SANSÃO E A ESCOLHA DE UMA ESPOSA

 

Muitas vezes, temos sido considerados como “machistas”, quando insistimos na nossa pregação sobre a condição da mulher. Ora, todos os que foram iluminados pela compreensão do Conselho de Deus revelado no nosso tempo, sabem que, segundo a promessa da restauração de todas as coisas, é o tempo em que a Verdade primitiva há-de ser reposta sobre o altar.
E, no que toca a mulher e o matrimónio, este grande mistério só é compreensível quando a entendemos em relação a Cristo e a Sua verdadeira Igreja. É aqui onde a vocação da verdadeira ESPOSA se revela na sujeição ou submissão na vontade de Deus revelada nos Seus preceitos e mandamentos.
Aqueles que de Deus receberam poder para compreender o mistério do matrimónio sabem e compreendem porque Deus sujeitou a mulher debaixo da autoridade do homem. Para eles: “paridade”… “igualdade do género”, são conversas de loucos. Eles sabem porque deus não permite que a mulher ensine na igreja, nem use de autoridade sobre o homem. Eles compreendem hoje, o quão débil é dar ouvidos à “voz da mulher” que contraria a ordenança divina. Eles sabem e compreendem também o que é revelado na vontade perfeita de Deus sobre o matrimónio, assim como a causa primordial que levou Deus à acautelar e proibir o casamento entre os filhos de Deus e as filhas dos homens e, vice-versa. O que é uma figura de casamentos mistos entre crentes e descrentes.
Não diz a Escritura: “Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”? (Prov.31:30). Hoje, porém, é patente que a noção de beleza para a mulher mundana (descrente) se limita essencialmente ao “aspecto". E, contrariando todo aquilo que a Palavra de Deus ensina sobre o enfeite da mulher (1Tim.2 :9-11 ; 1Pe. 3 :3-5), muitos são os que recorrem a medicina estética e cirurgia plástica, para embelezar o aspecto exterior da mulher sobretudo, num verdadeiro culto do corpo. Isso é evidente nas estatísticas mundiais sobre a matéria. Imagine… uma mulher que se submete às quase trezentas cirurgias para mudar o seu visual, à começar pelo nariz, queixo, seio, traseiro, etc.
Outras ainda se fazem alongar as pernas, suportando dores e sofrimentos incríveis, só para parecer “elegantes”. As dietas alimentares para o emagrecimento transformaram-se numa verdadeira obsessão para as mulheres que querem à todo custo seduzir com o aspecto. Mas, hoje, quantos sabem que foi justamente essa tendência para a beleza sedutora da mulher que (dentre as outras coisas más) rompeu a aliança de Deus com os homens, e precipitou o dilúvio sobre a terra no tempo de Noé? (Gen.6:1-3) O que foi é o que será!
Quem se lembra que a verdadeira beleza de uma mulher está no seu interior? “Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”. Aqui está toda a diferença que caracteriza a escolha de uma esposa para um eleito.
Ora, a mulher sendo uma alegoria para a igreja, a mesma febre para o embelezamento exterior e a obsessão para a “aparência sedutora” que caracteriza a mulher pagã, são os padrões para as falsas igrejas que se ataviam de modo à atrair e seduzir os adoradores em mal de discernimento.  
Se conseguirmos estabelecer esse paralelismo que existe entre a escolha de uma esposa e a de uma igreja, iremos compreender que para o eleito, a beleza de uma igreja não está na sua aparência exterior (arquitectura do templo, opulência dos seus adeptos, e coisa semelhantes à essas…) mas sim, no temor do Senhor que caracteriza a sujeição e dependência total dessa igreja na doutrina do Cristo (o Esposo). Sim, a igreja que será louvada, é essa que guarda os mandamentos e preceitos de Cristo, tais como os recebemos desde o princípio (1Jo.1:1-4)
Os que entenderam esse paralelismo, irão compreender também que, a causa fundamental que ocasionou a queda de Sansão foi: a sua paixão excessiva para a mulher estranha; em total contradição com a vontade de Deus expressa nos seus preceitos. (convém sublinhar aqui que, Dalila não foi, nem a primeira, nem a única mulher estranha na vida de Sansão).
Não encontrou Sansão a lei de Deus ao nascer no mundo? Ora, a grande pergunta que devemos nos fazer nessa geração é essa: Existe um servo de Deus que estaria acima da Lei de Deus, para desobedecer e desafiar as ordenanças divinas sem sofrer as consequências do seu comportamento? A resposta é: NENHUM! Categoricamente N – Ã – O!
O que tens ô, homem que não recebeu de Deus para te gloriar? Será que o homem se gloriaria até diante do próprio Deus que o fez? O que faz a nossa diferença com os demais, é a graça de Deus que opera em nós. Infelizmente, muitos são os que confundiram essa graça que nos foi feita com uma permissão para o pecado. Sem esta graça particular, seriamos como os demais homens. Tal é a verdade que nos é revelada na própria boca de Sansão, quando disse: “… se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me tornaria fraco, e SERIA COMO QUALQUER OUTRO HOMEM”.
Ora, o que aconteceu a Sansão nos foi feito em figura, segundo o que está escrito: estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Cor.10:6).
Sansão, sabia que Deus tinha feito uma aliança com ele. Ele bem sabia que, para permanecer nesta aliança, ele devia obedecer e guardar o mandamento que lhe foi transmitido pelos pais, segundo o que eles ouviram de Deus, desde o princípio: “porque tu conceberás e terás um filho, sobre cuja cabeça não passará navalha, porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começara a livrar a Israel da mão dos filisteus”.
A força de Sansão dependia da sua obediência neste preceito: AS SETE TRANÇAS DE CABELO DEVIAM ESTAR SOBRE A SUA CABEÇA. Este era o sinal da presença de Deus no meio do Seu povo para os livrar dos seus inimigos; por intermédio do homem que Ele escolheu! Foi esta doutrina que seus pais receberam de Deus… foi isso que eles fizeram. Eles guardaram a Palavra de Deus e nela permaneceram. Não tinham os seus pais poder de lhe passar a navalha na cabeça e cortar as sete tranças? A natureza nos ensina que sim! Não são filhos sujeitos à disciplina dos seus pais que (nesta fase da nossa vida) fazem o que bem lhes parece? (Heb.12:9,10). Entendemos pois que, se os pais de Sansão o quisessem, podiam ter rapado a cabeça do menino; desobedecendo assim no mandamento que eles receberam de Deus. Pelo contrário! Não só velaram na Palavra; como transmitiram o mandamento à Sansão, de acordo com o que, desde o princípio, ouviram, viram e apalparam. Quando Deus, à eles, se manifestou.
1Jo.1:1-4: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão connosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo”.
Sansão foi pois criado nesta doutrina, como está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Prov.22:6).
Infelizmente Sansão assim não o entendeu, e corrompeu o seu próprio caminho pela astúcia do diabo nos meios da sedução. Diabo que, para esse fim, serviu-se da Dalila, a mulher estranha. A responsabilidade sendo individual, Sansão só podia se queixar de si mesmo, já que os pais cumpriram a parte deles
Sal.119:9: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra”.
Ao abandonar a doutrina que lhe foi transmitida desde o princípio, Sansão rompeu a comunhão. Pelo que seu gozo não foi completo.
A mesma coisa acontece com a igreja do Cristo que abandonou o caminho antigo traçado pelo Senhor, e por onde andaram os nossos pais.
“Nem por força, nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor”! Sansão não precisava de treinar, de frequentar uma academia de artes marciais para aperfeiçoar a sua táctica de luta; fazer a musculação ou coisa semelhante… Não está escrito que só Deus liberta Israel? Ora, naquele tempo, Deus se servia de Sansão como de um instrumento. Ele se manifestava ou revelava na força extraordinária do nazireu para libertar o Seu povo.
Considerai agora de perto o que acontece com a igreja. O Senhor nos deixou a Sua Palavra e disse: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo.8:31,32). Um verdadeiro servo ungido de Deus, à semelhança de Sansão não precisa de nenhuma escola teológica ou de treinamento humano para aperfeiçoar o ministério que recebeu de Deus. Pois, o próprio Deus está revelado na unção que Seu servo recebeu para a obra do ministério; de acordo com a medida que o Senhor achou conveniente para cada um deles. E, tudo o que Senhor requer dos despenseiros dos Seus mistérios é que cada um deles seja encontrado fiel diante de Deus (1Cor.4:2). Pois que? Todos os que receberam o amor da Verdade sabem que a força da Igreja não reside em números de sacrifícios que podemos oferecer à Deus (jejuns, vigílias, penitencias, retiros, etc.) mas, sim na obediência da doutrina que nos foi legado pelos pais da fé. Muitos me perguntam hoje: “Vocês não fazem cultos de libertação porque”? Pelo que respondo: “Não, nós pregamos a Palavra da Verdade. E, a própria Palavra se encarrega de libertar os que crêem na Verdade”.
Sim, se para Sansão o sinal foi o cabelo; para nós, o povo de Deus hoje, o sinal é a Palavra. Quando a Palavra de Deus me foi assim dirigida: “Acontece o que acontecer, PERMANECE NO FUNDAMENTO!”; compreendi que nesta geração também, enquanto a Palavra de Deus estiver do nosso meio, Deus estará lá. Não por causa dos nossos sacrifícios e orações prolongadas, insistentes e persistentes; mas sim, por causa da Sua Palavra. Ele estará lá! Ele não pode mentir, nem negar-se a Si mesmo.
Is.8:10 -14: “Tomai juntamente conselho, e ele será frustrado; dizei uma palavra, e ela não subsistirá; porque Deus é connosco. Pois assim o Senhor me falou, com sua forte mão deitada em mim, e me admoestou a que não andasse pelo caminho deste povo, dizendo: Não chameis conspiração a tudo quanto este povo chama conspiração; e não temais aquilo que ele teme, nem por isso vos assombreis. AO SENHOR DOS EXÉRCITOS, A ELE SANTIFICAI; E SEJA ELE O VOSSO TEMOR E SEJA ELE O VOSSO ASSOMBRO. Então ele vos será por santuário…”

Jejuamos, vigiamos e oramos para não cairmos na tentação. Isso é que convém fazermos. Todavia, não é por causa desses cultos que vencemos o maligno. Pois, Aquele que está em nós, é que nos garante vitória sobre o inimigo, desde que não quebramos a sua aliança. E, a Sua aliança connosco está firmada no mandamento e preceitos da Palavra de Deus, tal como nos herdamos dos apóstolos; nossos pais na fé. 
1Jo.2:14:“Eu vos escrevi, meninos, porque conheceis o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque conheceis aquele que é desde o princípio. Eu escrevi, jovens, PORQUE SOIS FORTES, E A PALAVRA DE DEUS PERMANECE EM VÓS, E JÁ VENCESTES O MALIGNO”.
1Jo.4: 4:“Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”.

A obediência na Palavra de Deus! Este é o fundamento da nossa fé que determina a nossa aliança com Deus, e que nos foi revelado desde os tempos dos pais. Hoje, ao abandonar este fundamento, a igreja do Cristo quebrou também a aliança com Deus (1Cor.3:10,11).
E, de mesmo modo que Sansão acordado pelo som da voz da Dalila que anunciava uma nova batalha naquele dia, pensou se livrar dos seus inimigos sem saber que Deus já se tinha retirado dele; assim hoje, muitos cristãos se congregam pelo convite das suas igrejas e pensam vencer o combate espiritual, sem se aperceber de que Deus já se retirou do meio deles. Porque? É simples: ao acordar aquele dia, tudo parecia normal aos olhos de Sansão. Ele não se tinha ainda apercebido que durante aquela noite… durante o sono profundo, ele tinha sofrido o corte do cabelo. Ora, a aliança de Deus não foi firmada nos músculos, nem na saúde física do nazireu, mas sim nas sete tranças do seu cabelo. Com o corte de cabelo, Deus se retirou dele.
Apoc.22:19: “…e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro”.
O sinal da aliança de Deus com a igreja é a Palavra, pois não? Todavia, nesta noite espiritual que caracteriza o tempo da grande apostasia; vimos esta coisa figurada na parábola dessas dez virgens que, ao cair no sono profundo, nem se aperceberam que as lâmpadas estavam à se apagar. Pois que? Durante o sono profundo da igreja, o inimigo pela influência da falsa religião fez muitos cortes na Palavra. Muitos hoje falam de avivamento ao acordar e, pensam vencer o diabo só pronunciando o nome do Senhor Jesus. Não! Pois, na verdade, eles não sabem que o Senhor já se retirou do meio dessas igrejas que “fazem cortes” na Palavra de Deus (assim como Dalila cortou o cabelo do nazireu). Pois quebraram, por sua parte, a aliança com Deus.

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