A MULHER E AS TRÊS SEMENTES

Acabamos de aprender à luz da Palavra de Deus que a semente não é o corpo. O que é semeado irá nascer e se desenvolver certamente; mas receberá de Deus, o seu próprio corpo. Ora, a Palavra de Deus afirma que: A mulher foi feita por causa do homem…”. E, bem sabemos todos agora o que motivou a decisão divina: para gerar a semente do homem e permitir a este de se reproduzir e multiplicar; isto é, garantir uma posteridade ao homem. Ora bem, antes que o homem tivesse conhecido a sua mulher; ela recebeu uma semente estranha, isto é, que não era do seu legítimo esposo (aqui está a transgressão: o adultério): a semente da serpente à quem Deus deu um corpo humano. Porque? Porquanto a mulher em que essa semente era concebida, era ela mesma “a carne da carne” de Adão – o homem terreno cuja imagem trouxemos todos. Está claro agora? Pelo que uma raça intermediária (mi-homem, mi-animal) estava fora de questão.
As duas sementes foram pois manifestadas na ordem em que foram concebidas: Caim primeiro (a semente da serpente) que se tornou homem com a “ajuda de Deus”, e à seguir, Abel que era o verdadeiro “filho do homem”. Caim matou Abel, e multiplicou-se sobre a terra e a encheu de violência. O Senhor Deus deu uma outra semente à Adão na semelhança de Abel (o verdadeiro adorador): Sete, e Enos o filho deste revelou-se um profeta. Pelo que a terra começou de novo à invocar o nome do Senhor. Temos agora sobre a terra duas raças distintas. Duas raças semelhantes na carne (a do homem), mas totalmente diferentes no que toca a semente que deram-lhes vida e o espírito que lhes animam: na raça de Caim encontramos a semente da incredulidade e o espírito do maligno; enquanto na raça do homem (os filhos de Sete) encontramos a semente da Palavra de Deus e o espírito do homem.
Contudo, nesta inimizade que caracteriza as duas raças, os filhos do maligno se revelaram mais fortes do que os filhos do homem. Porque? Porquanto Deus tivera retirado o Seu Espírito do homem por causa do pecado! É isto que tornavam os filhos do homem vulneráveis: enquanto a raça de Caim era animado pelo espírito do pai deles, Satanás, o diabo; a raça do homem carecia da glória de Deus. Nessas condições, estávamos claramente diante dum combate desigual; antes perdido! O homem por si só, não podia vencer o diabo cujo espírito animava a raça de Caim: os filhos da perdição. Satanás o pai deles tinha-se tornado príncipe do mundo e dava gloria e poder à todos os seus adoradores.
Pois que? Intervenção divina precisava-se para salvar o homem. Aqui está o Evangelho; o Plano da Salvação que anunciamos neste dia! Os filhos do homem careciam de um “Salvador” para os libertar do jugo ou opressão satânica. Quem podia vencer o maligno e libertar a raça de Adão? Senão O próprio Deus! Ora bem, se atentamos bem pela Palavra de Deus, notaremos que Deus já tivera feito a promessa em Gen.3:15 de uma “semente” da mulher que iria destruir a semente da serpente.
Aqui está o grande mistério da nossa fé! De mesmo que Satanás se serviu da mulher do homem (antes que o próprio homem a tocasse) para se infiltrar na raça humana e tentar aniquilar o Propósito de Deus manifestado na criação, Deus por sua vez serviu-se também da mulher do homem para se introduzir na raça humana e, na condição do “Filho do homem”, restabelecer a justiça divina, desfazendo as obras do maligno. Amem! Amem!
Temos aqui a terceira semente! E… aquela Semente que recebeu debaixo do céu o nome de Jesus Cristo, era O próprio Deus numa aparência humana, na condição de homem ainda chamado “o segundo ou último – Adão”, tal como o confirma toda a Escritura. Eis por que, ao falar de Si mesmo e da Sua missão, o Senhor Jesus se apresentava como o “Filho do homem”; sendo no entanto “Filho de Deus”, porém “UM” com o Pai. Aqui está o Emanuel (Deus connosco). Jesus: pois Ele é O que havia de salvar a raça de Adão do seu pecado. Não a de Caim!
Agora entendemos o verdadeiro sentido do discurso de Jesus em Jo.10: “Vim buscar e salvar o que se havia perdido… Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e Eu conheço-as…”. Ou ainda em Jo.17, quando disse: “Manifestei Teu nome aos homens que do mundo me deste, eram teus, e tu mos deste… Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus…”… e outras escrituras ainda. A oposição dos incrédulos encontra agora uma justificação à luz daquilo que nos é revelado hoje. Compreendemos ainda porque Jesus falava em Parábolas e os chamava “os de fora”, pois que não fazem parte do Grande Propósito ou Conselho de Deus revelado no principio; nem da Sua herança. Compreendemos ainda porque o Oráculo de Deus foi envolto de mistério… e o testemunho atado somente no meio dos discípulos. Os selos também se justificam agora, pois nenhum dos maus pode perceber os mistérios do Reino de Deus.
Entendemos porque aquela raça odiou Jesus “sem causa” e preferiu Barrabás. Pois era um deles. A morte dos profetas e a persecução dos discípulos… O Sucesso dos falsos profetas e o louvor que recebem dos homens… Haverá ainda algo que permanecesse oculta à compreensão do eleito neste dia?
Que Deus abençoe o Seu povo e dê-lhes o entendimento dessas coisas!

 

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