NA DURA ESCOLA DO SENHOR

            1994 : um ano apenas se tinha passado desde que minha vocação me foi revelada, tendo, por Deus, sido chamado, escolhido e estabelecido no ministério. Tive na época o seguinte sonho: 
Na minha visão, ia subindo uma difícil montanha (tal um alpinista sem o adequado equipamento), socorrendo-me apenas dos meus braços. Depois de ter feito caminho junto comigo durante um tempo, o irmão pastor que, na época, trabalhava comigo na obra do Senhor dirigiu-se ao pequeno grupo com essas palavras: “o caminho seguido pelo doutor (é de mim que se tratava) é cansativo e arriscado, se continuamos ao seguir, corremos o risco de perder as nossas vidas”. Depois, convenceu-lhes de seguir com ele numa outra direcção. Olhei em baixo e bem atrás de mim na direcção indicada, quando ele e o resto do grupo enveredaram pela uma curva em terra batida, ao flanco da montanha (enquanto eu subia a mesma na vertical). Cansado com a difícil subida, fui tentado também por um pouco de seguir pelo mesmo caminho. Mas, parei e pensei: “… Já sofri bastante para cá chegar… agora vou renunciar na subida e retroceder?... Não! Prefiro continuar até ao fim”.
Foi exactamente neste momento que vi uma irmã cair. Gritei: “Ela vai acabar morta”, e logo, estendi a minha mão, e colheu-a para que não acabasse no fundo daquele precipício. E, depois disso, prossegui sozinho essa ascensão, que me levou até numa sala de festas, depois de ter forçado com grandes golpes o ultimo obstáculo que, por cima da minha cabeça me vedava o caminho.
Depois da minha nudez ter sido coberta, tendo recebido as roupas de festa do Mestre da casa, fui posto à uma mesa na entrada principal afim de distribuir o pão à todos os convidados. Olhei e reconheci alguns desses opositores que me fizeram vida cara quando forjava os meus primeiros passos na obra do ministério e disse-lhes: “Não posso dar-vos desse pão, pois me qualificastes de falso profeta”. E, um deles me disse: “esquece o passado e dá-nos desse pão”. Entreguei-lhe pois e sai da visão.          
Afirmarei sem sombra de dúvida que neste sonho, Deus na Sua presciência revelara-me tudo o que iria me acontecer: os amigos pregadores se separaram de mim repetindo exactamente as mesmas palavras que eu tinha ouvido neste sonho. E, logo depois, muitos pregadores tentaram me convencer de resignar a minha vocação, argumentando de que faltava-me realismo tendo em conta que, as pessoas não estavam dispostas a suportar as Verdades da Bíblia que eu teimava em defender na “moda antiga”. E que seria preferível dar as pessoas o que mais desejavam para não correr o risco de “morrer pobre” – (segundo a própria expressão deles).
Resisti à todos e não cedi nenhum passo sequer. E, dois anos mais tarde, em 1996, depois de me ter provado na fornalha da contrariedade, Deus recompensou a minha integridade dando-me a revelação do cumprimento da promessa do dia e confiando-me a mensagem da restauração da Igreja na fé primitiva, afim de advertir os Seus eleitos. Aqui está o pão distribuído à Seus convidados!
Creio que já falei deste sonho numa das minhas pregações escritas… mas onde quero chegar com isso hoje? `Vejamos:
Menos de seis meses depois de ter este sonho, fiz sem sombra de dúvida, um mau discernimento dalguns aspectos da visão (tenho que o reconhecer hoje humildemente diante de Deus, o Pai dos espíritos), pois, decidi esposar a jovem irmã que tentei salvar à todo custo na visão enquanto ia caindo.
Não entrarei em detalhes dos factos pois, muitos são os que, perto de mim, viram a coisa acontecer e ainda vivem no nosso meio. Mas, a tumultuosa relação que vivi no lar durante 13 anos com esta mulher e sua família; as contendas constantes e incompreensões; e acima de tudo a resistência na Palavra de Deus, principalmente no que toca a sujeição voluntária no esposo que era para ela… me levaram mais de que uma vez, não só à me fazer a pertinente pergunta: “Meu casamento era, sim ou não, a expressão da Vontade perfeita de Deus?”; como também e sobretudo na meditação e discernimento deste sonho pois, depois de ter socorrido a irmã da sua queda, nos separávamos (não sei quando, nem como) e prosseguia sozinho o meu caminho. Como podia, eu, pretender dirigir a Igreja de Deus, sendo incapaz de governar a minha própria casa, mantendo-a na sujeição? Duas pessoas poderão andar junto, sem concordar? Não seria justo se separar por causa da Verdade do que se unir na mentira? Apesar de tudo isso, por causa da Igreja do Cristo (não falo das igrejas de homens, pois delas nunca assumirei nenhuma responsabilidade) suportei com paciência esta provação afim de não escandalizar o fraco na fé, até que se cumpre a Vontade de Deus e triunfa a Sua Verdade.
Treze anos mais tarde, o irreparável se produziu! Nem a Palavra de Deus, nem a autoridade do pastor, nem a da Igreja e dos seus anciãos… nada mais podia salvar essa união. A separação foi consumada! E a única explicação que achei para dar a Igreja do Senhor foi: “A minha separação desta mulher não contradiz a Verdade do Evangelho; pelo contrário, a confirma e reforça”.
“Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem? Porque, pois, se queixa o homem vivente?” (Lam.3:37-39).
Decidi pois de enxugar as minhas lágrimas ; dominar a minha dor e procurar a Vontade de Deus, para mim Seu servo. Apesar de não poder esquivar a pertinente pergunta: “Porque Deus teria permitido tal coisa”?
Um ano mais tarde, a resposta à minhas perguntas me foi dada quando Deus me revelou TODA A VERDADE SOBRE O MATRIMÓNIO.
Ora bem! Uma vez mais, aprendi a Verdade ao custo da minha vida ; por meio da dor… na dura escola do Senhor, para depois A ensinar ao Seu povo.
Sim, foi por vossa causa (Sua igreja; Seus eleitos) que Deus permitiu tal coisa, afim que pelo meu testemunho e minha vida, aprendeis a fundamental Verdade sobre: A CONDIÇÃO DA MULHER.
Lembrai-vos do profeta Oséias! Um outro servo que Deus deu em exemplo à Israel. Ele não agia assim por ser possuído ou animado pelo um “espírito de prostituição”… Não se tratava nunca de um profeta dissoluto e imoral… NÃO! Foi por causa de Israel que ele sofria essas coisas.
Pelo que oro, hoje, para que Deus vos dá o Espírito da Revelação no conhecimento da Verdade da Sua Palavra neste dia da restauração de todas coisas, em que pela nossa pregação, toda Verdade sobre o casamento é também restaurada pela revelação da CONDIÇÃO DA MULHER.
Esta Palavra é dura… quem a pode suportar? Os eleitos pois! Bem-aventurado aquele que não se escandalizar com essa pregação!
Pois, tenho ouvido do Senhor (digo a Verdade, Deus sendo testemunha com o meu coração de que não minto) isso: “Todo homem tem suas fraquezas… nós tropeçamos de uma maneira ou de outra. Mas, quando alguém procura justificar seus erros recorrendo as escrituras, ELE ACABA POR FAZER UM COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. E, todo compromisso com a Palavra de Deus gera UM ERRO DOUTRINAL, e esse por sua vez produz A MORTE ESPIRITUAL; a separação com Deus”.
Bem-aventurado pois o homem que, lendo essa pregação da Palavra de Deus, aceita a correcção que nos traz (1Tim.3:16,18).
Que Deus os abençoe!

 

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