Outras profecias das escrituras que se cumpram
na hora do clamor da meia-noite

O que convém saber, é que a escritura de Mat.25: 6 não é uma promessa isolada da escritura. A segunda vinda do Senhor foi anunciada desde os dias dos profetas do Antigo Testamento; como nós confirmou a profecia contida na pregação do apóstolo Pedro Act.3: 20,21. Ora, se atentarmos particularmente nesta profecia, nela nos é revelado “o que já dantes nos foi indicado”, como sendo Jesus; não um profeta. E é exatamente essa mesma mensagem que é anunciada às virgens em Mat.25: 6, quando se fez ouvir o clamor da meia-noite: “Eis o noivo! saí-lhe ao encontro!".
Pode até acontecer que cheguem à confundir Aquele que nos é a presentado no clamor do meio da noite, e que mesmo a profecia do Pedro não vos ajudem a compreender a verdade da Palavra de Deus; neste caso, vos convido à considerar a pregação João Batista, que fez a seguinte afirmação no seu testemunho: “Aquele que tem a noiva é o noivo" (João 3: 29). Então, nesses três testemunhos temos reconhecido que “Aquele” que é indicado nas escrituras e que foi destinado aos eleitos que compõem o Corpo de Cristo, a Sua Noiva, então, é O SENHOR JESUS CRISTO QUE ESTÁ PARA VIR, e não um profeta que já veio.
            Agora, se a pergunta é sobre "Aquele que clama" no meio da noite, não especulem; não se percam em suposições. Ao fazer isso, caireis em interpretações particulares e, consequentemente, sob a influência do espírito do erro. Pois, na verdade a mensagem de Mat.25: 6 foi-nos também descrita e confirmada em Apocalipse 22. O que? No versículo 12, o Senhor anuncia a sua chegada iminente. Todavia, ainda não chegamos neste dia. Mas, no versículo 17, a identidade secreta d’Aquele que desperta as virgens adormecidas é revelada aqui. E podemos ler: “E o Espírito e a noiva dizem: Vem”. Aqui está a verdade: a mensagem que o próprio Senhor anunciou se faz de novo ouvir. Mas desta vez, é o Espírito que fala em comunhão com a Noiva (ou Esposa). Onde está esta “Esposa” que recebeu a revelação da vinda iminente do Noivo na parábola de Mateus 25? Ela está escondida entre as virgens. Sim, em meio destas gentes misturadas de virgens se encontra a verdadeira “Esposa” que o Senhor veio buscar para as bodas. Portanto, não se trata de todas as virgens, mas apenas daquelas que preservaram a sua virgindade na verdadeira Palavra. Eis porque elas são chamadas de "sábias" ou “prudentes”. O Espírito fala e diz: Vem”. A Esposa acredita na mensagem e responde: “Vem”. Tendo reconhecido o seu Esposo, não há nenhuma razão para ela procura se concentrar em um homem-profeta. Não! Ela não pode simplesmente fazer isso: reconhecer o Esposo e ao mesmo tempo se apegar a um outro. Nenhuma esposa fiel pode servir a dois senhores “porque ou há-de odiar a um e amar o outro, ou há-de dedicar-se a um e desprezar o outro”, diz o Senhor (Mat.6: 24). Aqui está a corrupção da carne... a prostituição espiritual!
E se bem prestaram atenção ao que está escrito na Palavra, irão notar que, logo depois que o Espírito junto com a Noiva certificaram a Sua vinda (V.17), o Senhor advertiu solenemente todos aqueles que atentam na palavra profética, com estas palavras (v. 18 e 19):
“Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.”
            Sim, não podem simplesmente tomar a única escritura de Mat.25: 6, e fazer dela uma doutrina particular para a vossa igreja. Porque, esta escritura faz parte de todas as outras profecias das escrituras que se relacionam com a segunda vinda de Cristo, na condição do Esposo. Mas no Apocalipse. 22: 20, foi dito: “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.”. Testificar significa Certificar, confirmar, testemunhar... Agora, se alguém certificar que esta profecia é verdadeira e, no seu testemunho nos apresenta outra coisa, ele é pois um mentiroso.
Que diz a escritura? Que quem testifica estas coisas (das quais faz parte Mat.25: 6), diz: um grande profeta foi enviado na terra, e que todos devem crer nele para ser salvo? N-Ã-O! Aquele que testificar estas coisas, dá o seguinte testemunho: Jesus cedo vem. Amém! Vem, Senhor Jesus! Quem me pode convencer do erro? Onde está o lugar do vosso Profeta em tudo isso? Está excluído! Eu não estou dizer que essas igrejas não têm o direito de ter seus próprios profetas; se assim o quiser – pois, é mister que tudo isso aconteça –. Certifico contudo que o vosso profeta é excluído na verdadeira mensagem de Mat.25: 6. Se me dissessem que este ou aquele profeta faz parte desta promessa, eu ainda acreditaria. Mas se me tentarem convencer de que tal e tal outro profeta é ele mesmo o cumprimento desta promessa, JAMAIS ACREDITAREI EM TAL COISA. Porque, Aquele que é a promessa; e que vem: É O SENHOR JESUS. Só Ele! E nós dizemos: Amém! Quando a Palavra interpreta-se a si mesma.
            O Senhor Jesus: A Palavra de Deus, MANIFESTOU o que estava escondido no plano de Deus. Ele disse todas essas coisas em parábolas, como está escrito em Mat.13: 35: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo. Lembrai-vos sempre disso, quando estiver à ler essa parábola, para que não divagueis em "novas doutrinas" que seduzem os homens da terra neste dia do fim. O Senhor nos revela na parábola das dez virgens, o que deve acontecer no fim dos tempos; antes do advento do reino dos céus. E isto deve harmonizar-se perfeitamente com todo outro ensinamento contido nas escrituras, e que fala também acerca deste reino vindouro.
Outrossim, convém saber que é IMPOSSÍVEL falar sobre a vinda de Cristo sem mencionar a grande sedução operada na Igreja do Senhor pelos falsos cristos e falsos profetas que se apresentam como sendo mensageiros de Deus (Mat.24: 4, 5, 23-26). Sim, não podemos JAMAIS falar sobre a vinda do Senhor, sem mencionar a apostasia que está se espalhando sobre a terra; e falar dos anticristos que desviam as pessoas da verdadeira adoração (2 Tes.2: 3,4). Pois, é neste preciso momento da profecia que, as trevas cobrem a terra e a escuridão os povos. Mas lendo em Is.60: 1,2, a Palavra nos revela uma promessa de luz que brilha no meio da noite.
“ Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida sobre ti a glória do Senhor. Pois eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.”
Essa luz que brilha na escuridão representa que? Senão Jesus Cristo: a Palavra de Deus (Sal.119: 105; João 1: 4, 5, 9, 8, 12). A ausência da verdadeira Palavra de Deus no tempo do fim causou a escuridão espiritual. Devido à grande sedução e apostasia generalizada. É esta escuridão que é representada na parábola de Mateus 25, pela noite profunda que interrompe a marcha das virgens que saíram ao encontro do Senhor.
            Portanto, se é verdade que Mat.25: 6 se refere a vinda de um profeta em que doravante iria operar a salvação; à quem se referiria então Is.60: 1,2? Não me surpreenderia, portanto, que um outro tolo se levanta e se autoproclama “profeta” em função desta escritura também, ou ainda de uma outra: para semear a confusão na mente dos santos.
            Está escrito na profecia de Isaías 60: “Levanta-te, resplandece… é nascida sobre ti a glória do Senhor”. Sobre ti… quem? Que o singular não nos confunde. Mas, antes, lembrai-vos do que dissemos mais acima sobre os eleitos de Deus: todos eles formam UM: um só corpo. É pois sobre este corpo que representa a Igreja-Esposa de Cristo que a luz é dada. Para que ela não andam mais em trevas. É sobre ela que o Senhor derramou a Sua glória pela Verdade do Evangelho. E, Ele ainda nos dá esta glória. Ele não dá esta gloria à todos; mas apenas àqueles que crêem n’Ele de acordo com a sã doutrina e permanece na unção do começo.       Ele faz nascer a Sua glória, para que esta luz ilumina o santuário de Deus e permite aos eleitos de prosseguir a sua marcha, e O adorem além do véu... Na luz da face do Senhor; no Santo dos santos.
Razão pela qual, nos foi revelado na parábola que esta unção não podia ser partilhada entre as sábias e as loucas; porque esta unção foi destinada unicamente para as sábias. Exclusivamente para elas. Assim, não só Is.60 1.2 foi confirmado em Mat.25: 6 e à seguir; mas também em Apocalipse 12, onde vemos a Igreja (mulher) vestida de sol pouco antes do arrebatamento. Neste mesmo momento profético em que Satanás (o dragão) se levanta contra a Igreja, para o último e grande combate da fé que antecede a ida dos eleitos para a glória. É aqui e agora, que opera a sedução e que a apostasia está se espalhando, pela astucia. Esta astucia que nos é revelada na profecia pela atitude, quase benigna, do dragão que está em frente da mulher, sem aparentemente fazer nada. No entanto, sabemos que a sua cauda trabalha imperceptivelmente e provoca a queda de muitas das estrelas. E que seu principal objetivo é destruir o fruto do ventre da mulher: os eleitos que devem participar no arrebatamento, para reinar com Cristo; quando chegar a hora.
De acordo com a profecia bíblica, a luz ou a glória do Senhor deve aparecer neste preciso momento. Sim, é no meio da noite, quando as trevas cobrem a terra e a escuridão os povos... É neste preciso momento, em que as virgens caíram na sonolência, que a luz vem; que a glória do Senhor (não de um profeta) nasce; que o clamor da meia-noite se faz ouvir. Qual é então o propósito deste clamor? Senão de despertar os que dormem. Portanto, trata-se de um despertar e nada mais.
Isso também é confirmado pela escritura de Ef.5: 14: “Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.”
Não prometeu o Senhor que quando o Espírito Santo (o Consolador) vier, Ele nos guiará em toda a Verdade? Não disse Ele que o Consolador não falará de si mesmo; mas sim, tomaria o que é Jesus para dar a Sua Igreja? Leiam Jo.16: 13,13 e me digam: quem é aquele que afirma ser animada pelo Espírito Santo, mas busca a sua própria glória? E quem são essas pessoas que estão hoje no nosso meio, e se dizem apóstolos, pastores, e sei lá que mais… mas buscam a glória de um homem?
Quanto a ti, ó eleito, certamente já percebeste que este grande avivamento representado na parábola pelo clamor da meia-noite destina-se à trazê-lo para a luz de Cristo; Como está escrito: “levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” Quem são os mortos? Senão esses imundos ou impuros... Os idólatras que não examinam o que é agradável ao Senhor, mas participam nas obras infrutíferas das trevas (ora, os anticristos são das trevas); não tendo nenhuma herança no reino de Deus e do Seu Cristo (Ef.5: 4-13).
            Como podeis afirmar, portanto, ser participantes da gloriosa promessa do avivamento de Mat.25: 6, mergulhando-vos de nova na idolatria? Não se aproxima o fim? Ora bem, se estais de acordo com isso, meditem então Mat.24: 14 e concordam comigo que o sinal do fim, é o regresso à doutrina; ao Evangelho do reino dos céus. Todavia, há entre nós, aqueles que pregam os reinos desses homens, que querem governar a Igreja de Cristo.
            Desperta-te, ó virgem sábia! Levanta-te dentre os mortos. Em outras palavras: distancia-te da idolatria causado pela corrupção que opera nesta hora em que se faz ouvir o clamor no meio da noite. Quem te vai iluminar? Um profeta-messias? Não! Isto estaria em contradição com toda a Bíblia. Pois está escrito: Cristo te iluminará. Ora, Cristo é Ele mesmo o Espírito Santo. Por isso defendemos que o verdadeiro avivamento no meio da noite, é obra do Espírito Santo derramado sobre o corpo, de acordo com a promessa de Joel 2; e não a voz ou ministério de um homem só. Esta verdade é também demostrada numa outra profecia Zac.4: 6, que diz: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.”
E os eleitos sabem que essa profecia de Zacarias refere-se aos tempos da restauração de todas as coisas, que antecedem o arrebatamento da Igreja. Quando é que se realizaria essa restauração? EM PLENA APOSTASIA. Não está claramente expressa na profecia, isto: "Ele trará a pedra angular com aclamações: Graça, graça a ela.”? Assim, quando a corrupção de toda a carne for consumida; os eleitos (pelo Espírito) pela acção de um ministério idêntico àquele que lançou o fundamento da Igreja no começo, saberão discernir a pedra principal que os edificadores de suas próprias igrejas rejeitaram: JESUS CRISTO. Não um homem-profeta!
Nós dizemos um ministério idêntico àquele que foi manifestado na terra, na era primitiva da Igreja do Cristo, para completar a obra de edificação da verdadeira Igreja do Deus-Vivo na fé. Pois, está escrito no versículo 9 de Zac.4: “As mãos de Zorobabel têm lançado os alicerces desta casa; também as suas mãos a acabarão; e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a vos.”. Sim, mesmo quando alguns espíritos não-iluminados vão tentar dar a sua própria interpretação a esta profecia, nós os eleitos, sabemos que Zorobabel não vai voltar. Todavia, reconhecemos a obra de Deus no último tempo; assim como Seus mensageiros nisto: o ministério deles será idêntico àquele que lançou os alicerces da casa do Senhor. Lemos também 1Cor.3: 10 para compreender que este fundamento é: Jesus Cristo. Por conseguinte, não pode ser uma fé edificada sobre um homem-profeta. NUNCA! Aqui está o porquê, nós anunciamos O REGRESSO NA FÉ APOSTÓLICA em cumprimento desta profecia, e de outras mais.
Agora, quando falamos do que era desde o princípio (porque o fim de um ciclo nos traz irremediavelmente de volta ao seu início), reconhecemos o cumprimento de mais uma profecia: a de Joel 2: 28-32 que se realizou em Act.2: 16-21 pela chuva da primeira temporada; e que deve se realizar ainda uma vez com a chuva da última temporada. Assim como nós ensina também a escritura de Tiago 5: 7.8. E, quem disse: chuva; disse: descida do Espírito Santo. Este é o poder que caracteriza as testemunhas de Jesus e o seu testemunho (At.1: 8). E quem disse: Espírito Santo; disse: Palavra, Luz, Verdade, Caminho e Vida. É desta plenitude, pois, que temos recebido. Aqui é a unção que nos estimula na obra. Aqui está o azeite que estava escondida ou guardada nas vasilhas das virgens prudentes; e que alimentam as suas lâmpadas no meio da noite e lhes conduz na presença do Senhor.  
Tendo chegado à este ponto, posso desafiar o mundo inteiro ao afirmar que: NÃO É O CLAMOR DA MEIA-NOITE QUE CONDUZ AS VIRGENS PRUDENTES NA SALA DAS BODAS; MAS SIM O AZEITE NAS LÂMPADAS É QUE ILUMINA A MARCHA DELAS ATÉ NA PRESENÇA DO ESPOSO. Considerai pois que o Clamor é um apelo; uma mensagem pela qual o Senhor DESPARTA a Esposa. Tal como a lâmpada sem azeite é inútil. A Palavra para a carne não serve de nada. É preciso a acção do Espírito para vivificar a Palavra. Pois, o Espírito é a unção que dá o entendimento. Eis porque digo que não é o clamor no meio da noite que nos conduz no arrebatamento. Senão as virgens loucas que também ouviram este clamor chegariam na sala das bodas. Numa das minhas pregações a respeito dessas coisas, tentei explicar na Igreja do Cristo de que a parábola das dez virgens nos revela dois apelos de Deus no último tempo: um apelo para sair no tempo da tarde (Mat.25:1), ao exemplo do que aconteceu com Moisés chamando Israel fora do Egipto; e um outro apelo para entrar que se faz ouvir no clamor da meia-noite (Mat.25:6); ao exemplo do que aconteceu com Josué fazendo entrar Israel em Canaã. Agora podem até argumentar que foi sim, Josué que lhes fez entrar em Canaã. Concordo! Mas, penetrando nas profundezas de Deus, para além daquilo que o homem carnal pode perceber, compreendemos que (como no caso de Caleb e do próprio Josué) são aqueles que tinham um ESPÍRITO DIFERENTE daquele que animava os filhos da rebelião que entraram em Canaã: pela obediência na Palavra de Deus.
“Mas o meu servo Calebe, porque NELE HOUVE OUTRO ESPÍRITO, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá. (Nu.14:24).
Ou ainda:
“De certo os homens que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque, e a Jacó! porquanto não perseveraram em seguir-me; exceto Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, e Josué, filho de Num, porquanto perseveraram em seguir ao Senhor.” (Nu.32: 11,12)
Vimos pois que os que entraram, não entraram por causa do apelo de Josué. Mas, sim por causa do Espírito que estava neles e que lhes levou à perseverar em seguir ao Senhor.
Falo-vos hoje, não como a meninos no entendimento; mas sim aos fortes (1Jo.2:14); aqueles em que permanece a Palavra de Deus e que, pelo seu discernimento, já venceram o Maligno. A vós que o Senhor escolheu para compreender as coisas escondidas à multidões em parábolas, quero que compreende que um apelo é um apelo. Todos o ouvem; mas nem todos compreendem o verdadeiro sentido do que é dito. Porque, a diferença entre as lâmpadas das virgens está no azeite.
O clamor da meia-noite é sim um apelo de Deus que desperta a nossa consciência sobre a iminência da vinda do Esposo; e por conseguinte, sobre o arrebatamento que se aproxima. E, sua mensagem é clara: “Eis o noivo! saí-lhe ao encontro!”. Perceberam bem a mensagem? “Eis o Noivo…”. O clamor da meia-noite não diz: “Eis o profeta! Sai ao encontro do profeta”, mas sim: do Noivo. Não foi dito aqui: “Eis que o Esposo já chegou”. Não! “Ele vem. Ide portanto ao Seu encontro”. É preciso pois não parar; mas sim, prosseguir a marcha! Reparem que as lâmpadas estão lá. Todas essas virgens têm lâmpadas. Todavia, sem o azeite, essas lâmpadas são inúteis e a caminhada torna-se impossível; por causa da escuridão. O que significa isso? Que você pode até ter bem ouvido a mensagem da Palavra de Deus; todavia, precisa da Sua unção… da unção de Deus; para compreender as palavras de Deus. Porque, essas palavras pertencem à Deus; não são palavras do vosso profeta. Amém! Amém! Amém!
Nós precisamos do Espírito Santo para nos levar na presença do Senhor. Não precisamos, nesta hora da noite, de um profeta especial para nos ensinar; porque a unção do Santo que recebemos desde o princípio (representado aqui pelo azeite nas vasilhas que as virgens prudentes levaram consigo desde o principio da marcha – Mat.25:4) nos ensina toda coisa.
Ora vejamos, se a herança da promessa dependesse dos profetas, todos os filhos de Israel entrariam em Canaã. Eles tiveram Moisés, depois Josué. Todavia a maioria deles ficou prostrado no deserto. Porque? Pois não eram todos animados do mesmo espirito. Os que eram animados pelo Espírito de Deus perseveraram em seguir ao Senhor e herdaram a promessa; os outros não. (No.32:12).
Sim, quem diz azeite diz Espírito; e quem diz Espírito diz luz! E, onde há luz, as pessoas glorificam a Cristo. Não o homem! Acautelai-vos pois de qualquer homem que vos diz que recebeu a luz da Verdade e, simultaneamente, glorifica ao homem. Isto é falsidade!
            O clamor da meia-noite, é também a luz no meio da noite. E, antes de fazer disso uma interpretação particular, pedimos-lhes que meditem antes o que o Senhor nos diz na profecia de Isaías 59: neste momento de grande apostasia em que os lábios dos homens falam mentiras, e a sua língua iniquidade; num momento em que as pessoas confiam na vaidade, e falam falsidades; onde o extremismo religioso dita atos de violência religiosa, e derrama o sangue inocente; onde os pés desses falsos pregadores correm para o mal e causam estragos, e levam as almas à ruína; onde os fiéis enveredaram pelos caminhos tortuosos, abandonando o caminho da paz, etc. A salvação mantém-se longe. As virgens aguardam pela luz, mas são surpreendidas pelas trevas; andam na escuridão e apalpam como cegos. Pois, a verdade de Deus tem tropeçado publicamente, e em seguida, desapareceu. No entanto, a profecia diz claramente aqui que é o próprio Senhor que se levanta para restaurar a Sua justiça (Leia com atenção os versículos 15 até18). E é neste momento em que o Senhor se levanta que o sinal da aliança com o Seu povo é revelado no versículo 21:
“Quanto a mim, este é o meu pacto com eles, diz o Senhor: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca dos teus filhos, nem da boca dos filhos dos teus filhos, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre.”
Pois que? Nisto reconhecereis, do meio das trevas, aqueles que Deus aprovou: o Espírito de Deus estará com eles e, as palavras de Deus DE MODO NENHUM irão se retirar de suas bocas. Olhem que aqui, o Senhor faz uma clara referência à TRÊS GERAÇÕES DE PROFETAS: a primeira que caracteriza a geração de Isaías e os profetas do Antigo Testamento: a segunda composta pelos filhos dos profetas e que se manifestou na Era Apostólica (a boca dos teus filhos); e uma terceira que se levanta no fim com o mesmo Espírito e as mesmas palavras, e que se manifesta pela chuva da última temporada (a boca dos filhos dos teus filhos). Que o inteligente entenda e que o sábio guarda essas coisas!
            Temos portanto mais uma vez, as profecias de Is.60: 1.2 e Mat.25: 6 confirmadas: o Espírito Santo restaurando a Verdade da doutrina primitiva no mesmo tempo em que opera a sedução; para trazer de volta os eleitos no Caminho Santo que conduz à alegria eterna. Ora, deste caminho santo, uma outra escritura: a de Is.35: 8 diz: “E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será PARA OS REMIDOS”.
Não fiquem pois surpreendidos que na parábola, as virgens prudentes recusaram-se em partilhar o seu azeite (unção) com as virgens loucas. Não, elas não podiam simplesmente caminhar juntos, porque a profecia afirma que este caminho aberto no meio da noite... O caminho santo que leva até na sala das bodas será SÓ PARA ELES: os que foram libertados e resgatados dos laços da apostasia. Nenhum imundo; nenhum idólatra (adorador de homem em vez de Cristo) poderá herdar o reino de Cristo.
Vejam como a profecia se ajusta ou se encaixa, e no fim projeta as cores da aliança de Deus; como no tempo Urim e Tumim. Não façais uma doutrina com um único versículo da Bíblia. Toda Bíblia deve concordar com isso. Caso contrário, estamos diante de um espírito de mentira.
            Todavia, todos aqueles que participaram na injustiça, tornam-se desorientados neste emaranhado, tropeçam e caiem. Aqui está a razão que me levou à gritar: Não… Não me associem com aquela coisa! Pois, na verdade: não somos idólatras como alguns! Nós não somos animados pelo mesmo espírito na obra de Deus. Não é a mesma coisa. Não me associem com aquelas gentes! NÃO, NÃO e NÃO!
Portanto, em conclusão, eu quero terminar minha mensagem de hoje, chamando a atenção dos eleitos sobre esta coisa:

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