UM REINO DE SACERDOTES

 

"Àquele que nos ama, e no Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai …. " (Apoc.1:5b, 6a)   
Tendo sido santificados uma vez por toda, segundo a vontade de Deus (e não pelo nosso próprio querer ou poder) pela oferta do corpo de Cristo que, no Pentecostes, se apresentou com o Seu próprio sangue no lugar Santíssimo deste tabernáculo maior e mais perfeito que não é desta criação, e que representa o próprio céu; todos esses que foram assim santificados pelo este sacrifício foram aperfeiçoados para sempre (Heb.10:10-14). Se tornando num reino do sacerdotes para Deus, o Pai.    
Todavia, segundo o que nos ensina a Palavra de Deus na lição do velho testamento, os sacerdotes serviam na primeira parte do tabernáculo conhecido como o lugar santo. Ora, estas coisas sendo uma alegoria para os tempos presentes em que vivemos, o Espírito Santo nos ensina que, quando vem a noite; e que a escuridão cobre a terra, todos esses que adoravam no pátio do templo mergulhavam assim nas trevas de fora. Tal não era o caso dos sacerdotes que serviam no lugar santo. Pois, ao cair da noite, eles organizavam as lâmpadas em ordem e acendiam o Castiçal para iluminar o lugar de adoração, do fim da tarde ao amanhecer.    
Isto é uma figura para os tempos presentes. No fim dos tempos dos gentios, pouco antes da vinda do Cristo, uma grande apostasia, de acordo com as Escrituras, cai na terra e a escuridão espiritual cobre os povos. Porém, é neste mesmo momento que a luz do Castiçal começa à iluminar todos esses que estão no santuário. Como está escrito: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. Porque, eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti" (Is.60:1,2). Ora, a glória de Deus é desvendada pelo conhecimento do Evangelho do Cristo (2Cor.4:6).   
É o que faz com que os sacerdotes da nova aliança no caso que nos interessa, não mergulham na escuridão espiritual gerada pela grande apostasia. É bom lembrar que de acordo com o que está escrito (Heb.9:2), o Senhor, Bom Pastor preparou neste santuário uma mesa para esses que habitam em Sua casa, como o confirma também a escritura de Sal.23. Essa mesa do Senhor presente no santuário conteve os doze pães de proposições que representam para o tempo actual a doutrina dos doze apóstolos por meio da qual se realiza a comunhão com o Senhor na Sua Palavra. É isso que o Senhor Jesus revela em Jo.17:20: "E não rogo somente por estes (os apóstolos), mas, também, por aqueles que, pela sua palavra (o testemunho dos apóstolos pois), hão-de crer em mim".   
Este é o fundamento sobre o qual é edificada a verdadeira Igreja-esposa (Ef.2:20; 1Cor.3:10,11). Rejeitando ou transtornando esta doutrina pelas interpretações particulares e outros falsos raciocínios, cai-se no anátema (Gal.1:6-9). Porque, ninguém pode, e não deve remover os limites antigos (o primeiro fundamento) que foram deixados pelos nossos pais; segundo o que está escrito
Pelo que, neste dia da restauração de todas as coisas em que se faz ouvir para nós o apelo para sair do meio do falso Pentecostes e dos enganos do pentecostalismo, também se cumpra a promessa da escritura:    
"Porque assim o Senhor me disse com uma forte mão, e me ensinou que não andasse pelo caminho deste povo, dizendo: Não chameis conjuração a tudo quanto este povo chama conjuração, e não temais o seu temor, nem tão-pouco vos assombreis. Ao Senhor dos Exércitos, a Ele santificai: e seja Ele o vosso temor e seja Ele o vosso assombro. Então Ele vos será santuário" (Is.8:11-14)   
As superstições religiosas geradas pelos dogmas e outros credos e rituais do pentecostalismo, deitaram o fundamento do falso combate espiritual, baseado no medo de Satanás e dos seus demónios que venceu (o medo pois) o sistema e caracteriza daqui em diante a luta desses homens sensuais à procura de algumas emoções fortes e que fundamentam a fé deles nos sinais e dons espirituais; ao invés de à depositar (esta fé) na Palavra permanente de Deus.     
Os verdadeiros eleitos não se deixam cativar ou dominar pela obsessão ou medo doentio do diabo e dos seus demónios; nem pela glória temporária destes reinos humanos. Eles temem à Deus e guardam a Sua Palavra. E, esta Palavra que é Jesus Cristo vem à ser para eles um Verdadeiro Santuário. É neste santuário iluminado pela glória de Deus que brilha na face do Cristo pela luz da Verdade onde é manifestado o verdadeiro reino do céu. Por isso, todos esses que lá adoram na revelação do Seu Espírito e na Verdade da Sua Palavra são identificados como sendo um reino de sacerdotes.    
Lembrai-vos que o Senhor Jesus advertiu o mundo que o Pai estava à procura dos verdadeiros adoradores (Jo.4:23,24). Esses que O adoram em Espírito e em Verdade. Estas duas coisas (o Espírito e a Verdade) nos foram feitas em figura no tabernáculo terrestre, sendo representado no Castiçal de ouro puro pelo azeite e a lâmpada. A PALAVRA DE DEUS é uma lâmpada; a Luz que ilumina o caminho do Lugar Santíssimo que conduz na presença do Pai. (Sal.119:105). Eis porque, no santuário, as lâmpadas foram colocadas diante do véu que separava este lugar do propiciatório onde se encontrava a arca da aliança. E, a chama da lâmpada do Castiçal era alimentada pelo azeite contido no vaso. Disse Jesus: "O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita: as palavras que Eu vos disse são Espírito e Vida". (Jo.6:63). Pois que … a Palavra de Deus sendo um oráculo selado (Is.8:16), é absolutamente necessário que o discípulo seja conduzido pela revelação do Espírito para conhecer o pensamento de Deus (1Cor.2:9-11). Porque, sem esta revelação, o povo anda descontrolado, e cai na corrupção (Prov.29:18).   
É aqui onde se manifesta a loucura de alguns destes sacerdotes, examinados à luz da parábola das dez virgens. Ao aceitar a Palavra de Deus, e ao mesmo tempo, desprezar o Espírito que fala da Sua parte, muitos destes sacerdotes que entraram um dia no santuário de Deus, e evoluíram durante um tempo na luz da Verdade, acabaram por sair novamente da presença de Deus. Comparáveis às virgens loucas que se contentaram apenas com a luz das lâmpadas e desprezaram o azeite que Deus colocou em vasos de reserva. Ora, este azeite de oliveira pura posto nos vasos para alimentar as lâmpadas representa o Espírito de Cristo que anima os Seus servos na obra e conduz a Sua Igreja em toda a Verdade. Pois, Jesus nos é apresentado na Escritura como sendo a Oliveira franco e puro no qual fomos enxertados (Rom.11:16-24). Não tendo nesse caso reconhecido o Espírito que falou no meio deles, eles mudaram a glória de Deus em imagens que representam o homem corruptível. Pior, eles mudaram em mentira a Verdade de Deus que lhes foi revelada no dia em que, posto no santuário de Deus foi-lhes dado de comer os pães de proposições; isto é de viver em comunhão com Deus na doutrina apostólica (a semente original), servindo e adorando hoje as criaturas: profetas, pastores, apóstolos… e outros mensageiros de Deus, no lugar do Criador. Tendo-se dessa maneira perdido no caminho do lugar Santíssimo que lhes foi indicado pelos mensageiros de Deus em todas as gerações, eles rejeitaram assim a verdadeira adoração e se perderam em falsos raciocínios, de modo que a fé deles sem inteligência mergulhou novamente na escuridão do exterior. É isto que o Senhor Jesus nos representa na figura das virgens loucas voltando para trás; na direcção oposta àquela que conduz para o Santo dos santos: Jesus Cristo, a arca de Deus no tabernáculo aperfeiçoado, representado nesta parábola pelo Glorioso Esposo.   
Pelo que, hoje, quero recordar à Igreja estas palavras do Senhor: "E ninguém, acendendo a candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz… Vedes pois, como ouvis; porque, a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver, até o que parece ter lhe será tirado" (Lc.8:16-18). E ainda… "Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas" (Lc.11:33-35). Sim, muito destes sacerdotes que entraram no santuário no tempo da tarde, receberam a luz, mas a cobriram com algum vaso: o corpo do homem em que, eles, se identificam. E, hoje, o que se acredita ser luz para eles, é escuridão para Deus. Eles pensam ser enriquecidos, mas são na verdade pobres e miseráveis… cegos e nus diante de Deus. Tal é a realidade espiritual nesta idade de Laodiceia que caracteriza o fim dos tempos das nações.    
Todavia, está escrito: "Bem-aventurado o povo que conhece o som da trombeta: andará, ó Senhor, na luz da Tua face ".