A RELIGIÃO CRISTÃ AO SERVIÇO DO MUNDO

 

Quando falo de um “hipotético” Reino dos céus vidouro, é para todos estes cristãos que se dizem adoradores; mas que, na prática, sugere claramente que quase não acreditam no advento de um Reino de Deus, que, em seu próprio tempo, estabelecerá a paz e a justiça na terra.
         Razão pela qual estamos à testemunhar hoje a banalização e profanação do Evangelho de Cristo. Sim, os pastores "patriotas" apossaram-se da obra da salvação e mudaram o discurso do Cristo; com vista à adaptá-lo às realidades das suas próprias pátrias terrestres, países, Estados ou nações. As vozes dos pregadores “nacionalistas” acabaram por sufocar "a voz de muitas águas" (Apoc.1:15b) por meio da qual, O Senhor Jesus anuncia a salvação de Deus à todas as nações.
Fazer uso do nome de Jesus e manipular as multidões! Isto é que está por detrás do véu da religião cristã e seus líderes, hoje em dia.
Quero salientar aqui o que está escrito na Bíblia e que aconteceu naquele dia: o povo escolheu Barrabás, incentivado e incitado pelos seus líderes religiosos. No entanto, a acção destes líderes religiosos judeus traduzia um conjunto de interesses pessoais, e que não tinha nada a ver com as aspirações do povo.  
Como assim? O povo queria um defensor, um libertador. E isto é o que ele viu em Barrabás. Portanto, apesar de ter sido acusado de sedição pelo poder reinante; aquele bandido encarnava a vontade popular de um povo que estava cansado da opressão. Quanto aos líderes religiosos, o que lhes preocupava era a salvaguarda dos seus próprios interesses e posição social, junto do poder político que lhes honrava como tal. É mesmo aí onde estava o problema porque, a pregação de Jesus denunciava justamente essas apetências e ameaçava os seus interesses mesquinhos. Estava pois determinado para esses líderes religiosos que, Jesus é quem representava um perigo… uma ameaça para os seus interesses, e não Barrabás.
         Lembrem-se que o próprio Pôncio Pilatos sabia que os líderes religiosos tinham entregado Jesus por “inveja”. Logo, por causa de sua luxúria. O que causa essa divergência? Porque esses líderes religiosos serviam-se da religião e de piedade como de uma fonte de ganho. Já denunciei muitas vezes essas coisas, particularmente na minha pregação intitulada "As últimas horas de Jesus”; no capítulo: "A aliança entre a religião e o Estado".
        “O que tem sido, isso é o que há-de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer...”(Ecl.1: 9.10; 3:15).
Portanto, entendemos neste dia que alguns líderes cristãos ou religiosos em geral, usam a religião para manipular as multidões no interesse oculto, de satisfazer a sua própria ganância de poder. Mas para chegar lá, eles devem primeiro combater e humilhar os verdadeiros pregadores do Reino vindouro de Deus. Porque a pregação destes instrumentos de Deus desnudará ainda, e de maneira contínua, os seus interesses. Entendemos logo que, pese embora alguns destes pastores das igrejas quererem se tornar deputados, ministros, presidentes das repúblicas deste mundo... Isto não é do interesse de Cristo; nem do Seu povo. Mas sim, a expressão da sua própria cobiça ou luxúria.

 

*********************************************