas que, nesta geração, estão interessados ​​no que a profecia bíblica diz. Portanto, é aqui onde encontramos a confirmação da liderança económica mundial detida pela Igreja Católica Romana, graça ao seu comércio próspero. Ela que é identificada na profecia como: Babilónia, a grande prostituta.  
"... à custa do seu luxo excessivo os negociantes da terra se enriqueceram". (Apoc.18: 3b)
 
“Os negociantes da terra chorarão e se lamentarão por causa dela, porque ninguém mais compra a sua mercadoria: artigos como ouro, prata, pedras preciosas e pérolas; linho fino, púrpura, seda e tecido vermelho; todo tipo de madeira de cedro e peças de marfim, madeira preciosa, bronze, ferro e mármore; canela e outras especiarias, incenso, mirra e perfumes; vinho e azeite de oliva, farinha fina e trigo; bois e ovelhas, cavalos e carruagens, e corpos e almas de seres humanos… Os negociantes dessas coisas, que enriqueceram à custa dela….” (Apoc.18:11-13 e 15)

“… porque os teus mercadores eram os grandes da terra” (Apoc.18:23 b)

 

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