O “vinho” da Ceia do Senhor

O uso do “vinho” na Ceia do Senhor levantou tanta polémica que, muitos hoje questionam-se sobre o tipo de vinho que deve ser usado nesta Ceia. Ou, simplesmente se deve ser substituído por refrigerantes; para evitar os efeitos de álcool contido em bebidas, cujo consumo é proibido nas escrituras. Sem falar daqueles que, interpretando erroneamente o cálice que o Senhor Jesus bebeu na última Ceia com os Seus discípulos, encontraram nisso um pretexto para justificar o seu próprio consumo e apetência pelos vinhos fermentados ou alcoolizados.
Não nos esqueçamos de que a Ceia do Senhor ocorreu durante a festa da Páscoa dos judeus. E que, a Páscoa era ligada a festa dos pães asmos (sem fermento). Sendo que, durante este período (sete dias), Deus estabeleceu que não podia achar-se fermento ou qualquer levedura nas casas dos filhos de Israel. Porém, é inconcebível pensar que neste mesmo período, os filhos de Israel pudessem consumir bebidas fermentadas. NÃO! Como é também heresia que de pensar que, Jesus e os Seus discípulos naquela mesa da Ceia comeram o pão asmo acompanhando-o com o vinho fermentado ou alcoolizado. CATEGÓRICAMENTE NÃO!
Era pois impossível que aquela bebida que estava no cálice, e que Jesus identificou como fruto da videirativesse passado por um processo de fermentação para ser consumida, justamente nesta época em que o povo de Deus devia se abster de todo e qualquer tipo de fermento ou levedura. IMPENSÁVEL!
Assim, por todas as razões evocadas neste capítulo, seria irracional que justamente naquela noite, Jesus estivesse à tomar o yayim ou oinos fermentado e que embriaga; mas sim o “tirosh”: mosto ou suco de uvas, não-fermentado. Reparem que não está escrito, em lado nenhum, que Jesus deu o vinho fermentado aos Seus discípulos. Todas as escrituras relacionadas com a Ceia do Senhor dizem: “tomou o cálice”.O que havia pois naquele cálice? Jesus o revelou quando disse: “…desde agora não mais beberei do fruto da videira. O “fruto da videira” é este suco não fermentado que se traduz HOJE por “vinho”; mas, muito diferente da bebida alcoolizada de hoje, que embebeda os que a consomem. Trata-se deste mesmo mosto ou suco das uvas que é designado por alegoria: “sangue das uvas” nas escrituras de Gen.49:11 e Deut.32:14.
É também heresia pensar que Jesus, nos dias da Sua carne, bebia vinho fermentado ou alcoolizado. Pelo que, ficaria muito oportuno recordar aqui que, quando Lhe foi dado um vinho misturado (isto é alcoolizado) no Golgotha, Jesus depois de o perceber, não o quis beber (Mat.27:34; Mc.15:23).
Que diremos pois? A luz de tudo o que foi demostrado aqui, celebrar a Ceia do Senhor com o vinho fermentado é um erro doutrinal e uma deformação da Palavra de Deus! Pelo que nos resta duas alternativas: celebrá-lo com o “suco de uvas” vermelhas ou então, por falta deste: diluir o vinho fermentado com água ou outros líquidos, como o faziam os judeus; até termos uma bebida que não embriaga os que a consomem. Evitaremos assim de “desprezar a Igreja do Senhor”; caindo deste modo no mesmo erro que os crentes da igreja de Corinto, que por ocasião da ceia tomavam o mau vinho e se embebedavam. O que lhes valeu a repreensão do apóstolo Paulo (1Cor.11:20,21).
Regra geral: nada de fermentado durante a Ceia do Senhor. Quer seja o pão, quer seja o “tirosh”, o “yayin” ou “oinos” que hoje foram traduzidos por “vinho”: tudo deve ser não fermentado ou não levedado. Porque, se “há bênção no mosto de uvas; o mesmo não se diria do vinho fermentado que embriaga.
Na Ceia do Senhor, trata-se de celebrar a festa sem fermento ou levedura. Não com refrigerantes, mas sim com o suco puro ou integral das uvas; ainda chamado “sangue das uvas”. E, pouco importa o tempo que levamos a compreender essa Verdade… passado os tempos da ignorância, o que conhecíamos em parte deve deixar lugar ao que é perfeito (1Cor.13:9-11). É isso que devemos fazer! Pois vivemos na hora em que todas as coisas são restauradas.

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