A VERDADEIRA E A FALSA PIEDADE

        Se bem que vivemos nesta mesma carne comum à todos os mortais, não andemos contudo segundo a carne. Nossa mundança de vida sendo caracterizada pela uma renovação de entendimento (ou de intelingência) que determina a nossa transformação. Deixamos de ser sujeitos às mesmas paixões e concupiscencias. Muito mais, a nova vida que adquirimos sendo gerados em Cristo para as boas obras, produz em nós uma nova paixão, diferente daquela que nos animava até então. Por isso, enquanto esta igreja do mundo se apaixona das coisas da terra; nós buscamos essas coisas que estão no céu; invisíveis e eternas, nas quais se dedica a nossa firme esperança e confiança. Olhando por essas coisas pela fé corno se fossem visíveis para nós. Isto porque, doravante, nós nos consideramos como cidadãos desses céus onde se encontra o nosso tesouro: escondido em Cristo que é a maior benção que Deus jamais concedeu aos homens que tanto amou.                                                Nossa vida não deixa contudo de ser vivida normalemente. Sabendo que somos rodeados por uma multidão de testemunhas, rejeitamos as coisas vergonhosas que se fazem em segredo. Não querendo escandalizar ninguém. Seja nas nossas famílias, nos bairros, empregos, vizinhança, etc. não queremos nos marginalizar. Pelo contrário, queremos viver: sóbrios, modestos e honestos diante do orgulho da vida que se desenvolve ao ritmo de ventos e sopros, e outras modas produzidas pela sociedade em que vivemos, e que engana, seduz ou corrompe o incrédulo.                                                                         Enquanto tudo nos é permitido, escolhemos no nosso estilo de vida, o que nos é útil; pois, tudo não edifica. Não desejamos, nem cobiçamos nada deste mundo. Sabendo que nós somos o sal desta terra que há muito, já perdeu seu sabor. A luz deste mundo que mergulha em trevas cada vez mais densas. Tudo fizemos assim para agradar à Deus diante do qual fala nossas consciências puras, sempre que fizemos o que for verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e digno de louvor (Rom. 12:1,2; Fil.4:8). Isto, para que, quando o momento chegar, não sejamos reprovados diante dele. Mas sim, que a nossa fé seja achada em louvor, honra e glória no grande dia da Sua vinda e de ajustes de contas.                                                                                     Negamos de viver na hipocrisia só para agradar à homem; mas sim à Ele e Ele só. Fazendo o que for justo, mesmo onde o olho e ouvido do homem não nos pode seguir, nem controlar ou julgar nossos actos. Estando conscientes de que, fomos feitos em Cristo nova criação regenerada pela semente incorruptível da Sua Palavra, afim de servir à louvor da Sua glória, andemos na integridade. Andemos com Ele.                                                                                       E, nas nossas fraquezas (pois, a natureza carnal cobiçando contra o Espírito, a fraqueza também faz parte das nossas vidas), o Deus da misericordia tem compaixão de nós, quando tropeçamos na nossa corrida rumo à glória. Pois, sendo Ele mesmo tentado em tudo, nos dias da Sua carne, Ele pode socorrer todos os Seus. Alcançamos dele, não somente a consolação, mas também e sobretudo esse perdão paterno e amigável; que ultrapassa todo entendimento humano. Porque este Grande e Temível Deus tem também a Sua fraqueza: apesar de ser OMNISCIENTE, ELE NUNCA SE LEMBRA DAS NOSSAS TRANSGRESSÕES (Heb. 10:17). Tomaremos pois a graça como incentivo para o pecado deliberado? Nem pensar! A Sua graça é para nós fonte de salvação. E velamos para essa salvação com temor e tremor. Porque, bem soubemos que Ele é também um fogo consumidor.                                        Ó, profundeza da misericórdia divina! Sua bondade é tão elevada quanto os céus. E, Sua fidelidade estabelecida sobre fundamentos eternos. Ele nos levanta das nossas quedas; nos anima e fortifica para prosseguirmos até ao alvo. Nossos erros do passado, longe de constituir para nós um peso sobre a consciência, tornam-se lições para o futuro. Não nos condenamos nós mesmos e Deus também não. E, mora nosso próprio coração nos condena, Deus na Sua compaixão nos justifica (1Jo.3.20,21). Muito mais, Ele não aceita de ninguém, uma acusação intentada contra nós (Rom.8:33). Porque, Cristo morreu para nós. Eis a razão que faz com que, Deus nos declara justo para todo sempre. Nunca se arrependerá! Quem pode nos convencer do pecado enquanto fizermos a Sua vontade, embora que isso não agrada à homens?                         Que significado terá para nós uma vida de convento corno que fugindo do pecado? Pois Deus nos deu um ministério de reconciliação como embaixadores Seus neste mundo do pecado. Pelo que, vinvendo no meio dos pecadores, demos-lhes as nossas vidas em exemplo. Necessitaremos ainda de alguns sacrifícios, penitências, jejuns repetitivos num culto voluntário do corpo... como se esses fossem os caminhos por excelência para nos aproximarmos mais perto da santidade de Deus? Eis que: “O Verbo se fez carne e... vimos a Sua glória... cheio de graça e de verdade”.                                     O que significaria isso para nós? “Cheio de graça”, isto quer dizer que, nós temos a salvação só pela misericórdia de Deus que nos concedeu Seu perdão como um favor. O que afasta de nós todo hipótese dum mérito individual ou pessoal. Para que nenhuma carne se glorie diante de Deus. È esta Palavra cheia de graça que anunciamos hoje, e que constitue o alicerce da nossa fé. Deus suscitou-nos um SUBSTITUTO! Eis aqui o sacrifício perfeito que tira o pecado. Ora, se ébem verdade que somos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo feita uma vez por toda, e com esse único sacrifício aperfeicoados para sempre, não há mais necessidade de quaisquer sacrifícios para a remissão desse pecado cujo perdão nos foi concedido na cruz (Heb. 10:1-18). Este é o Evangelho “cheio de verdade” que anunciamos e pela qual – VERDADE – somos santificados diante de Deus (Jo. 17:17). Ao detrimento dessas falsas religiões que – no nosso meio – fazem da salvação um negócio mal dissimulado num evangelho de “prosperidade” e “vida abundante” que, só pode enganar ou seduzir aqueles que não tem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir. Os falsos adoradores das denominações religiosas que, tendo-se inspirados da organização-mãe, procuraram “fabricar” para seus seguidores e adeptos um modelo de “santidade” e de “humildade” totalmente baseadas nos mandamentos e preceitos humanos concebidos e impostos pelas suas religiões, tais como: Não toques nisso... Não proves aquilo!...” etc.                                               Além do facto já provado que estes preceitos – como nos ensina o apóstolo Paulo (Col.2:21-23) – fundamentam-se sobre os rudimentos do mundo; notaremos também, que são coisas que perecem pelo uso ou hábito: “As quais têm na verdade, alguma APARÊNCIA de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a SATISFAÇÃO DA CARNE”. É isto que engana e seduz as almas fracas e inconstantes. Ora, Deus não atenta pelas essas coisas.                                   Sim, a fé depositada nesses sacrifícios do corpo (como obras das suas próprias leis) que se impõem voluntariamente os religiosos cristãos hoje (tal como os judeus ontém), não tem nenhum valor. Pelo contrário, esta falsa fé produz apenas uma aparência de piedade. Para nós, ébem sabido que a santidade que éa natureza divina não se alcança pelo esforço humano, como o ensina a nova era inspirada doocultismo oriental que corrompeu e maculou a igreja. A santidade é sim, uma consequência logica do sacrifício de Jesus na vida de todo aquele que crê. Pois, é nEle que fomos feito participantes na natureza divina. Não pela meditação; a visualização; a auto-afirmação de si mesmo; o yoga; a quarta dimensão... e tanta outras brincadeiras semelhantes àessas. Isto é, nem mais nemmenos: a bruxaria vestida em pele de ovelhas. Acautelai-vos!                                                                 A verdadeira piedade consiste em que: é o próprio Deus que cumpra ou completa em cada um de nós, a obra que Ele iniciou em Cristo. É Ele que produz em nós o querer e o realizar. Se Satanás, diante da tentação triunfa contra a nossa vontade de fugir do mal, Deus tira-nos toda possibilidade de pecar. Entáo: queremos, mas não podemos! E quando Satanás cria em nós a possibilídade do pecado, Deus tira-nos toda vontade de o fazer. Então: podemos, mas não queremos! Alleluia! A Deus seja glória, honra e louvor para sempre! Esta forma de piedade, os hipócritas religiosas não a pode experimentar. Porque eles rejeitam a eficacia ou a força dela: a Palavra de Deus vívificada em nós pelo Espírito que glorifica o Esposo junto da Esposa que somos, e nos transforma de glória em glória na mesma imagem: a do CRISTO. A Palavra que era desde o principio, que se fez carne e que hoje opera em nós. Dando-nos o poder da Sua vida que trabalha nos nossos corpos. Para triunfar da sedução e da tentação; e de todos os artífices e manobras do maligno nos meios da sedução. Esta mesma Palavra que os edificadores das nossas religiões e ‘igrejas” (tais os principais dos judeus na época) rejeitam; apesar da luz da revelação que, para Seus escolhidos, brilha hoje no meio dessa geração má e perversa.                                                                       Esses edificadores substituem a Palavra revelada pelos seus dogmas e ritos, credos e liturgias, etc. frutos das tradições religiosas e outras leis ceremoniais pelas quais essas religiões procuram alcançar a justiça. Porém, a escritura afirma que “nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras”. Eles, pelo contrário, procuram agradar à Deus pelas boas acções. Isto não é o Evangelho da salvação, mas sim ESCUTEIRISMO.                                           Se observando a própria lei de Deus, os que se dedicaram nela não puderam alcançar a justiça de Deus; à quanto mais razão essas leis estabelecidas por esses mesmos que as transgridam depois sem vergonha? Os chefes religiosos que compõem a hierarquia eclesiástica atam também hoje, jugos pesados e os colocam aos ombros dos seus seguidores (estes pobres homens que andam a procura da salvação), enquanto eles mesmos nem com o dedo sequer os mexem.                                                                                   Foi por causa desta falsa piedade que os fariseus, escribas e doutores da lei se fizeram censurar pelo Senhor (Mat.23). Uma profunda meditação à luz do Espírito Santo deste capítulo, nos revela as características desta falsa piedade:                  Ela reconhece-se no evangelho desses pregadores que privam a Palavra de Deus da Sua dupla natureza característica: a GRAÇA e a VERDADE, e que ainda nos nossos dias, edificam sobre mandamentos de homens. Ora, a piedade segundo Deus, é de ser achado diante dele, não com a nossa própria justiça que vem duma lei imposta, mas sim com a justiça que vem pela fé em Jesus Cristo.  Esta última forma de justiça é UM DOM DE DEUS (Fil.3;9).                       Temos à respeito um tipo com Israel no deserto; quando tentaram à Deus e pereceram pelas serpentes (Nu.21:5-9). A morte veio sobre eles como salário do pecado. Deus noSeu grande amor teve misericórdia desses rebeldes. A Palavra da revelação dada à Moisés revelou essa graça: Moisés levantou a serpente de bronze pendurada na estaca. Que liçao podemos tirar disso? A serpente é o tipo do maligno. No bronze temos une representação do julgamento de Deus sobre aquele que detém o poder da morte pelo pecado. A madeira ilustra a maldição para aquele que nela estiver pendurado. Pois que? Sem necessidade de nenhum sacrifício individual, ou esforço da parte daquele que, mordido pela serpente, era condenado a morte; Deus deu gratuitamente a vida aos que obedeceram na palavra da revelação dada à Moisés. É isto que chamamos: a GRAÇA.                                                                               Foi assim que Jesus ilustrou a obra que veio cumprir, quando dizia:                 “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê (isto é, aceita a revelação do plano de salvação pela graça) não pereça, mas tenha a vida eterna”.                                                                                                                                                                                                                    Que diremos pois em relação à essas coisas? Jesus Cristo, substituto do homem – crente, tomou sobre si o agente causador da morte: o pecado do mundo e consequentemente, aquele que reinava por meio dele: Satanás ou a serpente. Ora, sobre este pecado repousava o juízo de Deus. Eis o que significa a serpente de bronze que Moisés levantou no deserto: o juízo de Deus estava, não somente sobre o aguilão da morte (o pecado), mas também sobre Satanás (ilustrado pela serpente) que reinava pela morte. E, é esta serpente de bronze pendurada na madeira que carregou a maldição dos israelitas no deserto; tornando assim a cura e a vida acessível à todos esses que, condenados à morte pelo veneno, aceitaram pela fé a obra de Deus, segundo a revelação dada à Moisés. Receberam pois a vida pela GRAÇA por meio da fé. A graça de Deus foi pois, o fim da lei que trazia a morte pelo pecado reinante.                   E quando Jesus Cristo foi levantado sobre a cruz, sendo feito pecado para nós (como substituto do homem – crente), sobre esta madeira, Ele resgatou-nos da maldição que é segundo a lei (Deut.21 :23). Ele que tomou sobre si a nossa maldição. Mais glorioso ainda (coisa que o homem carnal não consegui ver aquele dia no monte de calvário), sobre a mesma cruz, Ele despojou e expôs publicamente os principados e potestades das trevas. Pela Sua morte, Ele triunfou em si mesmo do maligno, riscando e tirando do meio de nós, a cédula de condenação que era contra nós nas suas ordenanças (Col.2:14,15). Essa é a Verdade que nos foi feita em figura pela serpente de bronze que Moisés levantou no deserto. Sim, a morte foi engodado pela vida (Zoé ou a própria vida de Deus).                                                                             A graça, pois, recaiu sobre mim o crente pela FÉ na obra consumada sobre a cruz de Golgóta. Necessitaria eu pois dalguns sacrifícios a mais, como para me aproximar de Deus? Não! Porque, Ele me reconciliou consigo mesmo fazendo a paz comigo pelo Sangue que derramou para mim. Muito mais, fui crucificado com Ele (tendo Ele tomado o meu lugar). Hoje porém, não vivo eu, mas sim Cristo é quem vive em mim. Vivendo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus. Cri, por isso falei. É essa, a minha piedade! Pela graça, revelada nesta Palavra de Deus que hoje, foi feita carne em mim. Escrita nas tábuas do meu coração.                                                                                                Quero também afirmar neste dia que, as igrejas de denominações são separadas de Cristo e caídas ou privadas da graça; privadas do reino dos céus. Tendo em conta que procuraram a justificação nas obras das suas próprias leis. Se, é possível chegar na santificação pelos jejuns, vigilias de orações e todos esses sacrifícios que os homens se impõem hoje neste sentido, então Cristo morreu em vão. Ó, pregadores sem entendimento! Não só transtorneis o Evangelho de Cristo, mas também o falsificaram e privaram da sua dupla natureza: a graça e a verdade. Arrependei-vos enquanto nos resta ainda um pouco de tempo.                                                                       Ser piedoso, não consiste em mudar de costumes ou de atitudes. Como também, não consiste em mudar de tradições ao ritmo das religiões às quais vos converteis sucessivamente. Ser piedoso, consiste em viver ou experimentar uma nova vida: a vida da Palavra. A vida que o próprio Senhor Jesus Cristo produz no crente pelo poder da Sua vida imortal. A vida que transforma o crente em cristão. Pois, se podemos ter um crente para cada religião à qual se identifica, o cristão, quanto à ele, é aquele que se identifica à Cristo. Ele Lhe pertence, como uma acquisição pela redenção. Tal como Ele andou, tal andemos nós também. A piedade não é uma concepção teológica; ela não se enquadra na sabedoria humana (não encontrei em nenhum dos dicionários que consultei uma definição que possa traduzir a Verdade à respeito). A verdadeira piedade, não é conhecer a Palavra de Deus, muito menos memorizar os versículos bíblicos; mas sim, viver esta Palavra. Um homem piedoso segundo Deus, é aquele que anda na REVELAÇÃO da Sua Palavra ou Conselho. Ele é um “cristão – Palavra” na imagem e semelhança desta Palavra que foi feita carne; e não se identifica à nada que não seja a própria Palavra de Deus. Por isso, o Senhor lesus Cristo que é esta Palavra de Deus à qual o cristão crê e se identifica não se envergonha de ser chamado seu irmão.                                          A falsa piedade, consiste em confessar o que não se faz, e viver o contrário do que é ensinado. É, obrigar os outros à fazer o que não somos nós mesmos capazes de fazer. É fazer sua justiça para agradar à homens e ser visto e aprovado por eles; enquanto o verdadeiro piedoso é, ele, rejeitado pelos homens e aprovado por Deus (Jo.7:7). A falsa piedade “fabrica” por si mesmo, uma justiça própria; sua própria santificação: no vestir, no andar, no falar... A falsa piedade ama e goza da popularidade. Ela procura saciar-se das riquezas deste mundo; enquanto a verdadeira sacia-se da justiça de Deus e vive na modestia. A falsa piedade bebe das cistemas rotas que cava para si mesma; enquanto a verdadeira bebe da Rocha das eras, o secular manancial ou fonte de agua viva (Jer.2:13; Jo.4:13.14). A falsa piedade é estimulada pelas consupiscências que se apresentam à seus olhos tal como um vinho espumoso e se conforma ao século presente; enquanto a verdadeira é estimulada pela revelação da Palavra da promessa que se cumpra à seu tempo, segundo o Conselho de Deus, tal como previamente anunciado pelos Seus servos, os profetas. A falsa piedade embebede-se de emoções e chingilamentos; enquanto a verdadeira se embebeda do Espírito Santo e recebe a sabedoria, a inteligência para conhecer os caminhos do Senhor. A falsa piedade droga-se da ilusão e se deixa levar nos sonhos fugitivos duma esperança enganadora; enquanto a verdadeira tem por droga, esta inabalável fé: a esperança que nunca minta! A falsa piedade orgulha-se; exalta-se... a verdadeira humilha-se. A falsa piedade gosta fazer longas orações para a aparência, pensando desse jeito ser atendido pela multidão das suas vãs palavras. A falsa piedade se lança na conquista das almas, as escravizam numa falsa esperança; oculta a verdade, engana a multidão e a leva na perdição.                                                                       A falsa piedade basea-se num evangelho materialista que despreza o objectivo importante de Deus: a Palavra profética que revela o cumprimento, ao seu tempo, do Conselho de Deus. Desviando assim a igreja da sua verdadeira vocação, que é celestial; pela cobiça de coisas perecíveis deste mundo temporal. A falsa piedade limpa o exterior do copo e do prato, enquanto o interior está cheio de rapina e de iniquidade. Um grupo de hipócritas! Tal é a imagem desses falsos-cristãos do século presente que abundam nas igrejas: uma raça de vibora, cheia de heresias. A falsa piedade persegue os filhos da promessa; se opõe na verdade proclamada por esses que foram verdadeiramente enviados pelo Senhor no campo. Esta falsa piedade, onde é que se desenvolve? Na igreja, ao lado da verdadeira; quase à se confundir: para inquietar as ovelhas que faz parte do mesmo rebanho. Tal o joío no meio do trigo! Foi ela que desde Abel até hoje, escondida numa aparência de adorador que leva em vão o nome do Senhor (Caim), derrama sangue inocente, atribulando, perseguindo, matando, crucificando, corrompendo, etc. Por causa desta falsa piedade, o nome do Senhor é blasfemado no meio dos pagãos.                                                                         Seria ainda necessário que eu insistisse nessa demostração? Não! Creio e sei que isso basta para que o eleito entenda.                                                               Não somos o que queriamos ser hoje. Entretanto, já deixamos de ser o que eramos antigamente. E o que viemos à ser hoje, ninguém deste mundo consegue o entender ainda; a nossa verdadeira vida sendo escondida com Cristo em Deus. O que seremos? Ainda não foi manifestado. Pois, esperamos a vinda do Senhor para a redenção dos nossos corpos. Então, seremos transformados na Sua imagem. Quando for manifestada a glória dos filhos de Deus.                                                                                              Aguardando pois aquele dia, nós deixamos de lado todo o embaraço desses pecados que nos envolvem tão facilmente; despojando-nos de toda vaidade. Tendo, cingindo nossos lombos com a verdade, procuramos àagradar Deus em tudo. Não por obrigação, nem hipocrisia. Mas sim, tendo sido transformados pela renovação do nosso entendimento, temos reconhecido que fomos criados para louvor da Sua glória. É isto, o que significa para nós, ser cristão: tendo o Espírito do Cristo, somos herança Sua! Amem!