A SIMILARIDADE ENTRE AS DUAS VINDAS DE JESUS CRISTO

         “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endiretai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será exaltado, e todo monte e todo o outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplanará. E a glória do Senhor se manifestará e toda a carne juntamente verá que foi aboca do Senhor que isto disse” (Is.40:3-5).
         E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntassem: Quem és tu? E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo”. E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És o Profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe pois: Quem és? Para que demos resposta àqueles que nos enviaram: que dizes de ti mesmo? Disse:  Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias. E osquetinhamsidoenviadoseramfariseus. E pergutaram-lhe e disseram-lhe: Por que batizas pois, se tu não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta? João respondeu-lhes, dizendo: “Eu batizo com água, mas no meio de vós está um à quem vós não conheceis. Este é Aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias da alparca…” (Jo.1:19-28).

Nós vivemos num tempo decisivo em que os santos devem ser aperfeiçoados no conhecimento perfeito do Conselho de Deus. E, isso só pode se efectivar, se somos todos ensinados pelo próprio Deus. Não se trata pois de ser membro de uma igreja… ou de aderir à uma religiaão para alcançar a salvação. Carecemos sim, de discernimento para compreender a obra realizada por Deus no nosso meio. É aqui onde opera a salvação! Pois, não são todos que dizem: “Senhor, Senhor” que entrarão no reino dos céus, mas sim aqueles que fazem a vontade do Pai. Ora, o Senhor Jesus revela-nos que: a obra – e a vontade – de Deus, consiste em crer naquele que Deus enviou. Compreendemos então que, numa determinada geração, Deus não pode realizar muitas obras num mesmo tempo (contrariando-se umas das outras) no que toca o cumprimento do Seu Plano da salvação; mas sim, uma obra ÚNICA apesar da diversidade de ministérios, de dons e operações. Porque temos Um só Senhor, Um só Espírito, e Um só Deus que opera tudo em todos. E, é por meio desta obra única que Deus realiza o Seu eterno Propósito para a salvação do Seu povo num tempo determinado, por intermédio da Palavra que Deus lhes envia pela boca dos seus profetas numa dada geração.
         Existe pois um caminho traçado pelo próprio Deus, para trazer de volta os eleitos, rumo à glória. E, neste caminho santo, Deus pôs sentinelas Suas (profetas ou pregadores) ao longo de gerações, cuja missão consiste em tocar a trombeta, para despertar esses cujo entendimento tivera adormecido, e indicar às ovelhas do Senhor a direcção que conduz à Jesus, o bom Pastor; porém à Deus (Jer.6:16,17). Ora, essas trombetas são mensagens inspiradas da Palavra de Deus. Palavra que sai directamente da boca de Deus, para a boca dos Seus pregadores ou arauto agindo da Sua parte, pela unção do Espírito Santo. Infelizmente! Quantos prestam atenção este desvendamento? Os homens dizem: “Não escutaremos!”; e no que toca o Caminho de Deus, eles respondem: “Não andaremos!”. É o que está acontecendo aqui com João Baptista… ele tenta explicar aos indagadores do seu século, a origem do seu ministério assim como a sua missão profética. Ele tenta explicar aos eruditos e questionadores da sua geração que o seu ministério não é uma imitação de Jeremias, de Elias ou de qualquer outro profeta; que ele não pretendia ser o que se diziam dele, ou ser aquele à quem o queriam comparar… que seu ministério é o cumprimento de uma promessa profética da obra de Deus que se cumpria no seu dia; de acordo com o o que foi anunciado pelo profeta Isaias. Agora, esta geraçãoperguta-lhe: “Por que batizas pois, se tu não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta”? Todavia, o que João fazia naquele dia estava de acordo com o que foi previsto e prometido no Conselho de Deus, revelado na Palavra profética. 
Na minha pregação: “A sinalética de Deus”, tentei explicar ao povo de Deusque os sinais de trânsito, tal como o agente regulador, não estão lá para nos complicar a vida; mas sim, para interpretar o código de estrada; para iluminar o entendimento do condutor e outros utentes desta via, e facilitar a circulação. Tal é a missão dos enviados de Deus e que o Senhor pôs como sentinelas ao longo do caminho que conduz à gloria. É pois de extrema necessidade que Deus nos envia os homens por Ele escolhido; e tendo recebido a unção do Verdadeiro, para nos interpretar o Conselho de Deus e o “código divino” porque, a Bíblia é um “oráculo selado”; uma parábola… um mistério que só, aquele que tem o pensamento de Deus pode penetrar (1Cor.2:6-16)
É por essa razão que a obra de Deus não admite interferência do pensamento (inteligência) humano ou teológico, porque, nenhum homem pode ajudar Deus na realização dos Seus decretos.
         E… neste caminho que conduz à salivação, e à glória passa obrigatoriamente por Jesus Cristo. Porque, o maior problema da humanidade era o pecado que separava o homem de Deus e levava à morte certa. Era mais do que evidente que, apesar das suas crenças ou boa fé, o homem carecia de um Redentor capaz de resgatar o homem – crente do pecado e pagar o preço exigido pela sua libertação. Pelo que, no seu testemunho, todos os profetas do Antigo Testamento indicava uma única direcção: aquele que conduzia Àquele que a Escritura designava como o Silo, o Redentor, Salvador ou Messias, O “Profeta”. E, foi assim até que João Baptista veio e molnstrou ao povo o objecvtvio principal de Deus: O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É aqui onde finda a primeira aliança. E, todos os que vieram depois de João, verdadeiramente enviados por Deus, converteram os corações dos homens à Jesus Cristo. Pois, nEle Deus congrega todas as coisas: as que estão em cima no céu, na terra e mais baixo do que a terra.
Hoje porém, quero despertar a atenção sobre isso: para compreender e melhor discernir a hora em que vivemos (na véspera da segunda vinda do Cristo), convém absolutamente compreender o que se passou aquando da Sua primeira vinda. Porque, não há nada de novo debaixo do céu! O que foi será e Deus traz de volta as coisas passadas. Infelizmente… ninguém se lembra do que é antigo (Ecl.1 :9,10 e 3 :15).
É bem notório que nós (a Igreja) aguardamos a segunda vinda do Cristo na condiçao do Esposo para o arrebatamento. Ora, esta vinda não é nenhuma novidade! Pois, nos séculos que nos antecederam, tal coisa já aconteceu. No fim da primeira aliança, Ele veio aos que eram Seus… veio para um povo (Israel) que aguardava também por Ele, tal como nós hoje em dia. Mas, quantos O reconheceram e creram no que foi anunciado?
Ora, pela influencia do mundo e da sua filosofia, a  Igreja esqueceu-se da sua condução de “Esposa” que implica a sujeição na vontade e no domínio do Esposo. E, tal uma mulher mundana que clama pela sua condição de emancipada e de igualdade com o homem, a Igreja das nações no fim do tempo libertou-se também do jugo do Cristo, e começou à andar segundo os seus próprios caminhos; ensinando as suas próprias doutrinas. É este estado de espírito ou de alma que gerou a prostituiçåo espiritual revelada hoje no nosso meio. Ora, a natureza nos ensina que aquele que se prostitue, o faz a noite. Essa é a escuridão que caracteriza a noite profética, para os entendidos.
E, o apóstolo Pedro desperta a nossa atenção sobre a importância da Palavra profética que é uma espécie de lâmpada (luz) que brilha no meio da noite (2Pe.1:19) dizendo:  “e vocês farão bem se a ela prestarem atenção”. Pelo que, uma igreja … um adorador que não presta atenção na Palavra profética e no seu desenrolamento faz mal à sua própria alma. Pois, como poderá tal alma escapar da sedução, e depois da corrução? Segundo o que está escrito: “Não havendo profecia, o povo se corrompe, mas o que guarda a Lei esse é bem-aventurado”(Prov.29:18).
Por que motivo? Pois, o próprio Deus vela sobre a Sua Palavra para a cumprir. Ele prediz essas coisas no dia do anuncio; também virá executar e realizar o Seus decretos e propósitos no dia do cumprimento, pelo homem do Seu Conselho (Is.46:9-11). Pelo que, à cada vez que se cumpra uma promessa profética, nós vivemos O DIA DA VISITAÇÃO DIVINA. Porque, o próprio Deus é Executor da Sua própria Palavra. À bom entendedor, salvação ! Eis aqui, os tempos de refrigério da parte (ou pela presença) do Senhor. É só daquela maneira que seremos todos ensinados por Deus numa determinada geração.
E, o que fez com que Israel não reconhecesse o seu Messias no dia da visitação? Por não ter conseguido interpretar a linguagem de Deus ou codigo divino que caracterizava o discurso dos profetas… por não ter compreendido o oráculo selado na Palavra profética. Razão pela qual corromperam os seus caminhos.
Os profetas profetizaram até Malaquias. E, na brecha que separa Malaquias de João Baptista, os sacerdotes judeus e outros chefes religiosos de Israel começaram à interpretar a Lei e os profetas, segundo a sua própria compreensão; sendo privados do entendimento de Deus por falta de unção. Porque, ninguém pode conhecer o pensamento de Deus para o instruir, se o próprio Deus não o capacitar. E, segundo Mat.11:25-27, há no nosso meio três pessoas que possuem o conhecimento da Palavra de Deus num  determinado momento… num tempo marcado: Deus, Jesus Cristo e o homem que foi divinamente revelado para falar da parte de Deus. Amem! Assim creio eu.
Prestando atenção na Palavra profética, podemos constatar que Deus deu todos os detalhes no que diz respeito o Messias: Seu nascimento de uma virgem; Belém, o seu local de nascimento; Seu ministério, assim como os sinais que o seguiriam; Sua morte por traição e Sua sepulturaa no meio dos ricos; Sua resureição, assim que a gloria que havia de seguir… Contudo, Israel não O reconheceu. Porque ? Porque antes da vinda do Cristo, havia uma promessa bíblica ou profética que devia servir de ponte… de ligação entre o Velho Testamento e o Messias: é o ministério do que clama no deserto! Pelo que, rejeitando aquela promessa, assim como o testemunho que a caracterizava: o BAPTISMO DE ÁGUA PARA O ARREPENDIMENTO, Israel invalidou contra si mesmo o Conselho de Deus (Lc.7:29,30).
Sim, entre o Antigo Testamento e a vinda do Messias em Israel, se intercala a promessa de Is.40:3-5. Voz do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor; endiretai no ermo vereda a nosso Deus”. Esta era sim, a missão daquela “voz”: “Preparar UM caminho para o Senhor; e endiretar UMA vereda a nosso Deus.
Ora, aquela “voz” representa um ministério. E, de acordo com o Plano de Deus, é só depois daquele ministério que a gloria de Deus havia de ser manifestada, e que toda a carne iria ver o “Deus incarnado”; Emanuel: o Deus que se fez homem para habitar no meio do Seu povo (Jo.1:14,15).
E o que fez com que Israel não reconheceu esse ministério? Por falta de discernimento dos sinais que o caracterizava; e também e sobretudo, por causa da aparência do homem que Deus utilizou para esta gloriosa missão. Vejamos… ao prometer a Abraão a libertação da sua semente no Egipto, Deus nunca disse que enviaria um homem chamado “Moisés”. E, falando do anjo que havia de vir para preparar a Sua vinda, Ele não disse que se chamaria “João Baptista”. Pelo que, Israel julgando o instrumento de Deus pela sua fraca aparência, rejeitou também o Conselho de Deus que se cumpria pelo seu ministério.
“Por que batizas pois, se tu não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta”? A pregação desse homem de Deus atrapalhava toda a ordem religiosa estabelecida e reconhecida do seu tempo. Os homens de condição humilde: publicanos e gente de má reputação (os vales) aceitaram a fé, creram naquela pregação e no seu baptismo, justificaram à Deus e foram exltados; enquanto os montes e outeiros: fariseus, doutores da Lei e outros dignitários religiosos como não, recusaram a mensagem do arrependimento que os humilhava e rejeitaram esse baptismo; pelo que Deus os rejeitou também. É justamente essa mensagem de arrependimento que preparava um caminho para o Senhor, uma vereda para o nosso Deus. Não se tratava de uma estrada asfaltada que conduziria à Jerusalém, mas sim de um caminho aberto nos corações daqueles que foram preparados para receber Jesus Cristo, assim como a fé que conduz a salvação.
 É precisamente essa mensagem do arrependimento que constituía a ponte entre o Antigo Testamento e o Novo e conduzia no Reino dos Céus. Foi assim que, logo depois deste ministério, Deus foi manifestado em Jesus Cristo, e toda carne pude ver Aquele em que a divindade habitava corporalmente na Sua plenitude. Como a coisa é perfeita!
         E, os que receberam e creram na mensagem de João (como Filipe e André) se apegaram à Jesus Cristo e tornaram-se discípulos dAquele que é a Palavra de Deus revelada na carne. Entretanto, um grupo permaneceu ligado à João Baptista e, embora este tenha nitidamente afirmado aos seus discípulos: “Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele” (Jo.3:28); nada feito! Um novo grupo religioso  nascera um Israel naquele dia: o de “discípulos de João”. O que foi, é o que será, ee o que foi feiya se fará”. Assistimos assim em todas gerações no surgimento de novos “ismos” ligados aos nomes e pessoas de servos de Deus.
         Ora, falando deste mesmo João Baptista, o Senhor Jesus referiu-se na promessa de Mal.4:5,6 para afirmar que, este (João) era o Elias que havia de vir e que já veio “para restabelecer todas as coisas”; convertendo os corações dos pais aos filhos (Mat,11:13,14; 17:11-13), confirmando assim o que foi dito à Zacarias pelo anjo do Senhor.
         Ao dizer: “Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir”. Aquele que recebeu de Deus a sabedoria que tem entendimento, confirmará o nosso testemunho como que, João Baptista era a porta obrigatória que conduzia à graça e à Verdade que haviam de vir por Cristo Jesus (Jo.1:17). Compreenderá ainda que, João Baptista não foi uma “incarnação” do Elias, mas sim, aquele que, tendo andando no “mesmo espírito”, ele tivera recebido de Deus um ministério idêntico (pelas mesmas características), para restaurar (em Israel pois) a fé em Deus pela MENSAGEM DO ARREPENDIMENTO QUE ESTABELECIA A FÉ EM JESUS. Jésus de Nazaré, O Cristo, pelo Qual Deus reconciliava o mundo consigo mesmo. Podem notar que boi exactamente isso que Elias fez no Carmelo: o objectivo principal da sua pregação foi de apresentar o Senhor à Israel: “Israel, aqui está o Senhor, teu Deus”! Tal como João apresentará Jesus dizendo: “Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ora, o Cordeiro saiu de Deus, existia em forma de Deus; porém, era o próprio Deus. Aleluia! (Fil.2:5-8; Apoc.5:1, 5, 13 e Jo.1:1,2 14).
Foi por isso que Jesus afirmou que, todos os que rejeitaram, não a pessoa, mas sim o testemunho e o baptismo de João, invalidaram contra si mesmos o Conselho de Deus. E, vou insistindo nisso sobre esta verdade: não é a pessoa ou a figura de João que era importante na realização do Plano de Salvação. Não, porque a Palavra afirma de João(o enviado de Deus)que: “Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunho da luz” (Jo.1:6,7). Pelo que, é o seu ministério e seu testemunho que representam a passagem obrigatória rumo a salvação; não elepróprio.
Considerem agora uma coisa: João Baptista acaba o seu testemunho, Jesus Cristo é revelado e manifestado, pois que? A obra de Deus terminaria ali? De jeito nenhum! Jesus disse claramente: “Desde tempos de João Baptista, o reino de Deus é anunciado”. Ora, para entrar neste Reino, é preciso passar pelo arrependimento; se converter dos seus maus caminhos e crer em Jesus Cristo, Único Autor da Salvação. Pelo que, levantou-se bem depois de João Baptista (e insisto sobre esta coisa) um outro ministério: O dos apóstolos. E, qual foi o elemento-chave da mensagem apostólica pela doutrina de Deus? Não foi o Arrependimento? Quero agora perguntar à esta geração: com que autoridade os apóstolos pregavam a mensagem do arrependimento? De Deus ou por imitação do ministério de João Baptista e do seu discurso? O ministério apostólico era apenas um plagia do de João? De modo nenhum!
Ora bem, ficou claro aqui que estamos em presença de dois ministérios totalmente diferentes; porém, anunciando uma mensagem idêntica em muitos aspectos. Contudo, a mensagem de João e dos seus discípulos se limitava somente no baptismo de água; enquanto o testemunho dos apóstolos de Jesus conduzia ao Espírito Santo que Deus dava ao crente como selo da redenção; à todos que Lhe obedeciam pela fé revelada em Jesus Cristo (Jo.3:16; 17:3). E, é pelo Espírito Santo que os remidos eram ensinados e conduzidos em toda Verdade, segundo a promessa de Jo. 14:26 e 16:13-15.
Se hoje, no último tempo, os branhamistas se limitam tão-somente ao que esse homem de Deus disse ao seu tempo, isso não me maravilha que eles não crêem, nem aceitam que o Espírito Santo possa agir ainda nos nossos dias, para nos conduzir em Toda a Verdade de Deus e nos revelar essas coisas que Deus reservou somente para aqueles que O amam. Eles olham para nós surpreendidos: donde receberam a revelação dessas coisas que anunciais? Com que autoridade ensinai-vos a mensagem do ultimo tempo? Alguns afirmam: é um branhamista (reformado ou moderado). Não, não, não! Atentai em como é patente a similitude entre as duas épocas !
Ora, todos os que ficaram maravilhados, na época, com a doutrina dos apóstolos (sobretudo pelo factos que esses eram homens do povo, sem nenhuma formação ou instrução teológica) reconheceram que a sua confiança, ousadia e liberdade, devia-se ao facto destes ter estado com Jesus (Act.4:13). Porém, hoje, nós temos mais conhecimento que os judeus na época. Nós sabemos que o ministério apostólico e o ministério do Espírito Santo são perfeitamente UM e UM SÓ. Sabemos que os actos dos apóstolos (muito depois da partida de “Elias” da primeira vinda de Cristo) são na realidade os actos do Espírito Santo que foi dado do céu para lhes revelar essas coisas… para dar-lhes o poder de ser testemunhas de Jesus Cristo (Act.1:8).
O Espírito Santo no começo… o mesmo Espírito Santo no fim! A Verdade de Deus é flagrante! Pelo que, Paulo é categórico: “A nossa capacidade vem de Deus. Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito” (2Cor.6:5,6).
Hoje, estamos na véspera da segunda vinda de Cristo. E que foi é o que será. No fim das eras, uma grande apostasia se instala na terra. E, tal a brecha que separa Malaquias de João Baptista, o Elias ou profeta da restauração; cremos que, de acordo com o que alguns qualificam de “lei do duplo cumprimento”, no que toca algumas profecias bíblicas em seu cumprimento nas duas épocas que separam as duas vindas do Cristo, tem que existir também um ligação ou ponte que deve conduzir os resgatados das nações à Cristo, para o arrebatamento. E, essa espécie de passadeira por analogia ao que aconteceu aquando da primeira vinda de Cristo deve ser um ministério; uma mensagem, não um homem. É aqui onde aparece a mensagem da restauração na fé primitiva que deve converter os corações dos filhos na fé dos pais.           
         Todos os pregadores da nova aliança apregoaram o Reino dos céus e anunciaram a segunda vinda do Cristo. No fim dos tempos, e de acordo com o mistério dos sete castiçais e das sete estrelas (Apoc.1:20), o ministério do último anjo da igreja tem particularidades similares ao de João Baptista. Pois, tal como Israel, a Igreja corrompeu os seus caminhos. A luz da Verdade foi apagando-se progressivamente, a Igreja mergulhou naquilo que o Senhor Jesus apelida na revelação de Apocalipse de “profundeza de Satanás”. Jesus Cristo, Palavra da Verdade, foi literalmente expulso fora da Igreja. A apostasia ganha terreno e se agrava. E, temos de novo no fim dos tempos: uma chamada para o arrependimento; antes que a porta da graça não se fecha e sagra o fim do “tempo dos gentios” (Apoc.3:19,20).
         O Senhor cedo vem! Ora, está escrito que: É necessário que permaneça no céu Aquele que nos foi destinado, à saber Jesus (não um profeta) até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas (Act.3:20,21).
         Razão pela qual, acreditamos que “a mensagem da restauração” é o caminho santo e obrigado que conduz a Esposa ao encontro do Esposo. E isso, independentemente do instrumento que proclama essa mensagem.
Todo aquele que medita a escritura de Apoc.3 :20 pelo poder do Espírito Santo, atesta que é no dia do anjo da Igreja de Laodiceia que a verdadeira doutrina ou Palavra bate de novo à porta da igreja e traz de volta os eleitos que A recebe na comunhão da mesa do Senhor. Aqui está a razão fundamental que nos leva à crer que o anjo de Laodiceia (pouco importa o nome pelo qual será identifica no dia em que esta promessa se cumprir – isso é de menor importância para nós) seria o precursor da obra da restauração de todas as coisas que foi anunciado pela beco de todos os profetas de Deus. Promessa que se cumpriu indiscutivelmente neste último tempo em que vivemos.
Mas, como no caso de João Baptista, não acreditamos que ele deu por concluída a obra de Deus. Cremos portanto que, é à partir daquele ministério que a mensagem da restauração é anunciada na terra por analogia à Mat.11:12. E, como no caso do anuncio do Reino, feita pela primeira vez antes da vinda do Cristo por João Baptista; a promessa da restauração que caracteriza a mensagem do último tempo, não é uma “marca registada” ou “herança” de um grupo de discípulos; mas, pertence sim à todos esses “violentos”: os que usam também de força para se apoderar dela,pela fé na obra que Deus está à cumprir no nosso meio neste último tempo.
Na semelhança do que aconteceu com a primeira vinda do Cristo, pela mensagem da restauração: os caminhos que foram pervertidos são de novo endireitados; as ruínas antigas são de novo reedificadas; as brechas são reparadas. Pela mensagem da restauração; os famosos, célebres e arrogantes pregadores mas que, na realidade, são falatórios profanos e blasfemadores, pregadores sedentos de lucro e de poder e que se apascentam a si mesmo serão novamente humilhados. Então será revelada a Pedra Principal no meio de aclamações dos eleitos: Graça, graça à ela! Então se cumprirá o que foi dito pelo profeta Zacarias (Zac.4:6-10), e cuja confirmação temos em Act.3:19-21. E, esta obra há-de se cumprir nem pela força, nem pelo poder, mas pelo Espírito Santo, segundo o que está escrito. Bem-aventurados sois se entendeis essas coisas.
Pelo que no último tempo, na brecha que separa o ministério do “anjo” ou mensageiro de Laodiceia da vinda do Cristo, se levanta um ministério idêntico ao dos apóstolos. Agora… esses filhos de profetas que profetizam no último tempo em cumprimento da profecia de Joel 2:28, fazem isso por imitação do ministério do anjo de Laodiceia? De modo nenhum!
É agora que a compreensão da parábola das dez virgens ilumina, e de que maneira, o nosso entendimento, para dissipar as duvidas que subsistem ainda no entendimento do Conselho de Deus no que toca o seu desenrolamento e realização no fim da dispensação da Igreja das nações; enquanto essa se prepara para as festas das bodas (Mat.25:1-6). No versículo 1, podemos discernir nitidamente um ministério em acção que traz consigo a revelação do Esposo no tempo da tarde, e converte os corações dos eleitos ao seu Senhor. Pois que? Essas igrejas que tem a vocação de Esposa (as virgens) se separam do mundo para ir ao encontro do Esposo. Mas, no meio da caminhada, a noite que caracteriza a apostasia generalizada que cai sobre a terra, segundo a profecia de Is.60:2, surpreende-las e todas elas adormecem. Ora, aquele que medita com atenção essa mesma profecia de Is.60, poderá notar a nítida chamada de Deus que se faz ouvir no primeiro versículo. Um clamor para despertar o eleito do sono… um apelo com vista a receber essa luz que vem somente para esse povo de Deus. Notaram isso? Enquanto tudo mergulha na escuridão e trevas, uma luz particular é enviada para iluminar o povo de Deus à quem a gloria de Deus foi manifestada. Ora, segundo a escritura, essa luz que brilha nas trevas não é nada mais que: o resplendor do Evangelho da glória do Cristo que é a Imagem de Deus; o brilho do conhecimento da Verdade (2Cor.4:4,6). Quem pode nos convencer do erro? Não tentem interpretar a Palavra! Ela interpreta-se sozinha no entendimento dos que receberam o Espírito de Deus. 
         É essa profecia de Isaías 60:1,2 que Jesus confirma na parábola das dez virgens em Mat.25:6 : Mas à meia-noite ouviu-se UM CLAMOR. O que está à acontecer? Ai vem o Esposo, sai-Lhe ao encontro! É uma mensagem de Deus, vejamos! Não posso acreditar que o príncipe deste século tenha cegado a vossa inteligência ao ponto de não ver tal coisa. Neste caso, estaremos à lidar claramente com a operação do erro pelo endurecimento.
Considerai agora de perto essa verdade e vereis que, este apelo de Deus ou mensagem como bem quereis o apelidar, é idêntica à revelação do Esposo que conduziu as virgens até este ponto onde adormeceram. Considerai a similitude com o que aconteceu na primeira vinda de Jesus: João, como precursor, e mais tarde os apóstolos, anunciaram todos a mesma mensagem; mas, em tempos diferentes, segundo as medidas da graça divina diferentes, e em cumprimento de promessas proféticas diferentes. Isso é uma analogia com o que acontece com a Igreja das nações, no fim da dispensação. Existe sim, dois momentos proféticos diferentes que nos traz a revelação do Esposo no fim dos tempos: o primeiro acontece no tempo da tarde e, o segundo NO MEIO DA NOITE. Que pode entender entenda!
A Palavra da promessa diz: “As mãos de Zorobabel fundaram esta casa e suas mãos a acabaram”. Esta casa espiritual representa a Igreja do Deus vivo. No começo, o fundamento foi posto pelo ministério apostólico, não por João Baptista. Esse alçou e edificou o altar da nova aliança, sobre o qual o Cordeiro de Deus foi oferecido em sacrifício perfeito. Este é o holocausto da manhã. Ora, segundo a Lei, existe também um holocausto da tarde. Lembrai-vos disso? Pois é justamente essa oferenda da tarde no duplo cumprimento da profecia de Mal.4:6 que havia e já “converteu os corações dos filhos aos pais”. (Acerca dessas coisas falei abundantemente na minha pregação: “A obra de Deus no último tempo” no capítulo: Malaquias 4:6: Uma profecia mal interpretada). Considerai que a profecia disse: “… e as suas mãos a acabarão”.
Agora, se admitis que isto é uma profecia divina, cuidem que no fim do tempo, pouco antes da porta do tempo da graça se fechar, o Senhor há-de suscitar um ministério idêntico ao ministério apostólico da era primitiva, e que, pela doutrina apostólica que caracterizará a sua pregação: completará a obra de edificação da Igreja na UNIDADE DA FÉ e NO CONHECIMENTO PERFEITO. “As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; elas mesmas a acabarão. Eis aqui a obra de Deus no último tempo; como confirma a profecia: para que saibais que o Senhor dos Exercítos quem me enviou à vós”. Amem!
Isto não é branhamismo. Nao, meus senhores ! Esta confusão só reina naqueles cujo entendimento nunca foi iluminado. A mensagem da Palavra de Deus nunca mudou e não pode mudar. Ora, de mesmo modo que o ministério dos apóstolos não procedeu ou derivou de João; pois, o que aconteceu em Efésio (Act.10:1-4) prova claramente que os discípulos de João imobilizaram-se no tempo e estavam nitidamente à passar ao lado da promessa do dia; assim protestamos também hoje que, embora existisse uma incontestável similitude entre a nossa pregação e a “famosa mensagem do tempo da tarde”, não se trata aqui de uma imitação de quem quer que seja. Nós vos anunciamos o Conselho de Deus segundo a promessa da hora em que vivemos presentemente.
A mensagem do último tempo não é um dogma, mas sim a Verdade de Deus revelada nesta última hora que caracteriza o último tempo para a dispensaçao da Igreja. Pelo que, repito: isso não é branhamismo!
William Branham reconhece na sua pregação essa Verdade que nós vos anunciamos hoje. Pelo que, podemos visivelmente notar na sua pregação relacionada com as eras da Igreja representada numa pirâmide, uma brecha entre o fim da era de Laodiceia e a Pedra de esquina que representa o advento do Senhor. Nesta brecha, ele escreve “Espírito Santo”. Dando assim testemunho que, é o ministério do Espírito Santo e não o do anjo – mensageiro de Laodiceia que conduz a Esposa na sala de bodas; unindo assim o corpo, nAquele que é o Cabeça. Quem pode entender entenda!    
         E quando me deparo com pessoas que passam toda sua vida à vasculhar minuciosamente nas palavras de Branham, e chegam a reconhecer a promessa da luz da tarde (Zac.14:7), ao mesmo tempo que negam de reconhecer a outra promessa da luz no meio da noite (Is.60:1,2), isso prova que tais pessoas são mal instruídas nas coisas que dizem respeito o Reino dos céus. Porque, eles têm olhos para ver mas não vêem; ouvidos para ouvir mas não ouvem; nem entendem. Essa é, para mim, a única explicação bíblica que justifica o seu zelo amargo contra o meu testemunho no campo missionário (tal como o judeus o faziam contra Paulo na época).
         E, perguntam-nos : com que autoridade ensina essas coisas? És quem nessa era, um profeta maior ou menor ? Somos acusados e olhados como plagiários. Sim, bem o somos; mas de CRISTO. Não somos branhamistas; somos cristãos. Herdeiros das promessas ;profeticas que Deus cumpra pela Sua Palabra neste último tempo. E, se quereis o compreender, essa é a voz que clama no meio da noite: O Esposo vem! Sai-Lhe ao encontro!

Que Deus vos dê a inteligência para compreender essas coisas; e iluminar os olhos do vosso entendimento sobre o Seu Conselho.