A ÚLTIMA BATALHA DE SANSÃO
(Juí.16: 23-30)

 

“Todavia o cabelo da sua cabeça, logo que foi rapado, começou a crescer de novo”.
Quem faz crescer o cabelo, senão o próprio Deus? O CABELO DE SANSÃO CRESCEU de novo. Esta é a revelação da fidelidade de Deus na Sua aliança com os homens da sua vontade. DEUS É FIEL, e a infidelidade de alguns não pode anular a fidelidade de Deus.
A fraqueza de Sansão, assim como sua paixão para as mulheres alheias era notória (Juí.14:1-3; 16:1,4). Mas, aquele dia… quando lhe cresceu de novo o cabelo, o Espírito de Deus voltou em Sansão. Tendo perdido os olhos da carne pelos quais operava a concupiscência, o nazireu já não estava interessado na aparente e exterior beleza dessas mulheres. E... quando o brilho do mundo se apaga perante a divina luz, então opera de novo o discernimento.
Sim! O cabelo de Sansão cresceu de novo, e com ele… o discernimento da vontade de Deus. Sansão se humilhou perante Deus e orou. Ele pediu a Deus a força para vencer os filisteus. Ora, no combate espiritual, a vitória que vence o mundo é a nossa fé. Entendemos pois que: com o crescimento do seu cabelo, a fé de Sansão em Deus foi restaurada.
E… aquele dia, Sansão acreditou de novo que podia vencer os filisteus. Não porque os músculos deles se desenvolver por tanto girar o moinho no cárcere; mas sim porque o cabelo estava de novo sobre a sua cabeça. Este era o sinal da aliança.  
Se os príncipes dos filisteus o soubesse! Não lhe foi revelado aquele dia que o segredo da força do Nazireu estava na sua aliança com Deus e que esta aliança foi selada pelas sete tranças do cabelo da sua cabeça? Mas, naquele dia do fim, eles se congregaram e chamaram Sansão para os divertir. (Tal como os príncipes deste mundo fazem, quando convidam as igrejas e seus coros para os alegrarem nas suas festas pagãs, enquanto vão se embriagando e se prostituindo, e na loucura da sua altivez, se zombam de Deus).
Naquele dia, eles se zombavam de Sansão. Talvez olhavam pelos músculos deles: “o coitado emagreceu na cadeia e tornou-se inofensivo…”. Porém, o sinal da aliança na era os músculos, mas sim o cabelo. E, pouco importa o seu estado físico, ao se dirigir e posicionar entre as duas colunas para a batalha final, Sansão se lembrou daquilo que ouviu desde o princípio. Ele tinha a certeza que Deus estava lá naquele dia… por causa do cabelo sobre a sua cabeça. Este era o sinal da aliança com o nazireu para o seu ministério.
Ele se apresentou no meio daqueles poderosos príncipes, enfraquecido e cego. E, seus inimigos jubilavam: Éle é cego não pode mais fazer nada contra nós… nem sequer pode nos ver…”. Mais uma vez quero que os filhos de Deus entendam que o sinal da aliança não estava nos olhos de Sansão, mas sim, a aliança de Deus foi firmada, desde o começo NO CABELO DA SUA CABEÇA.
O fim de cativeiro estava próximo, e a vitória final também; para o povo de Deus. Eles (os filisteus) clamavam… se regozijavam de terem vencidos Deus e Seu ungido… até que a repentina ruína lhes surpreendeu à todos.
O que foi é o que será, Deus torna à trazer as mesmas coisas. Todavia nos homens de uma determinada geração, não há lembrança para as coisas passadas.
Ecl.1:10,11: “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das gerações passadas; nem das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas”.
Temos aqui uma figura do TEMPO DA RESTAURAÇÃO do povo de Deus na aliança ora quebrada. Pois hoje, o Espírito de Deus foi de novo derramado sobre os filhos da promessa, como na era primitiva. (Temos essa figura no fim da era de Laodiceia, quando Jesus Cristo, a Palavra que estava com Deus e que era Deus, vem de novo bater a porta da igreja – Apoc.3:20).
No cárcere onde se encontrava, o cabelo de Sansão cresceu de novo… No cativeiro babilónico em que nos encontrávamos todos, Deus renovo a aliança com os Seus eleitos e deu-lhes a Sua Palavra
 Hoje, os filhos da promessa perderam interesse pelas religiões ricas e pelas igrejas formosas. A única coisa que importa para eles é: a Palavra de Deus e o cumprimento da Sua vontade na vida deles. Para poder se libertar dos laços da iniquidade e vencer o combate da fé.
O Deus que fez a promessa, derramou o Espírito da promessa sobre os filhos da promessa para que recebam e acreditam na Palavra da Promessa.
Act.3:19-21: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, e envie ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, ao qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio”.

Hoje, o mundo e seus príncipes se zombam da Palavra de Deus e dos que O adoram ainda na Verdade. Da festa organizada pelos príncipes filisteus no templo de seu deus, temos uma figura do triunfo do mal em que os inimigos da Verdade se alegram bastante de a ver tropeçar publicamente. É a apostasia generalizada. Todavia, tal como no tempo de Sansão ninguém se lembrou (mesmo vendo o cabelo) da Palavra que selava a aliança do nazireu com Deus, hoje também ninguém se lembra da promessa de restauração de todas as coisas feita pelo próprio Senhor, na boca de todos os Seus santos profetas desde o princípio.
 A verdadeira igreja é encarada como uma “seita” desprezível, com ideologias caducas e retrógradas. Ora, a força da igreja não está no poder financeiro, intelectual ou do património que a denominação possui; mas sim, na presença do Senhor no meio dela. E, a nossa aliança com Deus não está nos edifícios que nos construímos, na quantidade de sacerdotes superiormente formados, nas representações e número de crentes espalhados pelo mundo, mas sim na Palavra que Deus falou desde o princípio.
E, neste tempo de restauração de todas as coisas em que os eleitos se arrependem do dogmatismo religioso e se convertem de novo à Deus pela fé na Sua Palavra. Deus enviou-nos tempos de refrigério para a restituição das nossas forças com vista a batalha e vitória final. E, sabemos que Deus está no nosso meio, não porque à nossa organização religiosa cresce em número e em bens, mas porque as verdadeiras Palavras de Deus (o Evangelho do Reino) é de novo anunciado no nosso meio. Pois, se para Sansão o sinal foi o cabelo, para nós o selo da aliança é a Palavra… a Palavra que Deus falou desde o princípio!
Embora alguns sejam infiéis, Deus na Sua fidelidade cumprirá a promessa da restauração. Pois, Ele é fiel e não pode negar-se a Si mesmo.
Os habitantes da terra e seus reis, embriagados com o vinho da prostituição da grande babilónia podem se zombar… clamar: “Paz e Segurança”. O que eles não sabem é que a ruína se aproxima… uma ruína repentina como aquele que surpreendeu os filisteus e seus príncipes.
Ninguém se zomba de Deus!

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